O aspecto “saga” que teve nessa temporada foi um ponto bastante positivo, pois é o que, de fato, nos liga à história. Não duelos apenas por lutar, só para ver quem é o mais forte, ao estilo Street Fighter, por mais interessante que sejam as lutas, se não tiver um background interessante, fica enfadonho (vi agora que realmente mudei, quando era guri só via os filmes de kung-fu apenas pelas lutas mesmo). Vimos Baki quebrar a rotina e aqueles ciclos de duelos aleatórios, fazendo algo inédito, planejando sua prisão, cometendo um crime de assalto proposital, apenas para ficar no mesmo ambiente de Biscuit Oliva, o homem mais forte dos Estados Unidos, que diga-se de passagem, fala um japonês bem arretado (é cada uma). Uma temporada excelente, bem superior às anteriores.
Praticamente toda a temporada foi baseada em duelos no lendário torneio chinês que acontece a cada 100 anos, em que o último vencedor, o supremo mestre do Kenpo chinês, Kaku Kaioh, ainda está vivo com seus incríveis 147 anos. O background dos personagens foi interessante, como do Kaku Kaioh, mostrando sua renúncia e extrema dedicação ao autoaperfeiçoamento. Muhammad Alai Jr foi, sem dúvidas, o “antagonista” que mais nos provocou com seu comportamento desconcertante, duvidoso, irreverante, típico de um playboy. Porém, isso é desfeito com o passar dos episódio, mostrando que ele tem fibra, sendo resiliente e de certa forma, sincero, pois ele “jogou limpo”, nunca escondeu do Baki suas intenções com a Kozue. Imagino que esse comentário sobre o caráter do Alai Jr vai gerar uma certa revolta, dizendo que o Jr é um talarico, e de fato, um tremendo FDP, mas eu gostei que ele não escondeu suas intenções, ficando de falsidade.
Há muitos detalhes a serem comentados, sobre a fidelidade, amizade, admiração que o Retsu Kaioh tem pelo Baki, que mesmo debilitado, o considerou digno de participar do torneio, isso é de uma consideração indescritível, tenha um amigo como Retsu Kaioh. A personalidade da Kozue é outra questão também a ser debatida, quais são as reais intenções dela com o Baki, será que, de fato, gosta dele? A humanidade de Yujiro, largando um pouco aquele lado brutal, sádico, impiedoso que foi nos arcos passados, dentro dos padrões do ogro, enfiar os dedos por baixo da pele de tua cara e sugerir que não se mova, é misericórdia. Entre vários outros temas dentro dessa temporada.
Baki é bastante visceral naquilo que se propõe, duelo entre os mais fortes, sangue, violência, torções, fraturas e tudo aquilo que arrisca a vida. Personagens insanos que vão ao limite dos extremos em busca da perfeição, de uma força maior, pela vitória. Apesar de ser fã de todo esse universo de desafios que envolvem lutas, coisa de macho mesmo, confesso que essa temporada teve probleminhas de ritmo e desenvolvimento. Aqueles que estão começando por aqui, vão ver o protagonista como um “bundão” que não faz nada e só quer saber da namorada. Vejo que isso é um erro, apesar dessa temporada ser feita também para quem não conhece nada de Baki, recomendo que não caiam nessa. Assistam primeiro “Baki – The Grappler”, que conta a história de Baki adolescente marrento.
Impactante, lucubrativo, engenhoso, científico e bastante dramático. Impossível não se emocionar com a pressão psicológica dos tripulantes, mostrando que por mais bravos, equilibrados e bem instruídos sejamos, sempre estamos à mercê da nossa vulnerabilidade como seres humanos e não tem nervos de aço que suporte bem uma viagem astronômica dessa. Christopher Nolan, um diretor com um comportamente bastante único, dentro e fora do set de filmagens, consegue de maneira magistral nos colocar dentro daquela nave, indo para outra galáxia e ver de perto a anomalia que é um Black Hole, com suas drásticas consequências à nossa percepção humana. Confuso, deveras, principalmente na sua parte científica, como a relatividade, distorção espaço-tempo, gravidade e dimensões que não podemos sequer compreender devido a nossa limitação de entendimento. Entretanto, nada disso atrapalha o impacto e a emoção que sentimos ao ver essa obra-prima. Prepare os lenços e entre à bordo dessa nave se tiver coragem, aqui você tem que ser valente. Ah, o Sérgio Sacani (vulgo gordão dos foguetes), fala muito sobre esse filme e ajuda a entender pra caramba, se você viu muitos podcasts dele, vai chegar aqui mais condicionado mentalmente.
Como se a produção do mangá / anime de Frieren estivesse dizendo: “Não tenho a menor preocupação agora de hypar, de forçar a barra para que vocês mantenham o interesse em mim, sou o que sou, goste quem gostar.” Isso é de uma ousadia e vemos escancarada nos episódios tão contemplativos. Embora o anime cumpra o seu papel em aquecer nosso coração e paz de espírito, também queremos irregularidades e desafios, como foi na primeira temporada. No mais, uma boa temporada, com uma trama doce, reflexiva, uma abertura e encerramento lindos demais, de lacrimejar, apesar de morna e sem fazer questão de esquentar. Continuo nessa viagem com Frieren até o fim. Ah, não esquecendo, o velho Tengen hypou muito nesse final.
A primeira impressão que dá ao começar com essa temporada é a perda da identidade daquele Jujutsu alegre, intenso e não menos inteligente, como nas temporadas passadas. Tinham uma marca única que podíamos carimbar como JJK. Essa Season seguiu uma formatação diferente, como se a 1 e 2 tivessem cores vivas e intensas, já a 3 morna e sem cor, embora bastante competente, cult, cinema. Confesso que esse arco começou de um jeito que não me agradou nem um pouco, mesmo que o mangá fosse a mesma coisa provavelmente não gostaria, pois nem nos dá o gosto de terminar com hombridade toda loucura que foi aquele final, deixando uma lacuna gigantesca e nos teletransportando sem paraquedas para um outro evento. Meu destaque vai para Yuta Okkotsu, que brilhou demais, estava muito ansioso pela aparição dele.
Um trabalho artístico de mais alto nível, fica bem evidente o empenho e amor pelo ofício aqui, todos da produção fizeram o seu melhor e desejo que fiquem podres de ricos para continuar trabalhos tão lindos como esse. Ufotable é 1000, já estou caçando novas obras desse estúdio, como se fosse a NASA dos animes. O problema que a gente fica muito mal acostumado com os gráficos opiparos e carga emocional dramática veemente que Demon Slayer passa, chegando a ser um imenso desafio procurar animês que causem adrenalina semelhante. Apesar de todas essas qualidades, devo ser sincero em dizer que senti falhas no ritmo, com cortes e longos flashbacks, além da modelagem parecer bastante com episódios compilados, sem opening e ending. No mais, nada que prejudique a gratificante experiência que esse baita filme representa. E lógico, só faz sentido para quem viu a série inteira.
Temporada extremamente crucial e com uma virada de chave muito marcante, embora ofuscada pela intensidade das anteriores, caracterizando uma injustiça. Sejamos sinceros na análise, tivemos batalhas épicas, desenvolvimento de personagens importantes e com excelentes flashbacks, cargas emocionais ao nível de Kimetsu, vemos que não só a animação é uma das melhores do mercado, também a dublagem japonesa, sendo até premiada no “Oscar da Dublagem”.
Talvez o que pegou foi aquela sensação de “mais do mesmo”, de “saturação”, “espera um pouco, já vimos isso” e principalmente a “forçação de barra” para o protagonista, sim, meus amigos, tivemos isso. Gosto demais do Tanjiro, só que não posso passar pano, isso é tão notório, que os próprios Hashiras parecem que viram inúteis quando ele está em cena. OS PRÓPRIOS HASHIRAS. De fato, o principal é espetacular e provavelmente se tornará um lendário Hashira, no entanto, não precisa apelar tanto. Os momentos finais que realmente salvam, revelam que nada foi em vão, plantando novas sementes de sentido para o anime, nos “hypando” ansiosamente para o próximo arco.
A tamanha variação de sentimentos que tive ao ver esse último episódio não era brincadeira, de êxtase, alegria, muita raiva (põe raiva nisso) e o choro de felicidade compensando tudo.
“Não é possível que chegamos até aqui para perdermos a Nezuko, a nossa maior jóia da obra, por uma situação tão patética e, de certa forma, pela burrice do Tanjiro. Justamente um personagem que sempre tomou as melhores decisões em momentos críticos, ficar na dúvida entre salvar à irmã e os ferreiros, soou forçada demais, ficou escancarada a intenção de causar emoção intensa nos espectadores. Primeiro, o Oni iria morrer de qualquer maneira por causa do sol, a prioridade tinha que ser a Nezuko, ponto final. Aí vem o flashback do oni “quero saber de porra de flashback, não, quero saber da Nezuko”. Entretanto, por causa dessa atrapalhada, o milagre aconteceu, salvando o episódio e a temporada inteira.”
Não há palavras que descrevam com precisão o impacto desta temporada. É uma explosão de intensidade — tiro, porrada e bomba — que se traduz em arte primorosa, capaz de unir emoção, beleza gráfica, adrenalina, desespero, choro, felicidade e alívio em um só arco.
Claro, há defeitos. No início, o Hashira Tengen Uzui me pareceu arrogante e de comportamento duvidoso. Mas é justamente aí que reside a magia de Kimetsu no Yaiba: a capacidade de encantar, transformar percepções e até gerar identificação com os próprios Onis. A narrativa começa polêmica e desconcertante, mas logo se encontra, se corrige e dispara como um foguete até um ápice eletrizante de descarga emocional.
Tanjiro, Nezuko, Zenitsu, Inosuke, Tengen e até a memória heroica de Rengoku se unem como uma verdadeira família, irmãos de guerra. A batalha deste arco é tão intensa que nos deixa ajoelhados, rezando por um milagre para escapar do pesadelo. O resultado é uma produção feita com alma, que transcende o entretenimento e se torna uma experiência visceral.
Como todos sabem, um baita resumo e ao meu ver, algumas partes não poderiam, de forma alguma, ficar de fora, como a participação do ministro Foss na conspiração de assassinato (será que ficaram com preguiça?). Essas nuances que enriquecem e amadurecem demais o roteiro de Berserk. É interessante ver um certo esforço de não plagiar em sua totalidade.
Guts ainda acorda com Casca ao lado dele, despida, sem entender nada.
A discussão do Guts e Casca ao ar livre na natureza, sendo que no mangá e anime de 97 isso acontece na fortaleza. Também o susto do Guts ao ver o Behelit, quase caindo do muro e sendo “salvo” pelo Griffith.
Esperava muito mais desse anime, que se apresentou bastante raso em diversas situações, explorou bem pouco o mundo fantasia, perdeu uma grande oportunidade disso, de fazer uma obra-prima. Ah, isso nas mãos de Hayao Miyazaki, enfim. Personagens fortes e marcantes como Jinnai e Shayla-Shayla ficam até meio que apagados com o decorrer da aventura. Tentaram fazer do Makoto uma espécie de Tenchi de Tenchi Muyo, ou seja, o "pica de mel" que todas se apaixonam, esse amor do Makoto e princesa Rune ficou superficial demais, faltou construção. O tema principal de abertura tem um valor nostálgico e emocional muito forte, só ele vale o anime inteiro, ou melhor, só a música é melhor que todo o anime, pesado, porém, verdade.
Que loucura, que loucura, que p0r## é essa? KKKKK!!! Bem, quem deseja assistir algo nonsense e trash, com nudez, sacanagem, piadas escrotas, ácidas, deboche e muita violência visual, com certeza vai conseguir contentamento nessa obra, que é a obra-prima das "edits movies amateurs", rsrs.
Tem minha aprovação, me divertir e fantasiei, que o pau entre no buraco, kkk!!
5º Episódio (First Battle: The Struggle for Trost, Part 1) / Nota 10
Sem palavras para comentar a loucura que foi esse episódio. Não esperava de jeito nenhum um desenrolar como esse, da forma como aconteceu e com tamanha agilidade. Tão intenso como Game of Thrones, impossível não fazer essa referência.
Eu já estava mesmo me preparando para a morte do Eren, se isso realmente aconteceu, seria algo até mesmo mais ousado que GOT. Imagine só, fazermos nos apegar a uma personagem, o protagonista motivado, muito mesmo antes dele cumprir com sua meta, ser morto dessa forma tão ordinária. Seria algo muito sombrio e diferenciado.
A surpresa do episódio é: “Como assim que o Titã aparece do nada e ninguém percebe?” De início achei que fosse forçação de barra para assustar, todavia, no episódio seguinte esse fato é destacado por Eren, mostrando que os Titãs tem mesmo essa capacidade e aparecer e sumir do nada. Que terrível isso.
3º Episódio (A Dim Light Amid Despair: Humanity's Comeback, Part 1) / Nota 8,5
Compreensivo uma redução de ritmo porque entrou no quesito muito importante da história: o início do treino deles e todo o suporte para o combate com os Titãs. Tem sim aqueles clichês típicos de animes shonen, protagonista cabeça dura, altamente motivado e personalidade forte. Todavia, logo de início estou conseguindo ver algum diferencial em Shingeki. Aliás, o anime é Seinen, né? Mesmo que seja, ainda assim tem características Shonen, pelo menos no início.
2º Episódio (That Day: The Fall of Shiganshina, Part 2) / Nota 9,5 E a tensão só aumenta. É bastante compreensivo a motivação do Eren, quando ele lembrou da família e disse “por que os últimos momentos foram só de discussões inúteis?”, tive que chorar um pouco. Quem já perdeu uma mãe sabe que é muito duro, agora imagina ver a pessoa que você mais ama ser morta daquele jeito. Impossível não se identificar. Mais um episódio magistral. Agora a pergunta que fiz desde o início: Qual é a origem desses Titãs? Outra coisa, tem um probleminha na cronologia do tempo, fiquei confuso sobre o tempo que passou, pois eles pareciam um tanto grandes.
1º Episódio (To You, sdad in 2000 Years: The Fall of Shiganshina, Part 1) / Nota 9
Finalmente chegou a hora de conhecer esse tão aclamado anime, tive conhecimento dele em 2014, todavia, somente em pleno 2021 que estou começando a dá partida. A primeira impressão que tive foi ótima, gráficos ótimos (aliás, essa foi a primeira característica que me maravilhou desde 2014) e a história tem cara de ser bem construída, densa e triste, talvez um “Game of Thrones”, espero uma pura carnificina. Esse final doeu minha alma. Que essas pobres pessoas consigam vencer.
P.S.: Aceitaria de boa que a produtora de Shingeki transformasse Vagabond em anime.
Demorei para perceber que era o David. Realmente a idade chega e toda a vitalidade vai embora, porém, ele viveu até o fim fazendo aquilo que queria, e em puro luxo. Minha única ressalva com ele foi o fato dele ter se aliado aos nazistas anos atrás, mesmo que ele tivesse argumentos e razões para isso. Está ao lado de nazistas é imperdoável.
Ok, Charles. Claramente um rapaz sem sal e virjão, vai ser feito de gato e sapato por essa mulher, pelo que parece. Aliás, princesa Diana vai aparecer quando mesmo?
7º Episódio (Moondust) / Nota 10 Gostei demais da maneira como esse episódio foi conduzido, captou totalmente a essência da situação, de modo magistral, como é de costume.
O contraste da empolgação do Philip com a decepção iminente.
De fato, o evento foi mesmo histórico para a humanidade, qualquer ser com um mínimo de interesse em ciência e avanço, teria um surto com esse episódio. O problema foi desprezar coisas aparentemente “menores” em prol de algo grande e supostamente ilusório.
Os 3 astronautas eram apenas pessoas singelas e com interesses do senso comum, Philip os pintou como filósofos abissais, possuidores da verdade absoluta e quebrou a cara, rs.
Mesmo sendo um episódio praticamente focado no Philip e mesmo que muita gente não goste dele, devemos admitir que foi mais um episódio perfeito de “The Crown”. Impossível avaliar com uma nota menor que 10.
Metáfora perfeita da lua, de longe, do nosso planeta, ela é luminosa, misteriosa e bela, de perto é só um deserto vazio e sem graça. Ressaltando, “sem graça” dependendo do ponto de vista da pessoa que a enxerga.
6º Episódio (Tywysog Cymru) / Nota 9 Um grande episódio, contudo, o mais devagar até então. Embora seja gratificante saber mais da vida pessoal do príncipe Charles e todo o seu dilema entre ser uma pessoa comum, com opiniões e ser um símbolo da Coroa. Olha, espelha até um tipo de vida niilista, sem sentido, que apenas segue o que é imposto porque assim deve ser. A Realeza não é fácil. Mais uma vez, a qualidade técnica e das atuações continuam impressionando demais.
A Elizabeth, pelo visto, sempre foi muito “pau no cu” com o Charles, só que não podemos julgar tão precipitadamente, pode ser a melhor maneira que ela encontrou para preparar seu filho para o futuro, ela já tinha deixado claro isso nas temporadas anteriores. Entretanto, nunca fazer um agrado a ele? Nunca, never? Já é demais! Enfim...
5º Episódio (Coup) / Nota 9,5 Não estou conseguindo dá uma nota inferior à 9 em nenhum episódio dessa série maravilhosa, ela me envolve de uma modo encantador. Fico hipnotizado pelo trato, por tanta perfeição narrativa. E as nuances, ah, as nuances.
Que potência tem o Charles Dance, o eterno Tywin Lannister. Uma feição recheada de significados e personalidade. Mandou muito bem nesse episódio. E mano, um Oscar bem dado para a Jane Lapotaire, que não conhecia e entrou para a minha lista de perseguidas, rs. Que atuação visceral.
O mundo se acabando e a rainha fazendo o que realmente gosta. Certa ela. Aquele diálogo com o Porchey foi de cair o queixo, acho linda a amizade dos dois, claro que eles sentem algo um pelo outro, o Porchey evidentemente. A Elizabeth, se sente, é em alguns momentos pela afinidade, porque ela é mesma apaixonada pelo Philip. Eh, a Coroa não é fácil de carregar. Não sei se conseguiria viver sem meus hobbies.
Quanto à briga política entre o primeiro-ministro e o Lorde Mountbatten ahei de super alta classe, o Lorde pelo menos tentou fazer do jeito mais diplomático possível, sem fazer disso um golpe constitucional. Todavia, o Wilson foi mais esperto e fez a cabeça da Rainha primeiro. Confesso que tenho certa afeição pelo Wilson, ele é centrado e calmo demais, mesmo quando gritam com ele, é um cara sem ego.
Philip com a pulga atrás da orelha e morrendo de ciúmes, rs. Bem feito.
4º Episódio (Bubbikins) / Nota 9,5 Que doce de pessoa a Princesa Alice, mãe do Philip, muito emocionante a história, igualmente tocante a atuação da atriz, que veracidade, que coisa de louco, visceral. Mais uma vez, uma atitude bastante duvidosa do Philip, dessa vez com a própria mãe. O documentário foi o tiro que saiu pela culatra e até hoje a Rainha proíbe a exibição. Se eu não me engano, alguns episódios foram vazados no YouTube, depois de mais de 50 anos nas sombras. Eu, definitivamente, não gosto de pessoas “blasé”, então provavelmente não vou gostar muito dessa filha do Philip. A única personagem blasé que gostei foi a Claire de Six Feet Under.
À verdade é que ela em nada estava se importando com a tragédia em Gales e sua apatia era mesmo preocupante, é de questionar o quê de fato ocorreu com a Elizabeth com o passar dos anos, nos primeiros anos de reinado ela tinha mais vontade, mais iniciativa e até mais espontânea, agora ela está muito robótica.
Ótimas atuações! Aquele diálogo com o Primeiro-ministro foi tudo, o respeito e as palavras certas encantam demais. E esse final, uma singela demonstração de infelicidade com o seu país e com si mesma foi tocante.
Grappler Baki wa BL dewa nai ka to Kangaetsuzuketa Otome …
1.0 1Que loucura! Eu definitivamente preciso assistir isso.
Baki Hanma (1ª Temporada)
3.4 20 Assista AgoraO aspecto “saga” que teve nessa temporada foi um ponto bastante positivo, pois é o que, de fato, nos liga à história. Não duelos apenas por lutar, só para ver quem é o mais forte, ao estilo Street Fighter, por mais interessante que sejam as lutas, se não tiver um background interessante, fica enfadonho (vi agora que realmente mudei, quando era guri só via os filmes de kung-fu apenas pelas lutas mesmo). Vimos Baki quebrar a rotina e aqueles ciclos de duelos aleatórios, fazendo algo inédito, planejando sua prisão, cometendo um crime de assalto proposital, apenas para ficar no mesmo ambiente de Biscuit Oliva, o homem mais forte dos Estados Unidos, que diga-se de passagem, fala um japonês bem arretado (é cada uma). Uma temporada excelente, bem superior às anteriores.
Baki - O Campeão - A Saga do Grande Torneio …
3.7 28Praticamente toda a temporada foi baseada em duelos no lendário torneio chinês que acontece a cada 100 anos, em que o último vencedor, o supremo mestre do Kenpo chinês, Kaku Kaioh, ainda está vivo com seus incríveis 147 anos. O background dos personagens foi interessante, como do Kaku Kaioh, mostrando sua renúncia e extrema dedicação ao autoaperfeiçoamento. Muhammad Alai Jr foi, sem dúvidas, o “antagonista” que mais nos provocou com seu comportamento desconcertante, duvidoso, irreverante, típico de um playboy. Porém, isso é desfeito com o passar dos episódio, mostrando que ele tem fibra, sendo resiliente e de certa forma, sincero, pois ele “jogou limpo”, nunca escondeu do Baki suas intenções com a Kozue. Imagino que esse comentário sobre o caráter do Alai Jr vai gerar uma certa revolta, dizendo que o Jr é um talarico, e de fato, um tremendo FDP, mas eu gostei que ele não escondeu suas intenções, ficando de falsidade.
Há muitos detalhes a serem comentados, sobre a fidelidade, amizade, admiração que o Retsu Kaioh tem pelo Baki, que mesmo debilitado, o considerou digno de participar do torneio, isso é de uma consideração indescritível, tenha um amigo como Retsu Kaioh. A personalidade da Kozue é outra questão também a ser debatida, quais são as reais intenções dela com o Baki, será que, de fato, gosta dele? A humanidade de Yujiro, largando um pouco aquele lado brutal, sádico, impiedoso que foi nos arcos passados, dentro dos padrões do ogro, enfiar os dedos por baixo da pele de tua cara e sugerir que não se mova, é misericórdia. Entre vários outros temas dentro dessa temporada.
Baki - O Campeão (1ª Temporada)
3.3 67Baki é bastante visceral naquilo que se propõe, duelo entre os mais fortes, sangue, violência, torções, fraturas e tudo aquilo que arrisca a vida. Personagens insanos que vão ao limite dos extremos em busca da perfeição, de uma força maior, pela vitória. Apesar de ser fã de todo esse universo de desafios que envolvem lutas, coisa de macho mesmo, confesso que essa temporada teve probleminhas de ritmo e desenvolvimento. Aqueles que estão começando por aqui, vão ver o protagonista como um “bundão” que não faz nada e só quer saber da namorada. Vejo que isso é um erro, apesar dessa temporada ser feita também para quem não conhece nada de Baki, recomendo que não caiam nessa. Assistam primeiro “Baki – The Grappler”, que conta a história de Baki adolescente marrento.
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraImpactante, lucubrativo, engenhoso, científico e bastante dramático. Impossível não se emocionar com a pressão psicológica dos tripulantes, mostrando que por mais bravos, equilibrados e bem instruídos sejamos, sempre estamos à mercê da nossa vulnerabilidade como seres humanos e não tem nervos de aço que suporte bem uma viagem astronômica dessa. Christopher Nolan, um diretor com um comportamente bastante único, dentro e fora do set de filmagens, consegue de maneira magistral nos colocar dentro daquela nave, indo para outra galáxia e ver de perto a anomalia que é um Black Hole, com suas drásticas consequências à nossa percepção humana. Confuso, deveras, principalmente na sua parte científica, como a relatividade, distorção espaço-tempo, gravidade e dimensões que não podemos sequer compreender devido a nossa limitação de entendimento. Entretanto, nada disso atrapalha o impacto e a emoção que sentimos ao ver essa obra-prima. Prepare os lenços e entre à bordo dessa nave se tiver coragem, aqui você tem que ser valente. Ah, o Sérgio Sacani (vulgo gordão dos foguetes), fala muito sobre esse filme e ajuda a entender pra caramba, se você viu muitos podcasts dele, vai chegar aqui mais condicionado mentalmente.
Frieren e a Jornada para o Além (2ª Temporada)
4.4 28 Assista AgoraComo se a produção do mangá / anime de Frieren estivesse dizendo: “Não tenho a menor preocupação agora de hypar, de forçar a barra para que vocês mantenham o interesse em mim, sou o que sou, goste quem gostar.” Isso é de uma ousadia e vemos escancarada nos episódios tão contemplativos. Embora o anime cumpra o seu papel em aquecer nosso coração e paz de espírito, também queremos irregularidades e desafios, como foi na primeira temporada. No mais, uma boa temporada, com uma trama doce, reflexiva, uma abertura e encerramento lindos demais, de lacrimejar, apesar de morna e sem fazer questão de esquentar. Continuo nessa viagem com Frieren até o fim. Ah, não esquecendo, o velho Tengen hypou muito nesse final.
Jujutsu Kaisen (3ª Temporada)
4.0 32 Assista AgoraA primeira impressão que dá ao começar com essa temporada é a perda da identidade daquele Jujutsu alegre, intenso e não menos inteligente, como nas temporadas passadas. Tinham uma marca única que podíamos carimbar como JJK. Essa Season seguiu uma formatação diferente, como se a 1 e 2 tivessem cores vivas e intensas, já a 3 morna e sem cor, embora bastante competente, cult, cinema. Confesso que esse arco começou de um jeito que não me agradou nem um pouco, mesmo que o mangá fosse a mesma coisa provavelmente não gostaria, pois nem nos dá o gosto de terminar com hombridade toda loucura que foi aquele final, deixando uma lacuna gigantesca e nos teletransportando sem paraquedas para um outro evento. Meu destaque vai para Yuta Okkotsu, que brilhou demais, estava muito ansioso pela aparição dele.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito
4.2 119 Assista AgoraUm trabalho artístico de mais alto nível, fica bem evidente o empenho e amor pelo ofício aqui, todos da produção fizeram o seu melhor e desejo que fiquem podres de ricos para continuar trabalhos tão lindos como esse. Ufotable é 1000, já estou caçando novas obras desse estúdio, como se fosse a NASA dos animes. O problema que a gente fica muito mal acostumado com os gráficos opiparos e carga emocional dramática veemente que Demon Slayer passa, chegando a ser um imenso desafio procurar animês que causem adrenalina semelhante. Apesar de todas essas qualidades, devo ser sincero em dizer que senti falhas no ritmo, com cortes e longos flashbacks, além da modelagem parecer bastante com episódios compilados, sem opening e ending. No mais, nada que prejudique a gratificante experiência que esse baita filme representa. E lógico, só faz sentido para quem viu a série inteira.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (3ª Temporada)
4.2 81 Assista AgoraTemporada extremamente crucial e com uma virada de chave muito marcante, embora ofuscada pela intensidade das anteriores, caracterizando uma injustiça. Sejamos sinceros na análise, tivemos batalhas épicas, desenvolvimento de personagens importantes e com excelentes flashbacks, cargas emocionais ao nível de Kimetsu, vemos que não só a animação é uma das melhores do mercado, também a dublagem japonesa, sendo até premiada no “Oscar da Dublagem”.
Talvez o que pegou foi aquela sensação de “mais do mesmo”, de “saturação”, “espera um pouco, já vimos isso” e principalmente a “forçação de barra” para o protagonista, sim, meus amigos, tivemos isso. Gosto demais do Tanjiro, só que não posso passar pano, isso é tão notório, que os próprios Hashiras parecem que viram inúteis quando ele está em cena. OS PRÓPRIOS HASHIRAS. De fato, o principal é espetacular e provavelmente se tornará um lendário Hashira, no entanto, não precisa apelar tanto. Os momentos finais que realmente salvam, revelam que nada foi em vão, plantando novas sementes de sentido para o anime, nos “hypando” ansiosamente para o próximo arco.
A tamanha variação de sentimentos que tive ao ver esse último episódio não era brincadeira, de êxtase, alegria, muita raiva (põe raiva nisso) e o choro de felicidade compensando tudo.
“Não é possível que chegamos até aqui para perdermos a Nezuko, a nossa maior jóia da obra, por uma situação tão patética e, de certa forma, pela burrice do Tanjiro. Justamente um personagem que sempre tomou as melhores decisões em momentos críticos, ficar na dúvida entre salvar à irmã e os ferreiros, soou forçada demais, ficou escancarada a intenção de causar emoção intensa nos espectadores. Primeiro, o Oni iria morrer de qualquer maneira por causa do sol, a prioridade tinha que ser a Nezuko, ponto final. Aí vem o flashback do oni “quero saber de porra de flashback, não, quero saber da Nezuko”. Entretanto, por causa dessa atrapalhada, o milagre aconteceu, salvando o episódio e a temporada inteira.”
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (2ª Temporada)
4.4 108Não há palavras que descrevam com precisão o impacto desta temporada. É uma explosão de intensidade — tiro, porrada e bomba — que se traduz em arte primorosa, capaz de unir emoção, beleza gráfica, adrenalina, desespero, choro, felicidade e alívio em um só arco.
Claro, há defeitos. No início, o Hashira Tengen Uzui me pareceu arrogante e de comportamento duvidoso. Mas é justamente aí que reside a magia de Kimetsu no Yaiba: a capacidade de encantar, transformar percepções e até gerar identificação com os próprios Onis. A narrativa começa polêmica e desconcertante, mas logo se encontra, se corrige e dispara como um foguete até um ápice eletrizante de descarga emocional.
Tanjiro, Nezuko, Zenitsu, Inosuke, Tengen e até a memória heroica de Rengoku se unem como uma verdadeira família, irmãos de guerra. A batalha deste arco é tão intensa que nos deixa ajoelhados, rezando por um milagre para escapar do pesadelo. O resultado é uma produção feita com alma, que transcende o entretenimento e se torna uma experiência visceral.
Berserk Era de Ouro Ato I: Ovo do Supremo Imperador
4.0 86Como todos sabem, um baita resumo e ao meu ver, algumas partes não poderiam, de forma alguma, ficar de fora, como a participação do ministro Foss na conspiração de assassinato (será que ficaram com preguiça?). Essas nuances que enriquecem e amadurecem demais o roteiro de Berserk. É interessante ver um certo esforço de não plagiar em sua totalidade.
Guts ainda acorda com Casca ao lado dele, despida, sem entender nada.
A discussão do Guts e Casca ao ar livre na natureza, sendo que no mangá e anime de 97 isso acontece na fortaleza. Também o susto do Guts ao ver o Behelit, quase caindo do muro e sendo “salvo” pelo Griffith.
El Hazard the Wanderers
3.5 1Esperava muito mais desse anime, que se apresentou bastante raso em diversas situações, explorou bem pouco o mundo fantasia, perdeu uma grande oportunidade disso, de fazer uma obra-prima. Ah, isso nas mãos de Hayao Miyazaki, enfim. Personagens fortes e marcantes como Jinnai e Shayla-Shayla ficam até meio que apagados com o decorrer da aventura. Tentaram fazer do Makoto uma espécie de Tenchi de Tenchi Muyo, ou seja, o "pica de mel" que todas se apaixonam, esse amor do Makoto e princesa Rune ficou superficial demais, faltou construção. O tema principal de abertura tem um valor nostálgico e emocional muito forte, só ele vale o anime inteiro, ou melhor, só a música é melhor que todo o anime, pesado, porém, verdade.
Propaganda Movie
3.8 6Que loucura, que loucura, que p0r## é essa? KKKKK!!!
Bem, quem deseja assistir algo nonsense e trash, com nudez, sacanagem, piadas escrotas, ácidas, deboche e muita violência visual, com certeza vai conseguir contentamento nessa obra, que é a obra-prima das "edits movies amateurs", rsrs.
Tem minha aprovação, me divertir e fantasiei, que o pau entre no buraco, kkk!!
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora5º Episódio (First Battle: The Struggle for Trost, Part 1) / Nota 10
Sem palavras para comentar a loucura que foi esse episódio. Não esperava de jeito nenhum um desenrolar como esse, da forma como aconteceu e com tamanha agilidade. Tão intenso como Game of Thrones, impossível não fazer essa referência.
Eu já estava mesmo me preparando para a morte do Eren, se isso realmente aconteceu, seria algo até mesmo mais ousado que GOT. Imagine só, fazermos nos apegar a uma personagem, o protagonista motivado, muito mesmo antes dele cumprir com sua meta, ser morto dessa forma tão ordinária. Seria algo muito sombrio e diferenciado.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora4º Episódio (The Night of the Closing Ceremony: Humanity's Comeback, Part 2) / Nota 9
A surpresa do episódio é: “Como assim que o Titã aparece do nada e ninguém percebe?” De início achei que fosse forçação de barra para assustar, todavia, no episódio seguinte esse fato é destacado por Eren, mostrando que os Titãs tem mesmo essa capacidade e aparecer e sumir do nada. Que terrível isso.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora3º Episódio (A Dim Light Amid Despair: Humanity's Comeback, Part 1) / Nota 8,5
Compreensivo uma redução de ritmo porque entrou no quesito muito importante da história: o início do treino deles e todo o suporte para o combate com os Titãs. Tem sim aqueles clichês típicos de animes shonen, protagonista cabeça dura, altamente motivado e personalidade forte. Todavia, logo de início estou conseguindo ver algum diferencial em Shingeki. Aliás, o anime é Seinen, né? Mesmo que seja, ainda assim tem características Shonen, pelo menos no início.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora2º Episódio (That Day: The Fall of Shiganshina, Part 2) / Nota 9,5
E a tensão só aumenta. É bastante compreensivo a motivação do Eren, quando ele lembrou da família e disse “por que os últimos momentos foram só de discussões inúteis?”, tive que chorar um pouco. Quem já perdeu uma mãe sabe que é muito duro, agora imagina ver a pessoa que você mais ama ser morta daquele jeito. Impossível não se identificar. Mais um episódio magistral. Agora a pergunta que fiz desde o início: Qual é a origem desses Titãs? Outra coisa, tem um probleminha na cronologia do tempo, fiquei confuso sobre o tempo que passou, pois eles pareciam um tanto grandes.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora1º Episódio (To You, sdad in 2000 Years: The Fall of Shiganshina, Part 1) / Nota 9
Finalmente chegou a hora de conhecer esse tão aclamado anime, tive conhecimento dele em 2014, todavia, somente em pleno 2021 que estou começando a dá partida. A primeira impressão que tive foi ótima, gráficos ótimos (aliás, essa foi a primeira característica que me maravilhou desde 2014) e a história tem cara de ser bem construída, densa e triste, talvez um “Game of Thrones”, espero uma pura carnificina. Esse final doeu minha alma. Que essas pobres pessoas consigam vencer.
P.S.: Aceitaria de boa que a produtora de Shingeki transformasse Vagabond em anime.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora8º Episódio (Dangling Man) / Nota 8,5
Demorei para perceber que era o David. Realmente a idade chega e toda a vitalidade vai embora, porém, ele viveu até o fim fazendo aquilo que queria, e em puro luxo. Minha única ressalva com ele foi o fato dele ter se aliado aos nazistas anos atrás, mesmo que ele tivesse argumentos e razões para isso. Está ao lado de nazistas é imperdoável.
Ok, Charles. Claramente um rapaz sem sal e virjão, vai ser feito de gato e sapato por essa mulher, pelo que parece. Aliás, princesa Diana vai aparecer quando mesmo?
Anne é porra doida, viu!!
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora7º Episódio (Moondust) / Nota 10
Gostei demais da maneira como esse episódio foi conduzido, captou totalmente a essência da situação, de modo magistral, como é de costume.
O contraste da empolgação do Philip com a decepção iminente.
De fato, o evento foi mesmo histórico para a humanidade, qualquer ser com um mínimo de interesse em ciência e avanço, teria um surto com esse episódio. O problema foi desprezar coisas aparentemente “menores” em prol de algo grande e supostamente ilusório.
Os 3 astronautas eram apenas pessoas singelas e com interesses do senso comum, Philip os pintou como filósofos abissais, possuidores da verdade absoluta e quebrou a cara, rs.
Mesmo sendo um episódio praticamente focado no Philip e mesmo que muita gente não goste dele, devemos admitir que foi mais um episódio perfeito de “The Crown”. Impossível avaliar com uma nota menor que 10.
Metáfora perfeita da lua, de longe, do nosso planeta, ela é luminosa, misteriosa e bela, de perto é só um deserto vazio e sem graça. Ressaltando, “sem graça” dependendo do ponto de vista da pessoa que a enxerga.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora6º Episódio (Tywysog Cymru) / Nota 9
Um grande episódio, contudo, o mais devagar até então. Embora seja gratificante saber mais da vida pessoal do príncipe Charles e todo o seu dilema entre ser uma pessoa comum, com opiniões e ser um símbolo da Coroa. Olha, espelha até um tipo de vida niilista, sem sentido, que apenas segue o que é imposto porque assim deve ser. A Realeza não é fácil. Mais uma vez, a qualidade técnica e das atuações continuam impressionando demais.
A Elizabeth, pelo visto, sempre foi muito “pau no cu” com o Charles, só que não podemos julgar tão precipitadamente, pode ser a melhor maneira que ela encontrou para preparar seu filho para o futuro, ela já tinha deixado claro isso nas temporadas anteriores. Entretanto, nunca fazer um agrado a ele? Nunca, never? Já é demais! Enfim...
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora5º Episódio (Coup) / Nota 9,5
Não estou conseguindo dá uma nota inferior à 9 em nenhum episódio dessa série maravilhosa, ela me envolve de uma modo encantador. Fico hipnotizado pelo trato, por tanta perfeição narrativa. E as nuances, ah, as nuances.
Que potência tem o Charles Dance, o eterno Tywin Lannister. Uma feição recheada de significados e personalidade. Mandou muito bem nesse episódio. E mano, um Oscar bem dado para a Jane Lapotaire, que não conhecia e entrou para a minha lista de perseguidas, rs. Que atuação visceral.
O mundo se acabando e a rainha fazendo o que realmente gosta. Certa ela. Aquele diálogo com o Porchey foi de cair o queixo, acho linda a amizade dos dois, claro que eles sentem algo um pelo outro, o Porchey evidentemente. A Elizabeth, se sente, é em alguns momentos pela afinidade, porque ela é mesma apaixonada pelo Philip. Eh, a Coroa não é fácil de carregar. Não sei se conseguiria viver sem meus hobbies.
Quanto à briga política entre o primeiro-ministro e o Lorde Mountbatten ahei de super alta classe, o Lorde pelo menos tentou fazer do jeito mais diplomático possível, sem fazer disso um golpe constitucional. Todavia, o Wilson foi mais esperto e fez a cabeça da Rainha primeiro. Confesso que tenho certa afeição pelo Wilson, ele é centrado e calmo demais, mesmo quando gritam com ele, é um cara sem ego.
Philip com a pulga atrás da orelha e morrendo de ciúmes, rs. Bem feito.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora4º Episódio (Bubbikins) / Nota 9,5
Que doce de pessoa a Princesa Alice, mãe do Philip, muito emocionante a história, igualmente tocante a atuação da atriz, que veracidade, que coisa de louco, visceral. Mais uma vez, uma atitude bastante duvidosa do Philip, dessa vez com a própria mãe. O documentário foi o tiro que saiu pela culatra e até hoje a Rainha proíbe a exibição. Se eu não me engano, alguns episódios foram vazados no YouTube, depois de mais de 50 anos nas sombras. Eu, definitivamente, não gosto de pessoas “blasé”, então provavelmente não vou gostar muito dessa filha do Philip. A única personagem blasé que gostei foi a Claire de Six Feet Under.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora3º Episódio (Aberfan) / Nota 9,5
Mais um episódio que demonstrou ser magistral na relação das nuances envolvendo a Rainha, que denuncia, ataca, não obstante, acaricia.
À verdade é que ela em nada estava se importando com a tragédia em Gales e sua apatia era mesmo preocupante, é de questionar o quê de fato ocorreu com a Elizabeth com o passar dos anos, nos primeiros anos de reinado ela tinha mais vontade, mais iniciativa e até mais espontânea, agora ela está muito robótica.