Damien Chazelle já não é mais o “jovem diretor” dos sonhos ingênuos de La La Land, mas a sua paixão pelo cinema se mantém incólume. Por mais que Babilônia venha a retratar a indústria em suas apoteóticas barbáries, o fascínio do cineasta pela sua arte de ofício se mantém na condução do elenco indefectível, em cada plano bem cortado com o jazz alucinado, nos movimentos de câmera sempre empolgantes (a cena da sessão de O Cantor de Jazz!), de mais um epílogo estremecedor – e que me deixou às lágrimas e acalentou logo quando cada dia mais eu perdia interesse na realização do meu próprio filme…
Somos todos Manny, querendo fazer parte disso tudo, mesmo que apaixonado ou assombrado, dentro ou diante das telas.
Para um filme cuja obra adaptada influenciou tantas franquias milionárias, é um alívio notar que o "Duna" de Villeneuve projeta uma identidade própria mesmo com inevitáveis comparações à versão lynchiana ou, ainda, ao projeto apenas documentado de Alejandro Jodorowski. Até a mecânica das naves difere de tudo que vimos em tantos Star Wars. Denis Villeneuve, com seu elenco indefectível e um departamento de som e música poderosos, faz de "Duna" uma experiência mística como se pede com um roteiro que aborda o essencial para o entendimento da mitologia composta por Frank Herbert enquanto cria uma fórmula de apresentação a partir do resgate do que havia de mais característico em seus últimos filmes.
Protagonismo negro talentoso que é bonito de se ver, mas, passado o primeiro episódio, é só irregularidades. Os contos do livro são concisos e raramente desinteressantes, mas os roteiros dos episódios vão estendendo por caminhos que não dão conta tamanha mania de grandeza. Até vale pelos contextos históricos que apresentam, mas aguentar episódios de 1h pra pouca informação relevante não dá.
Audacioso, bem feito na medida do po$$ível e relevante, mas irregular. O desenvolvimento lento da primeira parte tem muitas passagens vagas (a mitologia poderia ser antecipada, por exemplo), ainda que ecoam vários tópicos abordados na filmografia da dupla. Fiquei apreensivo com o restante da narrativa. Isabél Zuaa, fantástica!
Muito do que está em "Nomadland" já era visto aqui. O tato, o apreço à beleza das paisagens naturais, a câmera dedicada aos excluídos e seu cotidiano muitas vezes banal, mas desta vez sem momentos edificantes.
Belos planos e contraste, boas tiradas (a epifania sobre a crítica atual foi demais), Zendaya e John David Washington ótimos, mas aguentar quase 2 horas de agressões verbais é sufocante – e pouco cinematográfico.
O Jack Horner, que foi roteirista no Enola Holmes e na fanfic teatral do Harry Potter, tem sérios problemas em encher de flashbacks clichês toda a vez que o filme começa a engrenar…
Uma pena que a Regina King fique refém do texto expositivo da peça do Kemp Powers, que também assina o roteiro, mas é interessante notar como a (agora) diretora exprime muito do quarteto de atores e ainda enquadra planos bem convenientes sobre as relações dos personagens.
Marco pro Cinema Francês da década de 1920, "Napoleão" tem seus méritos técnicos e o apreço em buscar as locações por onde seu personagem passou. Bons usos da câmera, sobreposições de planos bem inventivas e cenas de guerras boas pra sua época. Pena que toda a enfadonha sequência envolvendo a relação com Josephine derruba o filme a ponto de o "triptych" ser algo nada mais que supérfluo já que nada mais me empolgou desde então.
"Ir ao cinema ver filmes não faz sentido sem o desejo de prolongar essa experiência, pela palavra, pela conversa, pela escrita. Cada uma dessas rememorações dá ao filme seu verdadeiro valor".
Amando cada cena desses episódios. A mitologia que se expande respeitando e resgatando o passado, cada pequena grande surpresa da narrativa, a trilha do Goransson, todo o aspecto cinematográfico. Vale a pena ver e rever… e tenho dito.
"Still Recording" é cinema da arquitetura do inesperado, da bravura de seu operador de câmera e de sua gente registrada na imagem, do aprofundamento sem receio. 120 avassaladores minutos de imagens do caos na Síria em que tudo pode acontecer.
Babilônia
3.6 362 Assista AgoraDamien Chazelle já não é mais o “jovem diretor” dos sonhos ingênuos de La La Land, mas a sua paixão pelo cinema se mantém incólume. Por mais que Babilônia venha a retratar a indústria em suas apoteóticas barbáries, o fascínio do cineasta pela sua arte de ofício se mantém na condução do elenco indefectível, em cada plano bem cortado com o jazz alucinado, nos movimentos de câmera sempre empolgantes (a cena da sessão de O Cantor de Jazz!), de mais um epílogo estremecedor – e que me deixou às lágrimas e acalentou logo quando cada dia mais eu perdia interesse na realização do meu próprio filme…
Somos todos Manny, querendo fazer parte disso tudo, mesmo que apaixonado ou assombrado, dentro ou diante das telas.
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraPara um filme cuja obra adaptada influenciou tantas franquias milionárias, é um alívio notar que o "Duna" de Villeneuve projeta uma identidade própria mesmo com inevitáveis comparações à versão lynchiana ou, ainda, ao projeto apenas documentado de Alejandro Jodorowski. Até a mecânica das naves difere de tudo que vimos em tantos Star Wars.
Denis Villeneuve, com seu elenco indefectível e um departamento de som e música poderosos, faz de "Duna" uma experiência mística como se pede com um roteiro que aborda o essencial para o entendimento da mitologia composta por Frank Herbert enquanto cria uma fórmula de apresentação a partir do resgate do que havia de mais característico em seus últimos filmes.
Crítica completa no Plano Extra.
Lovecraft Country (1ª Temporada)
4.1 404 Assista AgoraProtagonismo negro talentoso que é bonito de se ver, mas, passado o primeiro episódio, é só irregularidades. Os contos do livro são concisos e raramente desinteressantes, mas os roteiros dos episódios vão estendendo por caminhos que não dão conta tamanha mania de grandeza. Até vale pelos contextos históricos que apresentam, mas aguentar episódios de 1h pra pouca informação relevante não dá.
Luca
4.1 782Me deixou com uma vontade danada por trenette al pesto, mas fica com a nota máxima.
Memórias de Ontem
4.1 248O estrago que as pessoas podem fazer ao querer moldar nossas vidas.
As Boas Maneiras
3.4 662 Assista AgoraAudacioso, bem feito na medida do po$$ível e relevante, mas irregular.
O desenvolvimento lento da primeira parte tem muitas passagens vagas (a mitologia poderia ser antecipada, por exemplo), ainda que ecoam vários tópicos abordados na filmografia da dupla. Fiquei apreensivo com o restante da narrativa.
Isabél Zuaa, fantástica!
Songs My Brothers Taught Me
3.7 14Muito do que está em "Nomadland" já era visto aqui. O tato, o apreço à beleza das paisagens naturais, a câmera dedicada aos excluídos e seu cotidiano muitas vezes banal, mas desta vez sem momentos edificantes.
Titãs (2ª Temporada)
3.3 214 Assista AgoraPra cada um ou outro breve acerto, tem avacalhação de sobra nisso aqui.
Sintonia (1ª Temporada)
3.6 175 Assista AgoraO núcleo dos traficantes é ruim demais.
Até o Fim: A Luta Pela Democracia
4.0 9 Assista AgoraPerfeito para indicar a conhecidos que pressupõem que deveríamos ter voto impresso aqui já que os EUA são, dizem, mais avançados…
Malcolm & Marie
3.5 312 Assista AgoraBelos planos e contraste, boas tiradas (a epifania sobre a crítica atual foi demais), Zendaya e John David Washington ótimos, mas aguentar quase 2 horas de agressões verbais é sufocante – e pouco cinematográfico.
Os Aeronautas
3.5 127O Jack Horner, que foi roteirista no Enola Holmes e na fanfic teatral do Harry Potter, tem sérios problemas em encher de flashbacks clichês toda a vez que o filme começa a engrenar…
Sessão Pipoca com a Pixar (1ª Temporada)
3.6 14 Assista AgoraOutro tapa-buraco original do Disney+. Boa parte dos curtas-minutos parecem cenas deletadas, sendo os de Os Incríveis os mais legaizinhos.
Uma Noite em Miami...
3.7 193 Assista AgoraUma pena que a Regina King fique refém do texto expositivo da peça do Kemp Powers, que também assina o roteiro, mas é interessante notar como a (agora) diretora exprime muito do quarteto de atores e ainda enquadra planos bem convenientes sobre as relações dos personagens.
O Mandaloriano: Star Wars (2ª Temporada)
4.5 448 Assista Agora"EU TÔ MUITO FORA DE MIM. EU TÔ MUITO FELIZ"
(TULLA LUANA, 2016)
Tenet
3.4 1,3K Assista AgoraComplicado, mas grandioso.
Napoleão
4.1 37Marco pro Cinema Francês da década de 1920, "Napoleão" tem seus méritos técnicos e o apreço em buscar as locações por onde seu personagem passou. Bons usos da câmera, sobreposições de planos bem inventivas e cenas de guerras boas pra sua época. Pena que toda a enfadonha sequência envolvendo a relação com Josephine derruba o filme a ponto de o "triptych" ser algo nada mais que supérfluo já que nada mais me empolgou desde então.
João Bénard da Costa - Outros Amarão as Coisas que …
4.3 1 Assista Agora"Ir ao cinema ver filmes não faz sentido sem o desejo de prolongar essa experiência, pela palavra, pela conversa, pela escrita. Cada uma dessas rememorações dá ao filme seu verdadeiro valor".
Luta Por Justiça
4.1 257 Assista AgoraCretton trilhando nos passos da Ava DuVernay.
The Staggering Girl
3.0 22Seria um filme sobre mal de Alzheimer bem mais criativo do que "Para Sempre Alice"?
O Mandaloriano: Star Wars (1ª Temporada)
4.4 535 Assista AgoraAmando cada cena desses episódios. A mitologia que se expande respeitando e resgatando o passado, cada pequena grande surpresa da narrativa, a trilha do Goransson, todo o aspecto cinematográfico. Vale a pena ver e rever… e tenho dito.
Anna: O Perigo Tem Nome
3.4 303 Assista AgoraBrega, fetichista, repleto de erros na constituição da época, mas ainda bom…
Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodíaco (1ª Temporada - Parte …
2.5 135 Assista AgoraOs roteiros antigos nunca foram aquela coisa e não poderia ser diferente agora…
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4.3 1"Still Recording" é cinema da arquitetura do inesperado, da bravura de seu operador de câmera e de sua gente registrada na imagem, do aprofundamento sem receio. 120 avassaladores minutos de imagens do caos na Síria em que tudo pode acontecer.