Os melhores casais da série são casais de amigos: Erick e Otis, Aimee e Maeve. Todo o desenvolvimento de Adam, da primeira temporada até agora, é sensacional. Um dos personagens mais bem construído. Confesso que estou um pouco cansada desse rolê Lily e Ola, apesar do episódio que focou mais na Lily ser muito bom.
Apesar de ter achado uma série muito muito boa e ficar impressionada com as atuações, eu não recomendaria, ainda mais para pessoas negras. Algumas cenas são extremamente pesadas e acredito que possa ser um gatilho para muita gente. Vi que alguns comentários aqui falavam sobre a importância de retratar esse tema porque o racismo é real, mas justamente por ser real, tem pessoas sofrendo ele todos os dias... E na série toda hora a gente espera uma situação, um olhar, um xingamento, é simplesmente angustiante. Acho que devemos discutir mais sobre a humanização de pessoas pretas nas mídias para além do sofrimento
Eu sei que é um musical, mas colocaram tantos números musicais que faltou profundidade no roteiro. Não consegui me conectar com a história de nenhum personagem.
Eu não assisto muitos filmes de terror pois medo, mas esse aqui é realmente fantástico! Na verdade, diria que é até mais drama do que terror. Contando a história de um casal de refugiados que precisam permanecer em uma casa mal-assombrada para conseguir a cidade inglesa, é uma crítica social pesada sobre a situação dessas pessoas que, para além dos traumas físicos da travessia, enfrentam diversos traumas psicológicos sem qualquer tipo de apoio. O filme é cheio de simbolismos, inclusive com umas cenas bem abstratas, e consegue te prender nessa atmosfera de terror e te deixar tenso do início ao fim.
Achei a ideia do filme bem genial, com piadas inteligentes e até filosóficas, porém, confesso que poderia ter terminado tranquilamente na metade. Fiquei decepcionada por ter se tornado apenas uma comédia romântica que se arrasta até o final.
Excelente filme nacional com um roteiro muito criativo e divertido, representando, ainda que com humor, a família média brasileira e seus preconceitos enraizados. Por isso, acho uma ótima chamar todo mundo para assistir, garantia de boas risadas e algumas cutucadas na ferida. Existem algumas cenas tensas de homofobia, mas são balanceadas com alguma outra sobre união e amizade. Em última análise, traz aquela percepção de como as micro violências cotidianas podem escalonar para algo mais grave. Mas só sou eu pensando demais. Resumindo, é um filme gostoso de assistir, engraçado, com personagens ótimos e que ainda consegue deixar uma lição contra o preconceito e estereótipos.
E se você pudesse, sozinho, criar um país do zero e no meio do oceano?! Pois digo que foi exatamente isso que um engenheiro italiano fez lá na década de 60 e é essa a história que o filme conta. O engenheiro Giorgio conseguiu construir uma ilha fora do mar territorial da Itália e proclamar independência, o que gerou uma crise internacional! Eu fiquei perplexa de nunca ter ouvido nada sobre isso e acho que esse é o grande trunfo do filme: contar sobre algo pouco conhecido de forma divertida e engraçada. Por óbvio, algumas coisas não aconteceram da mesma forma na vida real, então vale a pena aquela pesquisa depois de assistir.
Ano passado foi tão surreal que os criadores de Black Mirror não precisaram inventar nenhuma história, apenas fazer uma retrospectiva e acrescentar um elenco muito bom para comentar todos os acontecimentos. O documentário fala bastante sobre a pandemia, por óbvio, mas também sobre o que rolou nos Estados Unidos, ignorando o resto do mundo (nada mais americano que isso). Mas, ainda assim, acho que é a única retrospectiva possível para 2020. Conseguiram transformar um ano bem triste em uma comédia ácida com críticas bem debochadas direcionadas tanto a políticos quanto a cidadãos comuns. Basicamente, é meu tipo de humor: engraçado, inteligente, sarcástico, que te dá um soco no estômago totalmente inesperado e consegue fazer rir com o absurdo que a realidade pode ser.
Não vou nem mencionar minha queda por filmes com um time ruim competindo que nos mostra o poder da perseverança e superação, pois amo. O que mais gosto é da humanidade dos personagens. Tá todo mundo ali sofrendo, lutando, tentando fazer as coisas funcionarem e a formação do grupo é essencial para isso, pois criaram um lugar de escuta e amizade. O filme é poético e ao mesmo tempo engraçado. Existem algumas cenas bem contemplativas, afinal cinema francês, mas te prometo que é muito divertido e nada cansativo.
É um filme bem sessão da tarde e extremamente pop com frases de efeito e atores bem conhecidos atualmente. Por sinal, Millie Bobby Brown é uma ótima atriz e arrasou no papel da protagonista. Gosto demais de toda a aventura da história e de ser a própria Enola a solucionar tudo sem estar à sombra de ninguém, nem mesmo de seu irmão famoso que aqui não passa de um personagem secundário.
Se você gosta de filmes com mistério, reviravoltas e gente babaca se dando mal, esse é o filme perfeito! A história é muito bem amarrada, os atores estão ótimos e, para melhorar, debocha da cara dos americanos que se acham o centro do universo e pensam que todos os outros países do continente são iguais. Excelente filme de mistério que te prende do início ao fim e é extremamente divertido, sem nada de sombrio ou assustador. Como qualquer filme que tem reviravolta em cima de reviravolta, tive que voltar a cena em que tudo se revela para entender por completo, mas apenas uma dificuldade minha que não prejudica a experiência em si.
Sabe aquele filme que de tão ruim, fica bom?! É esse o caso. Uns efeitos bem toscos e alguns furos no roteiro, mas, ainda sim, é super legal de assistir. Tem uma pegada de clássico da sessão da tarde em que um grupo de crianças tentam alertar os adultos sobre um perigo, mas, como não são escutados, agem por conta própria e salvam todo mundo. É um filme totalmente despretensioso e, ainda assim, é todo construído através de metáforas para temas importantes. A impressão é que é uma aula para crianças sobre combate ao racismo.
Minha iniciação em histórias policiais foi pela série Mindhunter, mas nunca tinha visto uma produção brasileira nesse sentido, o que foi uma surpresa bem feliz. A história me prendeu tanto que eu vi os 08 episódios em 01 dia. É aterrorizante, angustiante e que atuações! É impressionante o que os autores principais fazem, a gente até esquece que é tudo atuação. A trilha sonora também merece destaque, pois foi muito bem usada para criar ainda mais essa sensação de horror e angústia. Sobre os personagens em si, a inconsequência da Verônica me irritou várias vezes, principalmente quando ela promete coisas fora de seu poder e coloca a vida dos outros em risco. Além disso, queria que tivessem explorado mais o personagem do Cláudio e suas “motivações”. Inclusive, estou doida para ler o livro para saber se explica melhor algumas questões.
Apesar de ser um filme com cores vibrantes e personagens bem característicos, tem algumas cenas que eu não acreditava estar assistindo em uma animação que teoricamente é para crianças. Os pais são simplesmente horríveis e fazem coisas detestáveis, sem darem qualquer atenção para as crianças. E é por isso que os irmãos Willoughby resolvem criar um plano para se livrarem deles. Não sei se crianças menores perceberiam os assuntos super sérios que são tratados, mas, de qualquer forma, é um excelente filme para refletirmos sobre o conceito de família, afinal, muito mais que laços sanguíneos, família se constitui em laços de afeto e cuidado.
Uma menina que muda da capital para o interior e precisa lidar com uma nova escola e novos amigos. Parece mais um filme comum de adolescente e é exatamente isso, mas também sobre ser uma menina trans nessa fase. O filme aborda sim temas importantes, mas mesmo as cenas tensas terminam de forma positiva, mostrando que é essencial uma rede de apoio. Eu amei que Alice é segura de si e super extrovertida. A personagem não cai em estereótipos, o que é excelente pois precisamos de representatividade para além do sofrimento. Ainda que com alguns clichês, é um filme super original e tem tudo para se tornar um clássico. Na minha lista de favoritos já está.
Se você está à procura de um reality show fofo e emocionante, acabou de encontrar! A sinopse é simples e comum: jovens em busca de um par romântico. A grande novidade é que eles são jovens no espectro autista e precisam desenvolver suas habilidades sociais para sair em encontros e interagir com os pretendentes; alguns até são ajudados por uma espécie de coach especialista nisso. Eu diria que a escolha do elenco foi perfeita, as pessoas são cativantes, cada uma com suas características bem únicas e um tanto específicas. A narrativa de cada um é muito envolvente e a gente fica realmente torcendo para que tudo dê certo e eles encontrem alguém legal. Porém, o final... quem assistir me mande uma mensagem para ficarmos indignados juntos!
É até irônico um documentário sobre os perigos das redes sociais sendo produzido por um streaming que também usa algoritmos, mas... Enquanto uma história fictícia é narrada, profissionais que trabalharam na criação de redes sociais e suas ferramentas contam todos os perigos de seu uso desenfreado: de uma geração mais ansiosa e depressiva até a desestabilização de democracias. Confesso que, com as fake news que tem acontecido e meu conhecimento prévio, o documentário não surpreendeu, mas algumas falas são interessantes. Por exemplo, o fato de que os algoritmos são capazes de criar um perfil personalizado de cada usuário para sugerir conteúdos e a polarização política que nasceu disso. No final, a impressão é que os criadores perderam o controle sobre a criatura e agora estão um pouco preocupados, culpando a tecnologia em si e não quem a criou (inclusive eles próprios)
Confesso que tinha outra ideia do que seria o filme antes de assistir. Talvez por isso achei a narrativa um pouco lenta no começo, mas a história ganha um encanto enquanto vai sendo assistida. Os diálogos são bem engraçados, ainda que algumas piadas tenham envelhecido mal, e os personagens são verdadeiras caricaturas, passando aquela impressão de filme antigo de comédia. Tem uma nostalgia ali de uma época em que os cinemas não estavam dentro de shoppings centers e não eram exclusivos de cidades grandes, mas estavam presentes nas ruas de cidades interioranas, bem antes das televisões serem populares.
Utilizei de um critério extremamente objetivo e muito usado por mim para decidir assistir esse filme: tem Viola Davis no elenco. O que mais gostei foi o protagonismo feminino, ainda que isso venha de relações heterossexuais problemáticas. As protagonistas decidem tomar o controle da situação e agir por conta própria. Apesar disso, alguns assuntos sociais são tratados de forma rasa, não tendo uma contribuição significativa para a narrativa. No fim das contas, é um filme de ação mais obscuro e “cult” com umas atuações bem boas, inclusive, o que Daniel Kaluuya faz é impressionante e realmente chega a dar medo.
Documentário que mostra o cotidiano de Toritama, pequena cidade em Pernambuco conhecida pela sua produção de jeans. Em uma camada mais profunda, é uma narrativa sobre o tempo e as contradições do capitalismo. Ao mesmo tempo em que a cidade prospera e os trabalhadores sentem-se orgulhosos pelo seu trabalho autônomo nas pequenas fábricas de fundo de quintal, eles não possuem direitos trabalhistas e só descansam no fim do ano e no carnaval. Em um momento em que muito se discute sobre precarização do trabalho, esse documentário é essencial para entendermos todos os fatores envolvidos nisso. As entrevistas feitas com os moradores da cidade são muito boas e algumas falas são bastante emblemáticas, mostrando essa filosofia que nasce da prática cotidiana, longe dos grandes centros e suas instituições de ensino.
Uma fábula bem lúdica no maior estilo Tim Burton, mas dessa vez sem o toque mais obscuro. Na verdade, tem um contraste interessante entre cenas bem iluminadas do passado e cenas mais escuras no presente. Eu fui assistir como quem não quer nada, mas o filme é realmente encantador, com uma narrativa poética sobre laços familiares e o poder da sua própria história. Ótimo filme para assistir com crianças e uma boa distração para os adultos também.
Com Amor, Van Gogh
4.3 1,0K Assista AgoraUm filme muito sensível e achei que fez jus à Van Gogh
Sex Education (3ª Temporada)
4.2 433Os melhores casais da série são casais de amigos: Erick e Otis, Aimee e Maeve.
Todo o desenvolvimento de Adam, da primeira temporada até agora, é sensacional. Um dos personagens mais bem construído.
Confesso que estou um pouco cansada desse rolê Lily e Ola, apesar do episódio que focou mais na Lily ser muito bom.
Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento
3.8 589 Assista AgoraEstava meio triste quando fui assistir, mas fiquei totalmente inspirada pela história
Eles (1ª Temporada)
4.1 565 Assista AgoraApesar de ter achado uma série muito muito boa e ficar impressionada com as atuações, eu não recomendaria, ainda mais para pessoas negras. Algumas cenas são extremamente pesadas e acredito que possa ser um gatilho para muita gente. Vi que alguns comentários aqui falavam sobre a importância de retratar esse tema porque o racismo é real, mas justamente por ser real, tem pessoas sofrendo ele todos os dias... E na série toda hora a gente espera uma situação, um olhar, um xingamento, é simplesmente angustiante. Acho que devemos discutir mais sobre a humanização de pessoas pretas nas mídias para além do sofrimento
Soul
4.3 1,4KTerminei o filme totalmente influenciada a voltar a tocar piano
A Festa de Formatura
3.1 241Eu sei que é um musical, mas colocaram tantos números musicais que faltou profundidade no roteiro. Não consegui me conectar com a história de nenhum personagem.
O Que Ficou Para Trás
3.6 526 Assista AgoraEu não assisto muitos filmes de terror pois medo, mas esse aqui é realmente fantástico! Na verdade, diria que é até mais drama do que terror.
Contando a história de um casal de refugiados que precisam permanecer em uma casa mal-assombrada para conseguir a cidade inglesa, é uma crítica social pesada sobre a situação dessas pessoas que, para além dos traumas físicos da travessia, enfrentam diversos traumas psicológicos sem qualquer tipo de apoio.
O filme é cheio de simbolismos, inclusive com umas cenas bem abstratas, e consegue te prender nessa atmosfera de terror e te deixar tenso do início ao fim.
O Primeiro Mentiroso
3.4 813 Assista AgoraAchei a ideia do filme bem genial, com piadas inteligentes e até filosóficas, porém, confesso que poderia ter terminado tranquilamente na metade. Fiquei decepcionada por ter se tornado apenas uma comédia romântica que se arrasta até o final.
Carlinhos & Carlão
3.4 98 Assista AgoraExcelente filme nacional com um roteiro muito criativo e divertido, representando, ainda que com humor, a família média brasileira e seus preconceitos enraizados. Por isso, acho uma ótima chamar todo mundo para assistir, garantia de boas risadas e algumas cutucadas na ferida.
Existem algumas cenas tensas de homofobia, mas são balanceadas com alguma outra sobre união e amizade. Em última análise, traz aquela percepção de como as micro violências cotidianas podem escalonar para algo mais grave. Mas só sou eu pensando demais.
Resumindo, é um filme gostoso de assistir, engraçado, com personagens ótimos e que ainda consegue deixar uma lição contra o preconceito e estereótipos.
A Incrível História da Ilha das Rosas
3.6 131 Assista AgoraE se você pudesse, sozinho, criar um país do zero e no meio do oceano?! Pois digo que foi exatamente isso que um engenheiro italiano fez lá na década de 60 e é essa a história que o filme conta.
O engenheiro Giorgio conseguiu construir uma ilha fora do mar territorial da Itália e proclamar independência, o que gerou uma crise internacional!
Eu fiquei perplexa de nunca ter ouvido nada sobre isso e acho que esse é o grande trunfo do filme: contar sobre algo pouco conhecido de forma divertida e engraçada. Por óbvio, algumas coisas não aconteceram da mesma forma na vida real, então vale a pena aquela pesquisa depois de assistir.
2020 Nunca Mais
3.4 90Ano passado foi tão surreal que os criadores de Black Mirror não precisaram inventar nenhuma história, apenas fazer uma retrospectiva e acrescentar um elenco muito bom para comentar todos os acontecimentos.
O documentário fala bastante sobre a pandemia, por óbvio, mas também sobre o que rolou nos Estados Unidos, ignorando o resto do mundo (nada mais americano que isso). Mas, ainda assim, acho que é a única retrospectiva possível para 2020.
Conseguiram transformar um ano bem triste em uma comédia ácida com críticas bem debochadas direcionadas tanto a políticos quanto a cidadãos comuns. Basicamente, é meu tipo de humor: engraçado, inteligente, sarcástico, que te dá um soco no estômago totalmente inesperado e consegue fazer rir com o absurdo que a realidade pode ser.
Um Banho de Vida
3.9 108 Assista AgoraNão vou nem mencionar minha queda por filmes com um time ruim competindo que nos mostra o poder da perseverança e superação, pois amo.
O que mais gosto é da humanidade dos personagens. Tá todo mundo ali sofrendo, lutando, tentando fazer as coisas funcionarem e a formação do grupo é essencial para isso, pois criaram um lugar de escuta e amizade.
O filme é poético e ao mesmo tempo engraçado. Existem algumas cenas bem contemplativas, afinal cinema francês, mas te prometo que é muito divertido e nada cansativo.
Enola Holmes
3.5 815 Assista AgoraÉ um filme bem sessão da tarde e extremamente pop com frases de efeito e atores bem conhecidos atualmente. Por sinal, Millie Bobby Brown é uma ótima atriz e arrasou no papel da protagonista.
Gosto demais de toda a aventura da história e de ser a própria Enola a solucionar tudo sem estar à sombra de ninguém, nem mesmo de seu irmão famoso que aqui não passa de um personagem secundário.
Entre Facas e Segredos
4.0 1,5K Assista AgoraSe você gosta de filmes com mistério, reviravoltas e gente babaca se dando mal, esse é o filme perfeito!
A história é muito bem amarrada, os atores estão ótimos e, para melhorar, debocha da cara dos americanos que se acham o centro do universo e pensam que todos os outros países do continente são iguais.
Excelente filme de mistério que te prende do início ao fim e é extremamente divertido, sem nada de sombrio ou assustador.
Como qualquer filme que tem reviravolta em cima de reviravolta, tive que voltar a cena em que tudo se revela para entender por completo, mas apenas uma dificuldade minha que não prejudica a experiência em si.
Vampiros x the Bronx
2.9 100Sabe aquele filme que de tão ruim, fica bom?! É esse o caso. Uns efeitos bem toscos e alguns furos no roteiro, mas, ainda sim, é super legal de assistir.
Tem uma pegada de clássico da sessão da tarde em que um grupo de crianças tentam alertar os adultos sobre um perigo, mas, como não são escutados, agem por conta própria e salvam todo mundo.
É um filme totalmente despretensioso e, ainda assim, é todo construído através de metáforas para temas importantes. A impressão é que é uma aula para crianças sobre combate ao racismo.
Bom Dia, Verônica (1ª Temporada)
4.2 773 Assista AgoraMinha iniciação em histórias policiais foi pela série Mindhunter, mas nunca tinha visto uma produção brasileira nesse sentido, o que foi uma surpresa bem feliz.
A história me prendeu tanto que eu vi os 08 episódios em 01 dia. É aterrorizante, angustiante e que atuações! É impressionante o que os autores principais fazem, a gente até esquece que é tudo atuação.
A trilha sonora também merece destaque, pois foi muito bem usada para criar ainda mais essa sensação de horror e angústia.
Sobre os personagens em si, a inconsequência da Verônica me irritou várias vezes, principalmente quando ela promete coisas fora de seu poder e coloca a vida dos outros em risco.
Além disso, queria que tivessem explorado mais o personagem do Cláudio e suas “motivações”. Inclusive, estou doida para ler o livro para saber se explica melhor algumas questões.
Os Irmãos Willoughbys
3.5 157 Assista AgoraApesar de ser um filme com cores vibrantes e personagens bem característicos, tem algumas cenas que eu não acreditava estar assistindo em uma animação que teoricamente é para crianças.
Os pais são simplesmente horríveis e fazem coisas detestáveis, sem darem qualquer atenção para as crianças. E é por isso que os irmãos Willoughby resolvem criar um plano para se livrarem deles.
Não sei se crianças menores perceberiam os assuntos super sérios que são tratados, mas, de qualquer forma, é um excelente filme para refletirmos sobre o conceito de família, afinal, muito mais que laços sanguíneos, família se constitui em laços de afeto e cuidado.
Alice Júnior
3.8 147 Assista AgoraUma menina que muda da capital para o interior e precisa lidar com uma nova escola e novos amigos. Parece mais um filme comum de adolescente e é exatamente isso, mas também sobre ser uma menina trans nessa fase.
O filme aborda sim temas importantes, mas mesmo as cenas tensas terminam de forma positiva, mostrando que é essencial uma rede de apoio.
Eu amei que Alice é segura de si e super extrovertida. A personagem não cai em estereótipos, o que é excelente pois precisamos de representatividade para além do sofrimento.
Ainda que com alguns clichês, é um filme super original e tem tudo para se tornar um clássico. Na minha lista de favoritos já está.
Amor no Espectro (1ª Temporada)
4.5 65 Assista AgoraSe você está à procura de um reality show fofo e emocionante, acabou de encontrar!
A sinopse é simples e comum: jovens em busca de um par romântico. A grande novidade é que eles são jovens no espectro autista e precisam desenvolver suas habilidades sociais para sair em encontros e interagir com os pretendentes; alguns até são ajudados por uma espécie de coach especialista nisso.
Eu diria que a escolha do elenco foi perfeita, as pessoas são cativantes, cada uma com suas características bem únicas e um tanto específicas. A narrativa de cada um é muito envolvente e a gente fica realmente torcendo para que tudo dê certo e eles encontrem alguém legal.
Porém, o final... quem assistir me mande uma mensagem para ficarmos indignados juntos!
O Dilema das Redes
4.0 596 Assista AgoraÉ até irônico um documentário sobre os perigos das redes sociais sendo produzido por um streaming que também usa algoritmos, mas...
Enquanto uma história fictícia é narrada, profissionais que trabalharam na criação de redes sociais e suas ferramentas contam todos os perigos de seu uso desenfreado: de uma geração mais ansiosa e depressiva até a desestabilização de democracias.
Confesso que, com as fake news que tem acontecido e meu conhecimento prévio, o documentário não surpreendeu, mas algumas falas são interessantes. Por exemplo, o fato de que os algoritmos são capazes de criar um perfil personalizado de cada usuário para sugerir conteúdos e a polarização política que nasceu disso.
No final, a impressão é que os criadores perderam o controle sobre a criatura e agora estão um pouco preocupados, culpando a tecnologia em si e não quem a criou (inclusive eles próprios)
Cine Holliúdy
3.5 605Confesso que tinha outra ideia do que seria o filme antes de assistir. Talvez por isso achei a narrativa um pouco lenta no começo, mas a história ganha um encanto enquanto vai sendo assistida.
Os diálogos são bem engraçados, ainda que algumas piadas tenham envelhecido mal, e os personagens são verdadeiras caricaturas, passando aquela impressão de filme antigo de comédia.
Tem uma nostalgia ali de uma época em que os cinemas não estavam dentro de shoppings centers e não eram exclusivos de cidades grandes, mas estavam presentes nas ruas de cidades interioranas, bem antes das televisões serem populares.
As Viúvas
3.4 409 Assista AgoraUtilizei de um critério extremamente objetivo e muito usado por mim para decidir assistir esse filme: tem Viola Davis no elenco.
O que mais gostei foi o protagonismo feminino, ainda que isso venha de relações heterossexuais problemáticas. As protagonistas decidem tomar o controle da situação e agir por conta própria.
Apesar disso, alguns assuntos sociais são tratados de forma rasa, não tendo uma contribuição significativa para a narrativa.
No fim das contas, é um filme de ação mais obscuro e “cult” com umas atuações bem boas, inclusive, o que Daniel Kaluuya faz é impressionante e realmente chega a dar medo.
Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar
4.3 215Documentário que mostra o cotidiano de Toritama, pequena cidade em Pernambuco conhecida pela sua produção de jeans. Em uma camada mais profunda, é uma narrativa sobre o tempo e as contradições do capitalismo.
Ao mesmo tempo em que a cidade prospera e os trabalhadores sentem-se orgulhosos pelo seu trabalho autônomo nas pequenas fábricas de fundo de quintal, eles não possuem direitos trabalhistas e só descansam no fim do ano e no carnaval.
Em um momento em que muito se discute sobre precarização do trabalho, esse documentário é essencial para entendermos todos os fatores envolvidos nisso.
As entrevistas feitas com os moradores da cidade são muito boas e algumas falas são bastante emblemáticas, mostrando essa filosofia que nasce da prática cotidiana, longe dos grandes centros e suas instituições de ensino.
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
4.2 2,2K Assista AgoraUma fábula bem lúdica no maior estilo Tim Burton, mas dessa vez sem o toque mais obscuro. Na verdade, tem um contraste interessante entre cenas bem iluminadas do passado e cenas mais escuras no presente.
Eu fui assistir como quem não quer nada, mas o filme é realmente encantador, com uma narrativa poética sobre laços familiares e o poder da sua própria história.
Ótimo filme para assistir com crianças e uma boa distração para os adultos também.