Depois do verdadeiro lixo que foi a temporada final de Game of Thrones, a HBO conseguiu se redimir rapidamente. Primeiro com a impecável minissérie Chernobyl e agora com a primeira temporada do estonteante Euphoria! É tranquilamente a obra audiovisual definitiva sobre a adolescência pós moderna, o retrato mais descaradamente explícito de como são os jovens ocidentais nos dias de hoje.
Depressão, abuso de drogas, mega exposição nas redes sociais, sexualidade, aborto e muito mais. Praticamente todos os temas "polêmicos" da sociedade são abordados aqui com muita sinceridade e sem poréns, indo além da superficialidade com que a maioria das séries e filmes costumam abordar. E quando eu digo que é tudo explícito, é literalmente. A série não se esconde e mostra tudo o que tem que mostrar e quando tem que mostrar, é realmente louvável o bom senso da produção na montagem de cada episódio.
A linguagem da série é outro ponto de se aplaudir de pé. Frenética, lúdica, tensa, vibrante e absolutamente hipnotizante. Logo no primeiro episódio você já fica com a sensação de estar diante de uma obra prima, algo muito acima do comum. Eles não vacilam um momento sequer nos 8 episódios da primeira temporada, não há momento gratuito ou que nos faça perder o foco.
Como se não bastasse tudo isso, ainda temos um elenco afinadíssimo. Sempre achei a Zendaya inexpressiva, mas aqui ela dá aula de atuação na pele de uma viciada depressiva que luta para se livrar do vício e superar traumas do passado enquanto descobre mais sobre sua sexualidade. Mas não é só ela que brilha, temos pelo menos uns 5 ou 6 personagens interessantíssimos. Jules, Fez, Kat, McKay, Maddy e principalmente o antagonista Nate Jacobs são incríveis, há muito o que se falar sobre eles e só não farei isso agora porque o texto ficaria grande demais.
Poucas séries tem um título que fazem tanto sentido com o conteúdo como Euphoria. Se isso aqui tivesse saído pela Netflix com certeza teria se tornado o novo fenômeno do momento, mas pela HBO passou batido por muita gente. Se você tem filhos adolescentes, é jovem ou simplesmente está afim de algo visceralmente entusiasmante, comece a assistir Euphoria agora mesmo!
Na segunda temporada as trambicagens da família Shelby sobem de escala e desafio agora é estabelecer seus negócios em Londres. Entram em cena a máfia italiana e judia. O personagem do Tom Hardy já se destaca logo de cara, graças ao carisma do ator. Já o líder da máfia italiana tem um ar meio besta e prepotente, apesar de ser pintado como a grande ameaça para os Peaky Blinders.
Os membros da família ganham mais camadas, especialmente Arthur e a tia Polly, que finalmente encontra seu filho. Aliás o filho dela foi uma boa adição na trama. A irmã comunista continua chata e desinteressante, assim como John, que de todos os irmãos é o mais insignificante.
O desafio final na pista de corrida foi realmente empolgante, além de dar fim a trama do inspector Campbell que eu particularmente já tava de saco cheio. A resolução de tudo foi relativamente plausível e deu a dimensão do quanto na merda os Peaky Blinders estão afundados. Se por um lado eles conquistam cada vez mais fama e poder, por outro ficam presos a forças ainda mais poderosas.
Só pra finalizar, a transformação de Grace de espiã em dona de casa tirou toda a graça da personagem. Esse romance entre ela e o Tommy não me convence muito, o lance dele com a domadora de cavalos estava bem mais interessante...
Considerando que séries e filmes sobre mafiosos costumam ser muito boas, Peaky Blinders se mantém na média. O que se destaca logo de cara é o carisma do protagonista interpretado pelo Cillian Murphy. Thomas Shelby é frio, procura estar sempre um passo à frente de todos e não hesita em fazer o que tem que ser feito. O elenco de coadjuvantes também está afiado, cada um dos membros da família Shelby tem seu desenvolvimento.
A fotografia e os diálogos são muito bons também, mas nem tudo são flores nesta primeira temporada. O roteiro tem algumas soluções fáceis que tiram um pouco o brilho da obra. O twist final é bem morno e a temporada ainda acaba com o cliffhanger digno de séries como The Walking Dead. Mas no geral a série começou bem, ainda mais por se tratar de uma história baseada em fatos.
Fui ver esse filme por indicação de youtuber crítico de cinema e me arrependi. Que lixo pretencioso é isso aqui. Perfeição tenta ser surpreendente mas é completamente previsível pra qualquer um que seja familiarizado com filmes de suspense e terror. Fora isso ainda temos que ter muita suspensão de descrença pra comprar as resoluções ilógicas do filme, que chegam a ser um insulto à inteligência do telespectador. Como se não fosse o suficiente, ainda temos atuações afetadas e uma fotografia netflixzesca pra completar o pacote. Uma total perca de tempo...
Pra quem não sabe, essa é uma antologia de animações ao melhor estilo Animatrix. São 18 estórias curtas com variados temas relacionados ao título da série. Algumas são fracas (como "O Lixão" e "Ponto Cego"), outras são médias (como "A Vantagem da Sonnie" e "Sugador de Almas"), temos também as boas (como "Quando o Iogurte Assumiu o Controle" e "Os Três Robôs") e por fim as espetaculares (como "Zima Blue" e "Para Além da Fenda de Àquila"). Algumas são pretenciosas, outras rasas demais, mas no geral é um antologia de muita qualidade.
Sobre a parte técnica, as animações são impecáveis e em alguns casos hipnotizantes. É de cair o queixo o tamanho da qualidade. Além disso, muitas das estórias mostradas em 10 minutos poderiam tranquilamente se tornar um longa-metragem. Existe muito potencial e eu desde já estou ansioso por mais temporadas.
Sempre ouvi falar de como o cinema argentino era bom, mas até então não me lembro de ter assistido à nenhum filme de lá. Relatos Selvagens faz jus a essa afirmação, contando seis estórias desconexas entre si, mas que juntas tem muito a dizer sobre o comportamento humano e nossa necessidade de vingança diante de uma situação em que nos julgamos injustiçados.
Temos aqui o hiper-realismo do cotidiano, explorando situações normais do dia-a-dia levadas até as últimas consequências. Quem nunca teve vontade ou imaginou agir sem freios diante de algo que te incomoda/prejudica? Se vingar de um chefe despótico, um namorado infiel, a burocracia do sistema? O filme trata de mostrar como seriam as consequências do comportamento humano diante de situações tensas de forma sarcástica, exagerada e extremamente divertida.
Um homem que decide de vingar de todos que o prejudicaram durante a vida. Uma mulher que tem a chance de se vingar de quem causou a morte de seu pai. O ego de dois homens envoltos em uma briga de trânsito. Uma família rica tendo que lidar com um crime inesperado. Uma festa de casamento que traz segredos à tona. Um homem racional que se vê engolido pela burocracia do sistema. Tudo isso é retratado com atuações sensacionais e um ritmo perfeito, de modo que é impossível a nós não nos identificarmos com um ou mais personagens ou situações.
Relatos Selvagens é perfeito em todos os aspectos, desde roteiro até a trilha sonora e a direção. Os diálogos são bem escritos, o humor negro é preciso e a câmera é cheia de mensagens até mesmo quando não existe diálogos. Um filme que consegue ser estapafúrdio e visceral ao mesmo tempo. Que te imerge e te faz querer mais a cada nova estória, até que tudo termina e fica aquela sensação de êxtase.
Assisti Birdman ontem a noite sem saber bem o que esperar, não tinha lido nenhuma crítica e mal sabia do que o filme se tratava. E como é bom ser surpreendido por algo original, ácido, atual, corajoso! Logo de cara já somos pegos por um plano sequência intimista que valoriza a atuação dos atores, o que por sinal só dá certo no filme graças a atuação de alto nível de todo o elenco.
O filme é bastante reflexivo e na minha opinião humanista mais do que tudo. A crítica a industria de blockbusters americana é escancarada e genial ao cutucar a ferida dos mais variados atores superestimados de Holywood, mas com talentos questionáveis. Ele reflete sobre a insignificância da fama diante do mundo, sobre as diferenças entre ter popularidade e ter prestígio, sobre como o ego dita a vida das pessoas. Também ataca o público, que não possui senso crítico e aplaude qualquer merda que tiver efeitos especiais.
Uma coisa interessante é que o filme, apesar de não ter reviravoltas no roteiro, foge da previsibilidade. Ao longo das quase 2 horas ele nos da dicas sutis (ou nem tão sutis assim) do que está para acontecer, eu mesmo peguei as dicas e já tinha uma ideia do que iria acontecer no final, e ainda bem que eu errei nas minha previsões.
Voltando as atuações, Keaton esta perfeito em seu papel, a história em si parece ter sido escrita baseada na vida do ator, eternamente na sombra de seu papel como Batman nos filmes de Tim Burton. Já Edward Norton, como de costume, rouba a cena com sua atuação excêntrica e fora do comum. As cenas com seu personagem prepotente são as mais divertidas do filme. Vale destacar também o brilhantismo na atuação de Emma Stone e um Zach Galifianakis bem diferente do que estamos acostumados a ver, cheguei a me questionar se era ele mesmo.
Tenho certeza que este filme vai entrar para a galeria dos filmes cult, assim como o próprio Babel do mesmo Iñárritu. Se está a procura de um filme que foge a regra e que te leva a se questionar sobre vários aspectos importantes da atualidade, Birdman é a pedida certa pra você!
Um filme que usa bem a simplicidade e não subestima seu espectador.
Vemos isso logo no início, pelo modo que começa o romance, sem muitas explicações e deixando lacunas para cada um de nós preencher de acordo com nossos próprios sentimentos e vivências. É muito simples se identificar com o casal e remeter a nós mesmos nas coisas que eles passam.
O casal se apaixona de maneira tão intensa que esse sentimento atinge o ápice, de modo que eles sempre se sentirão unidos por aquilo que um dia sentiram (ou ainda sentem). Porém a distância imposta pelas circunstâncias faz com que a relação se desgaste e cada nova ida e vinda eles se tornem mais diferentes de quando se conheceram.
E mesmo com tudo dizendo o contrário, eles insistem em tentar resgatar aquele sentimento de outrora, com toda a dualidade entre seguir em frente ou insistir. É um filme que fala exatamente sobre essas coisas, seguir em frente, insistir, tentar resgatar sentimentos e não saber como lidar com o amor que se sente diante das dificuldades do mundo.
É um filme em alguns momentos de extrema doçura e em outros amargo demais, é belo, porém melancólico. É do tipo que apresenta o "amor" de uma forma mais real, no entanto tão belo quanto o amor romântico. Vale a pena assistir.
Um filme que me fez pensar em muitas coisas, no qual eu me identifiquei com o personagem principal e até me vi refletido nele em alguns momentos (desculpem a pretensão).
Acima de tudo um filme extremamente leve e gostoso de se assistir, sempre levantando questões interessantes e necessárias com sutileza e graciosidade, com cenas que fluem e repleto de personagens notáveis!
Assisti e dormi no cinema. Parece um recorte de cenas dos filmes anteriores, mais do mesmo só que bem menos engraçado. Tirando o Mark Wahlberg que até faz um feijão com arroz, os outros atores chegam a dar vergonha alheia.
O Michael Bay é megalomaníaco e exagera em todos os aspectos do filme. Ação masturbatória do começo ao fim do filme, 164 minutos de filme sem nenhuma justificativa digna. Apelação colocando uma adolescente com corpo de criança como a sexy simbol do filme.
Eu concordo que esse filme é para crianças, mas ele é tão sem pé nem cabeça que qualquer pessoa com 15 anos ou mais vai se sentir um retardado sentado na sala de cinema. Nem as cenas de ação salvam, visto que não existe climax e tudo o que vimos já aconteceu nos outros filmes...
O filme já é excelente, se tu para pra pensar que foi filmado praticamente todo dentro do estúdio e em rolos inteiros de 8 minutos (com cortes quase imperceptíveis) ai é Hitchcock fazendo mágica!
Imagina a dificuldade dos atores tendo que fazer cenas de 8 minutos sem nenhum corte, isso justifica algumas atuações meio teatrais. Ainda mais se levarmos em conta o nível de perfeccionismo do Hitchcock...
Faz muito tempo que um filme não me fazia chorar no final, mas "Para Sempre Lilya" me deixou em frangalhos em 1 hora e 40 de filme... Primeiro por ser cruelmente honesto, franco, crível e visceral. Segundo por uma dupla de protagonistas tão forte quando a Lylia e o Volodya.
E falando especificamente da Lylia, é fascinante e ao mesmo tempo torturante acompanhar como a situação dela vai ficando cada vez mais insuportável e mesmo assim ela consegue manter a fé e as esperanças de uma vida melhor.
Mesmo diante da bosta que as pessoas são e como o mundo é desolador, o filme mostra que ainda existem coisas boas. É um soco na cara de todos nós, visto que existem milhares de "Lylias" ao redor do mundo esperando por ajuda.
Recomendo muito esse filme por sua beleza melancólica e niilista, por tudo o que ele é capaz de nos fazer sentir e pela importância da mensagem que tenta passar.
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Euphoria (1ª Temporada)
4.3 909Depois do verdadeiro lixo que foi a temporada final de Game of Thrones, a HBO conseguiu se redimir rapidamente. Primeiro com a impecável minissérie Chernobyl e agora com a primeira temporada do estonteante Euphoria! É tranquilamente a obra audiovisual definitiva sobre a adolescência pós moderna, o retrato mais descaradamente explícito de como são os jovens ocidentais nos dias de hoje.
Depressão, abuso de drogas, mega exposição nas redes sociais, sexualidade, aborto e muito mais. Praticamente todos os temas "polêmicos" da sociedade são abordados aqui com muita sinceridade e sem poréns, indo além da superficialidade com que a maioria das séries e filmes costumam abordar. E quando eu digo que é tudo explícito, é literalmente. A série não se esconde e mostra tudo o que tem que mostrar e quando tem que mostrar, é realmente louvável o bom senso da produção na montagem de cada episódio.
A linguagem da série é outro ponto de se aplaudir de pé. Frenética, lúdica, tensa, vibrante e absolutamente hipnotizante. Logo no primeiro episódio você já fica com a sensação de estar diante de uma obra prima, algo muito acima do comum. Eles não vacilam um momento sequer nos 8 episódios da primeira temporada, não há momento gratuito ou que nos faça perder o foco.
Como se não bastasse tudo isso, ainda temos um elenco afinadíssimo. Sempre achei a Zendaya inexpressiva, mas aqui ela dá aula de atuação na pele de uma viciada depressiva que luta para se livrar do vício e superar traumas do passado enquanto descobre mais sobre sua sexualidade. Mas não é só ela que brilha, temos pelo menos uns 5 ou 6 personagens interessantíssimos. Jules, Fez, Kat, McKay, Maddy e principalmente o antagonista Nate Jacobs são incríveis, há muito o que se falar sobre eles e só não farei isso agora porque o texto ficaria grande demais.
Poucas séries tem um título que fazem tanto sentido com o conteúdo como Euphoria. Se isso aqui tivesse saído pela Netflix com certeza teria se tornado o novo fenômeno do momento, mas pela HBO passou batido por muita gente. Se você tem filhos adolescentes, é jovem ou simplesmente está afim de algo visceralmente entusiasmante, comece a assistir Euphoria agora mesmo!
Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas (2ª Temporada)
4.4 270 Assista AgoraNa segunda temporada as trambicagens da família Shelby sobem de escala e desafio agora é estabelecer seus negócios em Londres. Entram em cena a máfia italiana e judia. O personagem do Tom Hardy já se destaca logo de cara, graças ao carisma do ator. Já o líder da máfia italiana tem um ar meio besta e prepotente, apesar de ser pintado como a grande ameaça para os Peaky Blinders.
Os membros da família ganham mais camadas, especialmente Arthur e a tia Polly, que finalmente encontra seu filho. Aliás o filho dela foi uma boa adição na trama. A irmã comunista continua chata e desinteressante, assim como John, que de todos os irmãos é o mais insignificante.
O desafio final na pista de corrida foi realmente empolgante, além de dar fim a trama do inspector Campbell que eu particularmente já tava de saco cheio. A resolução de tudo foi relativamente plausível e deu a dimensão do quanto na merda os Peaky Blinders estão afundados. Se por um lado eles conquistam cada vez mais fama e poder, por outro ficam presos a forças ainda mais poderosas.
Só pra finalizar, a transformação de Grace de espiã em dona de casa tirou toda a graça da personagem. Esse romance entre ela e o Tommy não me convence muito, o lance dele com a domadora de cavalos estava bem mais interessante...
Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas (1ª Temporada)
4.4 479 Assista AgoraConsiderando que séries e filmes sobre mafiosos costumam ser muito boas, Peaky Blinders se mantém na média. O que se destaca logo de cara é o carisma do protagonista interpretado pelo Cillian Murphy. Thomas Shelby é frio, procura estar sempre um passo à frente de todos e não hesita em fazer o que tem que ser feito. O elenco de coadjuvantes também está afiado, cada um dos membros da família Shelby tem seu desenvolvimento.
A fotografia e os diálogos são muito bons também, mas nem tudo são flores nesta primeira temporada. O roteiro tem algumas soluções fáceis que tiram um pouco o brilho da obra. O twist final é bem morno e a temporada ainda acaba com o cliffhanger digno de séries como The Walking Dead. Mas no geral a série começou bem, ainda mais por se tratar de uma história baseada em fatos.
A Perfeição
3.3 738 Assista AgoraFui ver esse filme por indicação de youtuber crítico de cinema e me arrependi. Que lixo pretencioso é isso aqui. Perfeição tenta ser surpreendente mas é completamente previsível pra qualquer um que seja familiarizado com filmes de suspense e terror. Fora isso ainda temos que ter muita suspensão de descrença pra comprar as resoluções ilógicas do filme, que chegam a ser um insulto à inteligência do telespectador. Como se não fosse o suficiente, ainda temos atuações afetadas e uma fotografia netflixzesca pra completar o pacote. Uma total perca de tempo...
Love, Death & Robots (Volume 1)
4.3 678Pra quem não sabe, essa é uma antologia de animações ao melhor estilo Animatrix. São 18 estórias curtas com variados temas relacionados ao título da série. Algumas são fracas (como "O Lixão" e "Ponto Cego"), outras são médias (como "A Vantagem da Sonnie" e "Sugador de Almas"), temos também as boas (como "Quando o Iogurte Assumiu o Controle" e "Os Três Robôs") e por fim as espetaculares (como "Zima Blue" e "Para Além da Fenda de Àquila"). Algumas são pretenciosas, outras rasas demais, mas no geral é um antologia de muita qualidade.
Sobre a parte técnica, as animações são impecáveis e em alguns casos hipnotizantes. É de cair o queixo o tamanho da qualidade. Além disso, muitas das estórias mostradas em 10 minutos poderiam tranquilamente se tornar um longa-metragem. Existe muito potencial e eu desde já estou ansioso por mais temporadas.
Relatos Selvagens
4.4 2,9K Assista AgoraSempre ouvi falar de como o cinema argentino era bom, mas até então não me lembro de ter assistido à nenhum filme de lá. Relatos Selvagens faz jus a essa afirmação, contando seis estórias desconexas entre si, mas que juntas tem muito a dizer sobre o comportamento humano e nossa necessidade de vingança diante de uma situação em que nos julgamos injustiçados.
Temos aqui o hiper-realismo do cotidiano, explorando situações normais do dia-a-dia levadas até as últimas consequências. Quem nunca teve vontade ou imaginou agir sem freios diante de algo que te incomoda/prejudica? Se vingar de um chefe despótico, um namorado infiel, a burocracia do sistema? O filme trata de mostrar como seriam as consequências do comportamento humano diante de situações tensas de forma sarcástica, exagerada e extremamente divertida.
Um homem que decide de vingar de todos que o prejudicaram durante a vida. Uma mulher que tem a chance de se vingar de quem causou a morte de seu pai. O ego de dois homens envoltos em uma briga de trânsito. Uma família rica tendo que lidar com um crime inesperado. Uma festa de casamento que traz segredos à tona. Um homem racional que se vê engolido pela burocracia do sistema. Tudo isso é retratado com atuações sensacionais e um ritmo perfeito, de modo que é impossível a nós não nos identificarmos com um ou mais personagens ou situações.
Relatos Selvagens é perfeito em todos os aspectos, desde roteiro até a trilha sonora e a direção. Os diálogos são bem escritos, o humor negro é preciso e a câmera é cheia de mensagens até mesmo quando não existe diálogos. Um filme que consegue ser estapafúrdio e visceral ao mesmo tempo. Que te imerge e te faz querer mais a cada nova estória, até que tudo termina e fica aquela sensação de êxtase.
Star Wars, Episódio VIII: Os Últimos Jedi
4.1 1,6K Assista AgoraBem mais ou menos, superestimado.
Doutor Estranho
4.0 2,2K Assista AgoraTinha potencial pra ir muito além, porém fica preso a fórmula Marvel e não passa de um feijão com arroz bem feito.
Death Note
1.8 1,5K Assista AgoraAgora Dragon Ball O Filme tem um concorrente à altura como pior adaptação de anime...
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
3.8 3,4K Assista AgoraAssisti Birdman ontem a noite sem saber bem o que esperar, não tinha lido nenhuma crítica e mal sabia do que o filme se tratava. E como é bom ser surpreendido por algo original, ácido, atual, corajoso! Logo de cara já somos pegos por um plano sequência intimista que valoriza a atuação dos atores, o que por sinal só dá certo no filme graças a atuação de alto nível de todo o elenco.
O filme é bastante reflexivo e na minha opinião humanista mais do que tudo. A crítica a industria de blockbusters americana é escancarada e genial ao cutucar a ferida dos mais variados atores superestimados de Holywood, mas com talentos questionáveis. Ele reflete sobre a insignificância da fama diante do mundo, sobre as diferenças entre ter popularidade e ter prestígio, sobre como o ego dita a vida das pessoas. Também ataca o público, que não possui senso crítico e aplaude qualquer merda que tiver efeitos especiais.
Uma coisa interessante é que o filme, apesar de não ter reviravoltas no roteiro, foge da previsibilidade. Ao longo das quase 2 horas ele nos da dicas sutis (ou nem tão sutis assim) do que está para acontecer, eu mesmo peguei as dicas e já tinha uma ideia do que iria acontecer no final, e ainda bem que eu errei nas minha previsões.
Voltando as atuações, Keaton esta perfeito em seu papel, a história em si parece ter sido escrita baseada na vida do ator, eternamente na sombra de seu papel como Batman nos filmes de Tim Burton. Já Edward Norton, como de costume, rouba a cena com sua atuação excêntrica e fora do comum. As cenas com seu personagem prepotente são as mais divertidas do filme. Vale destacar também o brilhantismo na atuação de Emma Stone e um Zach Galifianakis bem diferente do que estamos acostumados a ver, cheguei a me questionar se era ele mesmo.
Tenho certeza que este filme vai entrar para a galeria dos filmes cult, assim como o próprio Babel do mesmo Iñárritu. Se está a procura de um filme que foge a regra e que te leva a se questionar sobre vários aspectos importantes da atualidade, Birdman é a pedida certa pra você!
Loucamente Apaixonados
3.5 1,2K Assista AgoraUm filme que usa bem a simplicidade e não subestima seu espectador.
Vemos isso logo no início, pelo modo que começa o romance, sem muitas explicações e deixando lacunas para cada um de nós preencher de acordo com nossos próprios sentimentos e vivências. É muito simples se identificar com o casal e remeter a nós mesmos nas coisas que eles passam.
O casal se apaixona de maneira tão intensa que esse sentimento atinge o ápice, de modo que eles sempre se sentirão unidos por aquilo que um dia sentiram (ou ainda sentem). Porém a distância imposta pelas circunstâncias faz com que a relação se desgaste e cada nova ida e vinda eles se tornem mais diferentes de quando se conheceram.
E mesmo com tudo dizendo o contrário, eles insistem em tentar resgatar aquele sentimento de outrora, com toda a dualidade entre seguir em frente ou insistir. É um filme que fala exatamente sobre essas coisas, seguir em frente, insistir, tentar resgatar sentimentos e não saber como lidar com o amor que se sente diante das dificuldades do mundo.
É um filme em alguns momentos de extrema doçura e em outros amargo demais, é belo, porém melancólico. É do tipo que apresenta o "amor" de uma forma mais real, no entanto tão belo quanto o amor romântico. Vale a pena assistir.
Meia-Noite em Paris
4.0 3,8K Assista AgoraUm filme que me fez pensar em muitas coisas, no qual eu me identifiquei com o personagem principal e até me vi refletido nele em alguns momentos (desculpem a pretensão).
Acima de tudo um filme extremamente leve e gostoso de se assistir, sempre levantando questões interessantes e necessárias com sutileza e graciosidade, com cenas que fluem e repleto de personagens notáveis!
Transformers: A Era da Extinção
3.0 1,3K Assista AgoraAssisti e dormi no cinema. Parece um recorte de cenas dos filmes anteriores, mais do mesmo só que bem menos engraçado. Tirando o Mark Wahlberg que até faz um feijão com arroz, os outros atores chegam a dar vergonha alheia.
O Michael Bay é megalomaníaco e exagera em todos os aspectos do filme. Ação masturbatória do começo ao fim do filme, 164 minutos de filme sem nenhuma justificativa digna. Apelação colocando uma adolescente com corpo de criança como a sexy simbol do filme.
Eu concordo que esse filme é para crianças, mas ele é tão sem pé nem cabeça que qualquer pessoa com 15 anos ou mais vai se sentir um retardado sentado na sala de cinema. Nem as cenas de ação salvam, visto que não existe climax e tudo o que vimos já aconteceu nos outros filmes...
Fraco em todos os aspectos...
Os Animais do Bosque dos Vinténs
4.5 33Uma das obras mais sensíveis que eu já vi na vida. Sempre lembrarei com carinho...
Festim Diabólico
4.3 904 Assista AgoraO filme já é excelente, se tu para pra pensar que foi filmado praticamente todo dentro do estúdio e em rolos inteiros de 8 minutos (com cortes quase imperceptíveis) ai é Hitchcock fazendo mágica!
Imagina a dificuldade dos atores tendo que fazer cenas de 8 minutos sem nenhum corte, isso justifica algumas atuações meio teatrais. Ainda mais se levarmos em conta o nível de perfeccionismo do Hitchcock...
Para Sempre Lilya
4.2 888Faz muito tempo que um filme não me fazia chorar no final, mas "Para Sempre Lilya" me deixou em frangalhos em 1 hora e 40 de filme... Primeiro por ser cruelmente honesto, franco, crível e visceral. Segundo por uma dupla de protagonistas tão forte quando a Lylia e o Volodya.
E falando especificamente da Lylia, é fascinante e ao mesmo tempo torturante acompanhar como a situação dela vai ficando cada vez mais insuportável e mesmo assim ela consegue manter a fé e as esperanças de uma vida melhor.
Mesmo diante da bosta que as pessoas são e como o mundo é desolador, o filme mostra que ainda existem coisas boas. É um soco na cara de todos nós, visto que existem milhares de "Lylias" ao redor do mundo esperando por ajuda.
Recomendo muito esse filme por sua beleza melancólica e niilista, por tudo o que ele é capaz de nos fazer sentir e pela importância da mensagem que tenta passar.