Câmera giratória na cena com os haitianos, perseguição de carros, destruição de obstáculos, vilão caricato, tiro, porrada, bomba... Michael Bay
A dupla de atores carregam o filme novamente, pouca comédia e muita ação. Agora com mais ação e enredo mais elaborado que no primeiro filme, em que protegiam uma testemunha no meio de tiroteio.
Tudo se deve ao trabalho bem feito do Steven Spielberg, a simpatia se cria na interação do "boneco E.T." com as crianças, e esse é ponto forte do filme.
Além disso, a dificuldade de comunicação e adaptação do E.T. torna ele um ser frágil e vulnerável, ele não é um ser superior, e por isso ficamos com vontade de protegê-lo.
Também é fantástico ver a evolução e aprendizado do E.T. e como isso vai desencadear no próprio sofrimento.
Mais do mesmo: MIB, ação e comédia, com referências aos anteriores, aqueles exageros, alienígenas engraçados, situações absurdas etc. Nesse os vilões só fazem careta e nem falam.
Dessa vez, sem os atores clássicos, Will Smith e Tommy Lee Jones, somos introduzidos a novos personagens e uma nova agência: Londres. Ainda assim, o roteiro repete a fórmula da dupla com o experiente e o "estagiário", que serve de orelha para o espectador aprender sobre o universo do filme.
A diferença interessante deste é a briga interna que acontece na própria agência e leva a reviravoltas.
Porém, as cenas de ação são públicas e mirabolantes, parece que esqueceram a parte de que tudo é segredo...
Em resumo, mais do mesmo, é sempre divertido ver os aliens, os relacionamentos com os humanos e toda a trama para salvar o planeta...
Rango é uma animação peculiar, primeiro por causa da estética única, com os personagens sujos e com texturas bem realistas. Segundo, por causa da história de filme de faroeste: uma pacata cidade, um forasteiro, lendas urbanas, um sheriff, um pistoleiro e outras coisas.
Além da história e personagens bem imaginados existe o subtexto da ação humana. Os humanos existem e interferem na trama sem aparecer na tela.
Também é curioso observar subtextos e fazer paralelos, por exemplo, a água é guardada no banco, e é no banco que está a esperança. A água é recebida em uma cerimônia religiosa, cujo prefeito é líder, e assim que as esperanças são renovadas. O prefeito diz "quem controla água controla tudo".
Em resumo, boa fábula sobre política, poder e sociedade.
Não se trata disso, nem herói, nem vilão, é um filme sobre vingança.
O "Estranho sem nome" foi a primeira vítima, e retorna para se vingar da cidade que o condenou por tentar fazer a lei valer, assim como o trio de bandidos também retornam para vingança.
A corrupção da cidade transforma todos em vítimas e culpados, cada um pensa na sua própria sobrevivência e interesse, do hoteleiro até o reverendo, ninguém está ali para defender o próximo, apenas a si mesmo, e isso transforma a cidade num "inferno vermelho".
Por isso, as mulheres ficaram desamparadas, e também todas as outras vítimas da violência...
Ao contrário da Pixar que sempre se preocupa com uma história para emocionar a todos, a DreamWorks apela para o absurdo e comédia, sem preocupações: dragão sem dente, panda que luta, abelha falando com humano, e caracol correndo com carros...
Não há muito subtexto, a mensagem é clara:
Um animal lento ganha velocidade para realizar um sonho, ou seja, tudo é possível para qualquer um, não desistam dos sonhos.
A história é bem escrita e amarrada, as atuações dos 3 principais são boas, críveis e gera simpatia. Em resumo, só de criar o meme do McLovin já vale, que é a parte mais engraçada do filme...
Terceiro da franquia... e escalou mais uma vez, um pouquinho mais de exagero.
No primeiro, Rambo foi caçado pela polícia local.
No segundo, Rambo enfrenta o exército vietnamita.
Neste terceiro, Rambo trava uma guerra contra os soviéticos, armados com tanque de guerra e helicópteros de batalha.
Apesar da motivação ser diferente, os 3 filmes tem o mesmo ritmo e premissa de que Rambo é um "exército de um homem só". Este terceiro tem enredo mais desenvolvido, mais diálogos, mas não significa que é melhor.
Todos com cenas memoráveis: perseguição de helicópteros, flechas explosivas, bombas, metralhadoras, a faixa na cabeça e a faca... essas cenas transformaram esses filmes em clássicos.
Tiro, porrada e bomba: Rambo "o exército de um homem só"
Com a mesma premissa do primeiro filme, Rambo contra uma multidão armada.
Se no primeiro Rambo parecia imortal, neste segundo temos a certeza.
As cenas são mais exageradas, mais explosivas e mais violentas. Se antes ele combatia a polícia local, agora ele combate um exército apoiado pelos soviéticos.
A faixa vermelha e faca se tornam focos simbólicos do protagonista que conquista o sonho do primeiro filme de ser ganhar sua guerra. Lá ele era o vilão vingativo e amedrontador que aterrorizava a vizinhança, agora ele é o herói em uma missão de resgate.
Como todo clichê, o protagonista é imortal, desvia de todos os tiros e sobrevive a todas as bombas: Rambo é "um exército de homem só".
O enredo é o diferencial: um ex-combatente traumatizado pela guerra do Vietnã, aquela que os EUA saíram como derrotados pela opinião pública, não consegue ser reinserido na sociedade e além disso ainda é tratado como um vilão.
Apesar do enredo interessante, o roteiro não exige tamanha interpretação e tampouco apresenta alguma surpresa, são 90 minutos com pouco diálogo e boas cenas de combate.
O enredo deixa claro, logo no início, que a verdade sobre um fato não é absoluta, existem versões, interpretações, sensações diferentes de cada indivíduo sobre o mesmo fato.
Então, o advogado e promotor constroem narrativas para favorecer os próprios clientes.
O ponto forte desse filme é o réu interpretado por Edward Norton, e o debate levantado:
Um réu com múltipla personalidade, com uma doença mental, que talvez não tenha consciência nem intenção dos próprios atos, pode ser julgado naturalmente?
Essa pergunta rodeia a segunda metade do filme, e deixa o espectador em conflito.
Será que "Roy" foi libertado no julgamento e diz que nunca houve um "Aaron" apenas para se sentir melhor? Ou será ele realmente estava fingindo o tempo todo.
As pessoas que acreditam na bondade, como o advogado de defesa (Richard Gere), tendem a acreditar que "Aaron" existiu, os outros acreditam que o ser humano realmente é mau.
Como já citei, a resposta não é entregue porque não importa. O que importa é a versão vencedora no tribunal.
Considerando esses fatos como poesia do cinema, é um grande filme.
Um filme sobre Resiliência, sobre persistir quando maré é contrária, ilustrado pelo o tempo que Chuck (Tom Hanks) esperou até saber o momento certo de partir.
Um filme sobre aprender com as adversidades, como na cena da água de coco e da feitura do fogo, aprendizado com tentativa e erro.
Um filme com final sensato, que lembra que as vicissitudes carregam a vida, não é possível controlar e cronometrar tudo ao redor, é preciso saber remar conforme a maré.
O Gênero de Musical é feito de música, o que o filme precisa para ser bom? Boas Músicas, Cantores e um >>> ESPETÁCULO <<<
Obviamente, a história aqui é secundária, mas ainda assim é cativante e inusitada:
-Chicago, a cidade, é o "palco". -As Criminosas são as "estrelas" do filme. -A Imprensa filma, corta e dirige a trama, e ficam com a "bilheteria" do espetáculo. -A Corte e os Advogados "produzem", esperam os resultados, ganham fama, os prêmios, a notoriedade e também o dinheiro. -E assim é a realidade, o povo é o "palhaço", cuja alegria é "ver o circo pegar fogo"...
Ora, é condizente que a mesma Chicago que foi a sede da máfia seja o nome deste filme ... apesar de ser um musical, um gênero polêmico, e não ter muitos respiros entre as músicas, ainda é um filme ESPETACULAR!!!
Filme de "fim do mundo" é uma categoria a parte, e este se mantém mais próximo da realidade, sem exageros científicos, sem megalomania.
O modo como a notícia do "fim do mundo" é descoberta e revelada fazem a primeira metade a melhor parte.
Nesses filmes, a segunda metade é sempre a parte que os protagonistas tentam impedir as "profecias" de se tornarem reais. Aqui o filme perde ritmo e fica intrincado tentando esconder o desfecho revelado apenas na última cena.
É esse "vai num vai" da segunda parte que enfraquece o filme, apesar disso ainda é um dos mais relembrados da categoria...
Aquela mistura de animação com "Live Action" que dificilmente acerta, e dessa vez errou...
Os efeitos e interações com os humanos não são convincentes, o enredo fraco apela para piada de "cocô" mais de uma vez, o que o não lembro de o desenho ter feito...
Comparando, percebemos que a animação original era realmente genial, até hoje consegue fazer rir com as Cataratas do Niágara.
Um pretexto que já virou clichê, mas ainda é atual: Cyberpunk = "High Tech, Low Life"
Aquele mundo de alta tecnologia e pouca qualidade de vida.
E como sempre, uma casta reduzida da elite domina a grande massa da plebe... coincidência com algum lugar real? talvez...
O destaque do filme é a cyborg ALITA que tem um dilema parecido com o Pinóquio e os Replicantes de Blade Runner... sua história e seus coadjuvantes fazem grandes cenas de batalha e ação...
O final deixa um gancho para o próximo filme que já quero ver...
Shrek é genial, satirizou todos os clássicos e clichês:
-princesas, dragões, príncipes, fadas madrinhas, todos os contos de fadas, incluindo o gato de botas, que é um conto de séculos atrás.
A genialidade de Shrek é que o gato não é como no conto, o gato é uma sátira do Zorro, galanteador, com chapéu e florete, sotaque espanhol e interpretado por Antonio Banderas...
Comparando com Shrek, esse filme é mediano.
Aqui, esqueceram daquela dica "Show! Don't tell" (não conte, mostre!), visto que há grande parte narrada...
O enredo é uma aventura explica a origem do gato, mas não agregará à sua personalidade.
Os personagens neste filme não conseguiram ser cativantes como o próprio gato foi no filme do Shrek...
Anthony Hopkins, ganhando o Oscar merecidamente, incorpora um personagem que é seu homônimo: Anthony, e leva a gente junto com ele na sua doença mental.
Neste filme o elenco é reduzido, não há cenas externas, tudo acontece dentro de uma casa, ficamos PRESOS junto com Anthony neste sofrimento.
Nós só vemos o sol e o mundo através das janelas, é CLAUSTROFÓBICO.
O cenário e as mudanças, a ordem cronológica, os rostos, os atores, os diálogos, tudo causa confusão em Anthony e em nós.
Orquestrado harmonicamente, o drama contrapõe um idoso que se torna dependente de cuidados e sua filha que tenta conciliar esses cuidados com sua vida particular.
Não há vilões aqui, só a vida como é.
A vilã é a doença que assassina memórias, coloca um filtro na realidade, e transforma o individuo refém e desacreditado das próprias sensações.
Ninguém tem piedade do Chris Gardner (Will Smith).
Ninguém o ajuda em nenhum momento, todas as relações são MERCADOLÓGICAS, ou seja, tudo é sobre "troca de favores", até mesmo o casamento, até mesmo os $5 dólares do táxi.
Cada um deve cumprir com sua parte, não importa o que está sentindo, ninguém se importa verdadeiramente.
Para alcançar os sonhos é preciso se arriscar. E o filme é sobre uma história que "merece" ser contada, isto é, aquela que o risco foi recompensado.
Porém, também é mostrado no pano de fundo as imensas filas de abrigos com tantas outras histórias que já foram esquecidas e não se tornarão filmes.
E tudo isso não torna ninguém mau.
Assim como Chris, todos querem um carro esportivo vermelho, o conforto financeiro. Só que NÃO HÁ VAGAS PARA TODOS. Como o filme diz: a cada turma de 20 estagiários 1 será contratado.
Pois se ele finge ser alguém que não é, o outros confiam em uma farsa que não é ele.
Roteiro espetacular, (quase) tudo é sensacional: -o suspense em que não sabemos quem é o "traidor" -as ideais inteligentes de fazer algo parecer o que não é, o casal de bêbados e etc... -as reviravoltas e revelações, os interesses particulares -a perseguição do Estado, da CIA...
A sequência de ação final, um helicóptero no túnel. Ainda bem que já é no fim, pois todo o resto é crível até essa parte. Essa parte é extravagante, exagerada, surreal... mas, bem ou mal, marcou a memória do público. (para mim perdeu um pontinho)
Ficou explicado porque ainda existe Missão Impossível.
O 1º de filme (De volta ao jogo) é um excelente filme de ação, as sequências de briga, os disparos mortais, faz a gente imaginar como seria o confronto:
Jason Bourne x John Wick
Nesse 2º filme, a história é fermentada, agora existe um ECOSSISTEMA GLOBAL por trás de tudo: as regras do Continental, as moedas, os contatos exteriores.
Coisas que até existiam no primeiro aqui viram parte da trama, e é usado para supreender e gerar a expectativa para o próximo filme:
Bad Boys II
3.3 314 Assista AgoraMelhor que o primeiro filme...
Câmera giratória na cena com os haitianos, perseguição de carros, destruição de obstáculos, vilão caricato, tiro, porrada, bomba... Michael Bay
A dupla de atores carregam o filme novamente, pouca comédia e muita ação. Agora com mais ação e enredo mais elaborado que no primeiro filme, em que protegiam uma testemunha no meio de tiroteio.
E.T.: O Extraterrestre
3.9 1,4K Assista AgoraEmocionante, faz chorar com apenas um "boneco"...
Tudo se deve ao trabalho bem feito do Steven Spielberg, a simpatia se cria na interação do "boneco E.T." com as crianças, e esse é ponto forte do filme.
Além disso, a dificuldade de comunicação e adaptação do E.T. torna ele um ser frágil e vulnerável, ele não é um ser superior, e por isso ficamos com vontade de protegê-lo.
Também é fantástico ver a evolução e aprendizado do E.T. e como isso vai desencadear no próprio sofrimento.
Melhor ainda é o desfecho:
o filme deixa claro que Elliot e E.T. não podem ficar juntos, apesar de ambos quererem, eles pertencem a mundos diferentes.
MIB: Homens de Preto - Internacional
2.8 468Aventura divertida.
Mais do mesmo: MIB, ação e comédia, com referências aos anteriores, aqueles exageros, alienígenas engraçados, situações absurdas etc. Nesse os vilões só fazem careta e nem falam.
Dessa vez, sem os atores clássicos, Will Smith e Tommy Lee Jones, somos introduzidos a novos personagens e uma nova agência: Londres. Ainda assim, o roteiro repete a fórmula da dupla com o experiente e o "estagiário", que serve de orelha para o espectador aprender sobre o universo do filme.
A diferença interessante deste é a briga interna que acontece na própria agência e leva a reviravoltas.
Porém, as cenas de ação são públicas e mirabolantes, parece que esqueceram a parte de que tudo é segredo...
Em resumo, mais do mesmo, é sempre divertido ver os aliens, os relacionamentos com os humanos e toda a trama para salvar o planeta...
Rango
3.6 1,6K Assista AgoraPeculiar, uma fábula no faroeste...
Rango é uma animação peculiar, primeiro por causa da estética única, com os personagens sujos e com texturas bem realistas. Segundo, por causa da história de filme de faroeste: uma pacata cidade, um forasteiro, lendas urbanas, um sheriff, um pistoleiro e outras coisas.
Além da história e personagens bem imaginados existe o subtexto da ação humana. Os humanos existem e interferem na trama sem aparecer na tela.
Também é curioso observar subtextos e fazer paralelos, por exemplo, a água é guardada no banco, e é no banco que está a esperança. A água é recebida em uma cerimônia religiosa, cujo prefeito é líder, e assim que as esperanças são renovadas. O prefeito diz "quem controla água controla tudo".
Em resumo, boa fábula sobre política, poder e sociedade.
O Estranho Sem Nome
3.8 265 Assista AgoraViolência, crueldade, corrupção, até aonde vai a indiferença para satisfazer os próprios interesses...
A grande dúvida é se o protagonista se tornará um herói ou vilão, e no fim vemos que:
Não se trata disso, nem herói, nem vilão, é um filme sobre vingança.
O "Estranho sem nome" foi a primeira vítima, e retorna para se vingar da cidade que o condenou por tentar fazer a lei valer, assim como o trio de bandidos também retornam para vingança.
A corrupção da cidade transforma todos em vítimas e culpados, cada um pensa na sua própria sobrevivência e interesse, do hoteleiro até o reverendo, ninguém está ali para defender o próximo, apenas a si mesmo, e isso transforma a cidade num "inferno vermelho".
Por isso, as mulheres ficaram desamparadas, e também todas as outras vítimas da violência...
Turbo
3.2 329 Assista AgoraAnimação da DreamWorks é o que é...
Ao contrário da Pixar que sempre se preocupa com uma história para emocionar a todos, a DreamWorks apela para o absurdo e comédia, sem preocupações:
dragão sem dente,
panda que luta,
abelha falando com humano,
e caracol correndo com carros...
Não há muito subtexto, a mensagem é clara:
Um animal lento ganha velocidade para realizar um sonho, ou seja, tudo é possível para qualquer um, não desistam dos sonhos.
E é isso.
Superbad: É Hoje
3.6 1,3KComédia cativante e interessante pelas coincidências e absurdos na medida certa que o roteiro proporciona, mas não chega a ser tão engraçada...
As situações que os protagonistas se colocam por motivos fúteis são inusitadas, tudo se encaixa para dar errado, mas no fim...
quase tudo se acerta
A história é bem escrita e amarrada, as atuações dos 3 principais são boas, críveis e gera simpatia. Em resumo, só de criar o meme do McLovin já vale, que é a parte mais engraçada do filme...
Rambo III
3.2 304 Assista AgoraTerceiro da franquia... e escalou mais uma vez, um pouquinho mais de exagero.
No primeiro, Rambo foi caçado pela polícia local.
No segundo, Rambo enfrenta o exército vietnamita.
Neste terceiro, Rambo trava uma guerra contra os soviéticos, armados com tanque de guerra e helicópteros de batalha.
Apesar da motivação ser diferente, os 3 filmes tem o mesmo ritmo e premissa de que Rambo é um "exército de um homem só". Este terceiro tem enredo mais desenvolvido, mais diálogos, mas não significa que é melhor.
Todos com cenas memoráveis: perseguição de helicópteros, flechas explosivas, bombas, metralhadoras, a faixa na cabeça e a faca... essas cenas transformaram esses filmes em clássicos.
Rambo II: A Missão
3.4 351 Assista AgoraTiro, porrada e bomba: Rambo "o exército de um homem só"
Com a mesma premissa do primeiro filme, Rambo contra uma multidão armada.
Se no primeiro Rambo parecia imortal, neste segundo temos a certeza.
As cenas são mais exageradas, mais explosivas e mais violentas. Se antes ele combatia a polícia local, agora ele combate um exército apoiado pelos soviéticos.
A faixa vermelha e faca se tornam focos simbólicos do protagonista que conquista o sonho do primeiro filme de ser ganhar sua guerra. Lá ele era o vilão vingativo e amedrontador que aterrorizava a vizinhança, agora ele é o herói em uma missão de resgate.
Rambo: Programado Para Matar
3.7 610 Assista AgoraFilme de Ação... tiro, porrada e bomba. E é isso.
Como todo clichê, o protagonista é imortal, desvia de todos os tiros e sobrevive a todas as bombas: Rambo é "um exército de homem só".
O enredo é o diferencial: um ex-combatente traumatizado pela guerra do Vietnã, aquela que os EUA saíram como derrotados pela opinião pública, não consegue ser reinserido na sociedade e além disso ainda é tratado como um vilão.
Apesar do enredo interessante, o roteiro não exige tamanha interpretação e tampouco apresenta alguma surpresa, são 90 minutos com pouco diálogo e boas cenas de combate.
As Duas Faces de um Crime
4.1 1,1K Assista AgoraFilme de tribunal... e esse é sensacional...
O enredo deixa claro, logo no início, que a verdade sobre um fato não é absoluta, existem versões, interpretações, sensações diferentes de cada indivíduo sobre o mesmo fato.
Então, o advogado e promotor constroem narrativas para favorecer os próprios clientes.
O ponto forte desse filme é o réu interpretado por Edward Norton, e o debate levantado:
Um réu com múltipla personalidade, com uma doença mental, que talvez não tenha consciência nem intenção dos próprios atos, pode ser julgado naturalmente?
Essa pergunta rodeia a segunda metade do filme, e deixa o espectador em conflito.
E a melhor parte é o desfecho da pergunta:
Será que "Roy" foi libertado no julgamento e diz que nunca houve um "Aaron" apenas para se sentir melhor? Ou será ele realmente estava fingindo o tempo todo.
As pessoas que acreditam na bondade, como o advogado de defesa (Richard Gere), tendem a acreditar que "Aaron" existiu, os outros acreditam que o ser humano realmente é mau.
Como já citei, a resposta não é entregue porque não importa. O que importa é a versão vencedora no tribunal.
A interpretação é do espectador.
Náufrago
3.9 1,9K Assista AgoraExcelente, seria perfeito sem alguns exageros:
4 anos numa ilha pequena seria possível?
Considerando esses fatos como poesia do cinema, é um grande filme.
Um filme sobre Resiliência, sobre persistir quando maré é contrária, ilustrado pelo o tempo que Chuck (Tom Hanks) esperou até saber o momento certo de partir.
Um filme sobre aprender com as adversidades, como na cena da água de coco e da feitura do fogo, aprendizado com tentativa e erro.
Um filme com final sensato, que lembra que as vicissitudes carregam a vida, não é possível controlar e cronometrar tudo ao redor, é preciso saber remar conforme a maré.
Chicago
4.0 1,0KO Gênero de Musical é feito de música, o que o filme precisa para ser bom?
Boas Músicas, Cantores e um >>> ESPETÁCULO <<<
Obviamente, a história aqui é secundária, mas ainda assim é cativante e inusitada:
-Chicago, a cidade, é o "palco".
-As Criminosas são as "estrelas" do filme.
-A Imprensa filma, corta e dirige a trama, e ficam com a "bilheteria" do espetáculo.
-A Corte e os Advogados "produzem", esperam os resultados, ganham fama, os prêmios, a notoriedade e também o dinheiro.
-E assim é a realidade, o povo é o "palhaço", cuja alegria é "ver o circo pegar fogo"...
Ora, é condizente que a mesma Chicago que foi a sede da máfia seja o nome deste filme ... apesar de ser um musical, um gênero polêmico, e não ter muitos respiros entre as músicas, ainda é um filme ESPETACULAR!!!
Impacto Profundo
3.1 463 Assista AgoraFilme de "fim do mundo" é uma categoria a parte, e este se mantém mais próximo da realidade, sem exageros científicos, sem megalomania.
O modo como a notícia do "fim do mundo" é descoberta e revelada fazem a primeira metade a melhor parte.
Nesses filmes, a segunda metade é sempre a parte que os protagonistas tentam impedir as "profecias" de se tornarem reais. Aqui o filme perde ritmo e fica intrincado tentando esconder o desfecho revelado apenas na última cena.
É esse "vai num vai" da segunda parte que enfraquece o filme,
apesar disso ainda é um dos mais relembrados da categoria...
Pica-Pau: O Filme
2.5 197 Assista AgoraAquela mistura de animação com "Live Action" que dificilmente acerta, e dessa vez errou...
Os efeitos e interações com os humanos não são convincentes, o enredo fraco apela para piada de "cocô" mais de uma vez, o que o não lembro de o desenho ter feito...
Comparando, percebemos que a animação original era realmente genial, até hoje consegue fazer rir com as Cataratas do Niágara.
Alita: Anjo de Combate
3.6 838 Assista AgoraInteressante!
Um pretexto que já virou clichê, mas ainda é atual: Cyberpunk = "High Tech, Low Life"
Aquele mundo de alta tecnologia e pouca qualidade de vida.
E como sempre, uma casta reduzida da elite domina a grande massa da plebe... coincidência com algum lugar real? talvez...
O destaque do filme é a cyborg ALITA que tem um dilema parecido com o Pinóquio e os Replicantes de Blade Runner... sua história e seus coadjuvantes fazem grandes cenas de batalha e ação...
O final deixa um gancho para o próximo filme que já quero ver...
Minions
3.3 997 Assista AgoraDivertido, bobo com força, baita palhaçada, no melhor sentido!
Despretensioso, não tenta passar nenhuma lição de moral...
Não existe certo e errado para os Minions, são seres amorais.
Eles são só sentimento, sem julgamento... só querem BANANA.
Conclusão, os Minions tem espírito de cachorro... por isso fazem sucesso!!!
Gato de Botas
3.4 1,7K Assista AgoraEl Zorro?
Shrek é genial, satirizou todos os clássicos e clichês:
-princesas, dragões, príncipes, fadas madrinhas, todos os contos de fadas, incluindo o gato de botas, que é um conto de séculos atrás.
A genialidade de Shrek é que o gato não é como no conto, o gato é uma sátira do Zorro, galanteador, com chapéu e florete, sotaque espanhol e interpretado por Antonio Banderas...
Comparando com Shrek, esse filme é mediano.
Aqui, esqueceram daquela dica "Show! Don't tell" (não conte, mostre!), visto que há grande parte narrada...
O enredo é uma aventura explica a origem do gato, mas não agregará à sua personalidade.
Os personagens neste filme não conseguiram ser cativantes como o próprio gato foi no filme do Shrek...
As Tartarugas Ninja: Caos Mutante
3.7 154 Assista AgoraDivertido! E ficou com gostinho quero mais!
É esse novo tipo de animação, meio surrealista, em que as cores do cenário se confundem com os personagens, a pintura atravessa as linhas...
Eles trocam o realismo pelo dinamismo, de um modo que nas batalha certas vezes é difícil acompanhar tantos elementos e cores vibrantes na tela.
Além disso, é acompanhado o roteiro divertido e despretensioso, aquele que ri de si mesmo por meio de piadinhas sobre o universo geek.
Meu Pai
4.4 1,2K Assista AgoraSurpreendente!!!
Sensacional, e é sobre isso: sensações.
Anthony Hopkins, ganhando o Oscar merecidamente, incorpora um personagem que é seu homônimo: Anthony, e leva a gente junto com ele na sua doença mental.
Neste filme o elenco é reduzido, não há cenas externas, tudo acontece dentro de uma casa, ficamos PRESOS junto com Anthony neste sofrimento.
Nós só vemos o sol e o mundo através das janelas, é CLAUSTROFÓBICO.
O cenário e as mudanças, a ordem cronológica, os rostos, os atores, os diálogos, tudo causa confusão em Anthony e em nós.
Orquestrado harmonicamente, o drama contrapõe um idoso que se torna dependente de cuidados e sua filha que tenta conciliar esses cuidados com sua vida particular.
Não há vilões aqui, só a vida como é.
A vilã é a doença que assassina memórias, coloca um filtro na realidade, e transforma o individuo refém e desacreditado das próprias sensações.
À Procura da Felicidade
4.2 2,8K Assista AgoraFantástico!!!
A ideia é: o mundo é cruel.
Ninguém tem piedade do Chris Gardner (Will Smith).
Ninguém o ajuda em nenhum momento, todas as relações são MERCADOLÓGICAS, ou seja, tudo é sobre "troca de favores", até mesmo o casamento, até mesmo os $5 dólares do táxi.
Cada um deve cumprir com sua parte, não importa o que está sentindo, ninguém se importa verdadeiramente.
Para alcançar os sonhos é preciso se arriscar. E o filme é sobre uma história que "merece" ser contada, isto é, aquela que o risco foi recompensado.
Porém, também é mostrado no pano de fundo as imensas filas de abrigos com tantas outras histórias que já foram esquecidas e não se tornarão filmes.
E tudo isso não torna ninguém mau.
Assim como Chris, todos querem um carro esportivo vermelho, o conforto financeiro. Só que NÃO HÁ VAGAS PARA TODOS. Como o filme diz: a cada turma de 20 estagiários 1 será contratado.
Missão: Impossível 2
3.1 513 Assista AgoraMissão: Possivelmente o pior...
O que tinha no primeiro filme de agência de espionagem, segredo de estado, agente duplo e suspense foi esquecido.
Nesse segundo, ficou só a ação, e de brinde um romance aleatório e um vilão caricato.
Ação, muita ação, tiro, explosão, algumas cenas emblemáticas que não sustentam o roteiro.
Destoa do resto da franquia.
Missão: Impossível
3.5 540 Assista AgoraUm espião não deve confiar em NINGUÉM...
Pois se ele finge ser alguém que não é, o outros confiam em uma farsa que não é ele.
Roteiro espetacular, (quase) tudo é sensacional:
-o suspense em que não sabemos quem é o "traidor"
-as ideais inteligentes de fazer algo parecer o que não é, o casal de bêbados e etc...
-as reviravoltas e revelações, os interesses particulares
-a perseguição do Estado, da CIA...
O ponto fora curva, o (quase):
A sequência de ação final, um helicóptero no túnel.
Ainda bem que já é no fim, pois todo o resto é crível até essa parte.
Essa parte é extravagante, exagerada, surreal... mas, bem ou mal, marcou a memória do público. (para mim perdeu um pontinho)
Ficou explicado porque ainda existe Missão Impossível.
John Wick: Um Novo Dia Para Matar
3.9 1,1K Assista AgoraUniverso Expandido...
O 1º de filme (De volta ao jogo) é um excelente filme de ação, as sequências de briga, os disparos mortais, faz a gente imaginar como seria o confronto:
Jason Bourne x John Wick
Nesse 2º filme, a história é fermentada, agora existe um ECOSSISTEMA GLOBAL por trás de tudo: as regras do Continental, as moedas, os contatos exteriores.
Coisas que até existiam no primeiro aqui viram parte da trama, e é usado para supreender e gerar a expectativa para o próximo filme:
John Wick quebra a regra do hotel, não sabemos quais as consequências, mas estará sozinho agora