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Sinopse
O agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) se reúne novamente com sua equipe de agentes. Sua missão é recuperar e destruir um vírus mortal desenvolvido por australianos antes que este caia em mãos erradas.
Missão: Impossível 2 é facilmente o capítulo mais diferente da franquia. Sob a direção de John Woo, o foco deixa de ser a espionagem elaborada para abraçar uma ação estilizada, exagerada e carregada de identidade visual. O resultado divide opiniões: por um lado entrega cenas memoráveis, por outro sacrifica parte da inteligência que tornaria a série tão marcante nos filmes seguintes.
A trama acompanha Ethan Hunt na missão de impedir que um ex-agente do FMI obtenha o controle de um vírus letal e de sua cura, evitando uma catástrofe biológica de proporções globais. Para isso, ele precisa se aproximar de uma habilidosa ladra ligada ao antagonista, iniciando uma operação repleta de infiltrações, perseguições e jogos de manipulação.
O conflito central possui uma boa premissa, envolvendo bioterrorismo, traição e espionagem internacional. No entanto, o roteiro deixa essas ideias em segundo plano para privilegiar a ação. A investigação é simplificada, as reviravoltas são previsíveis e a narrativa perde parte da tensão estratégica presente no primeiro filme. Ainda assim, o longa mantém um bom ritmo e nunca deixa a sensação de estagnação.
Ethan Hunt continua sendo um protagonista extremamente carismático. Tom Cruise assume definitivamente o papel de herói de ação, explorando seu carisma e entrega física em sequências bastante exigentes. Dougray Scott funciona como um antagonista competente, embora pouco memorável, enquanto Thandiwe Newton traz humanidade e vulnerabilidade à história, mesmo sem receber o desenvolvimento que sua personagem merecia.
Tecnicamente, o filme exibe toda a assinatura de John Woo. As cenas de ação são extremamente coreografadas, repletas de câmera lenta, pombas, explosões e tiroteios estilizados. A perseguição de motos e o confronto final se tornaram icônicos justamente por abraçarem o exagero sem qualquer pudor. Em contrapartida, alguns efeitos envelheceram mal e o excesso de estilo, em certos momentos, compromete a credibilidade da narrativa.
No fim, Missão: Impossível 2 está longe de ser um dos melhores capítulos da franquia, mas também é melhor do que sua fama sugere. Quando aceita sua proposta de ser um espetáculo de ação estilizado, entrega entretenimento de qualidade. Falta a inteligência e o refinamento dos filmes posteriores, mas sobra personalidade e energia para divertir durante toda a duração.
Acho que de 99 até sua estreia aqui no Brasil, foi o filme que mais vi a exibição do trailer nos cinemas... isso saturou a experiência. Como não sou um entusiasta dos filmes da série, esse acabou sendo o mais descartável. Sem contar que, por causa dele, o Dougray Dcott perdeu a chance de ser Wolverine e o John Woo nunca mais foi o mesmo.
A espionagem fica em segundo plano para dar espaço ao espetáculo. Entre poses exageradas, cachecol esvoaçando ao vento, pombas em câmera lenta e motos disputando o prêmio de quem consegue ser mais dramática.
- esse visual do ethan hunt de cabelo cumprido é o mais legal, pena que só foi durante esse filme - que falta faz um simon pegg no elenco - as cenas de ação são ótimas, mas o roteiro é bem qualquer coisa - o filme sofre mais com a estética datada dá época, muita câmera lenta e várias cenas bregas, mas é um bom entretenimento
Missão: Impossível 2 é facilmente o capítulo mais diferente da franquia. Sob a direção de John Woo, o foco deixa de ser a espionagem elaborada para abraçar uma ação estilizada, exagerada e carregada de identidade visual. O resultado divide opiniões: por um lado entrega cenas memoráveis, por outro sacrifica parte da inteligência que tornaria a série tão marcante nos filmes seguintes.
A trama acompanha Ethan Hunt na missão de impedir que um ex-agente do FMI obtenha o controle de um vírus letal e de sua cura, evitando uma catástrofe biológica de proporções globais. Para isso, ele precisa se aproximar de uma habilidosa ladra ligada ao antagonista, iniciando uma operação repleta de infiltrações, perseguições e jogos de manipulação.
O conflito central possui uma boa premissa, envolvendo bioterrorismo, traição e espionagem internacional. No entanto, o roteiro deixa essas ideias em segundo plano para privilegiar a ação. A investigação é simplificada, as reviravoltas são previsíveis e a narrativa perde parte da tensão estratégica presente no primeiro filme. Ainda assim, o longa mantém um bom ritmo e nunca deixa a sensação de estagnação.
Ethan Hunt continua sendo um protagonista extremamente carismático. Tom Cruise assume definitivamente o papel de herói de ação, explorando seu carisma e entrega física em sequências bastante exigentes. Dougray Scott funciona como um antagonista competente, embora pouco memorável, enquanto Thandiwe Newton traz humanidade e vulnerabilidade à história, mesmo sem receber o desenvolvimento que sua personagem merecia.
Tecnicamente, o filme exibe toda a assinatura de John Woo. As cenas de ação são extremamente coreografadas, repletas de câmera lenta, pombas, explosões e tiroteios estilizados. A perseguição de motos e o confronto final se tornaram icônicos justamente por abraçarem o exagero sem qualquer pudor. Em contrapartida, alguns efeitos envelheceram mal e o excesso de estilo, em certos momentos, compromete a credibilidade da narrativa.
No fim, Missão: Impossível 2 está longe de ser um dos melhores capítulos da franquia, mas também é melhor do que sua fama sugere. Quando aceita sua proposta de ser um espetáculo de ação estilizado, entrega entretenimento de qualidade. Falta a inteligência e o refinamento dos filmes posteriores, mas sobra personalidade e energia para divertir durante toda a duração.
Nota: 7,2
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2000:
Acho que de 99 até sua estreia aqui no Brasil, foi o filme que mais vi a exibição do trailer nos cinemas... isso saturou a experiência. Como não sou um entusiasta dos filmes da série, esse acabou sendo o mais descartável. Sem contar que, por causa dele, o Dougray Dcott perdeu a chance de ser Wolverine e o John Woo nunca mais foi o mesmo.
Avaliação em nota: 5.5
A espionagem fica em segundo plano para dar espaço ao espetáculo. Entre poses exageradas, cachecol esvoaçando ao vento, pombas em câmera lenta e motos disputando o prêmio de quem consegue ser mais dramática.
07.05.2009
- esse visual do ethan hunt de cabelo cumprido é o mais legal, pena que só foi durante esse filme
- que falta faz um simon pegg no elenco
- as cenas de ação são ótimas, mas o roteiro é bem qualquer coisa
- o filme sofre mais com a estética datada dá época, muita câmera lenta e várias cenas bregas, mas é um bom entretenimento