Minissérie em três capítulos que é continuação do sucesso "V: A Minissérie Original" (1983), mostrando os esforços da Resistência para combater os Visitantes - extraterrestres com aspecto reptílico que, disfarçados de humanos, chegaram à Terra e impuseram um regime fascista. Descobre-se que o plano dos invasores é roubar a água do planeta e aprisionar os seres humanos para servir como alimento.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
👽 E se o maior perigo não fosse um alienígena — e sim alguém que conseguisse fazer você confiar nele?
Foi essa a ideia perturbadora por trás de V, uma das produções de ficção científica mais marcantes dos anos 1980.
Quando as gigantescas naves dos Visitantes aparecem sobre as cidades da Terra, não há exércitos desembarcando, cidades sendo bombardeadas ou ameaças de destruição.
Há sorrisos.
Os extraterrestres dizem que vieram em paz. Oferecem tecnologia, conhecimento científico e cooperação. Conversam com os governos. Conquistam espaço na mídia. Ganham admiradores.
E funciona.
É justamente aí que está o horror de V.
Os Visitantes não precisam conquistar a humanidade pela força no primeiro momento. Eles conquistam sua confiança.
Só depois descobrimos o que existe por trás daquela aparência humana: uma espécie reptiliana que pretende explorar a Terra, roubar seus recursos e transformar seres humanos em alimento.
A grande sacada da série foi transformar uma invasão alienígena em uma história sobre propaganda e manipulação.
E isso não aconteceu por acaso.
Kenneth Johnson, criador de V, originalmente pretendia contar uma história política inspirada em It Can't Happen Here, romance de Sinclair Lewis sobre a ascensão de um regime autoritário nos Estados Unidos.
A televisão, entretanto, queria ficção científica.
A solução foi transformar os autoritários em extraterrestres.
E a metáfora ficou ainda mais poderosa.
Os Visitantes possuem uniformes, símbolos, propaganda oficial, estruturas de controle e mecanismos de doutrinação. Existe perseguição contra aqueles que descobrem a verdade. Cientistas tornam-se alvos. Famílias são pressionadas. E até jovens são recrutados para apoiar os novos ocupantes.
Mas talvez a parte mais interessante seja que ninguém é obrigado a colaborar imediatamente.
Algumas pessoas acreditam nos Visitantes.
Outras preferem não enxergar o que está acontecendo.
Algumas colaboram por conveniência.
E outras decidem resistir.
É daí que surge o verdadeiro conflito.
✊ O “V” deixa de ser apenas uma letra.
Ele passa a ser uma mensagem.
Victory.
Uma marca de resistência desenhada em paredes e espalhada por uma população que começa a perceber que está sendo enganada.
Enquanto isso, personagens como Mike Donovan e Julie Parrish descobrem que a ameaça é muito maior do que parecia.
E então existe Diana.
👠🦎
Poucas vilãs da televisão dos anos 1980 ficaram tão associadas a uma produção quanto Diana, interpretada por Jane Badler.
Ela não precisava de grandes discursos para dominar uma cena.
Era fria, sofisticada, calculista e assustadoramente tranquila.
E justamente por parecer tão humana, sua verdadeira natureza se tornava ainda mais perturbadora.
A imagem de Diana retirando a própria “pele” humana e revelando o rosto reptiliano tornou-se uma das cenas mais memoráveis da série.
Para uma geração acostumada a efeitos especiais muito mais limitados, aquilo era puro pesadelo.
Mas V tinha outro elemento que ajudava a causar impacto: os Visitantes não apenas matavam humanos.
Eles os comiam.
A criatura elegante que sorria diante das câmeras podia, literalmente, enxergar um ser humano como alimento.
Era uma inversão bastante eficaz da relação entre predador e presa.
📺 E V: A Batalha Final ampliou tudo isso.
Exibida em maio de 1984 como uma minissérie de três partes, a produção continuou a história quatro meses depois dos acontecimentos iniciais.
Agora, a resistência precisava fazer algo muito mais difícil
do que simplesmente sobreviver:
convencer o mundo de que os “amigos” extraterrestres eram, na verdade, invasores.
Essa é talvez a parte mais interessante da história.
Porque derrotar um inimigo declarado é uma coisa.
Convencer milhões de pessoas de que alguém em quem elas confiam é o inimigo é outra completamente diferente.
O sucesso de A Batalha Final levou à criação de uma série semanal, V: The Series, exibida entre 1984 e 1985. Jane Badler voltou como Diana, e a história continuou explorando o conflito entre a resistência humana e os Visitantes.
Mas a produção acabou cancelada antes de oferecer um encerramento definitivo.
E talvez seja justamente por isso que V permaneça tão lembrada.
Não apenas pelas naves.
Não apenas pelos efeitos.
Não apenas pelos extraterrestres reptilianos.
E nem mesmo pela inesquecível Diana.
O que permaneceu foi a pergunta por trás da ficção:
E se uma sociedade pudesse ser dominada sem perceber que estava sendo conquistada?
E se o inimigo não chegasse gritando ameaças?
E se ele chegasse oferecendo ajuda?
Tecnologia.
Segurança.
Prosperidade.
Informação.
E paz.
Talvez o verdadeiro terror de V nunca tenha sido descobrir que os Visitantes eram lagartos.
Foi descobrir como facilmente as pessoas acreditaram neles antes disso.
É por isso que, décadas depois, aquela simples letra continua carregando o mesmo significado:
V de Victory.
Mas também V de resistência. 👽✌️
Continuação da série que foi um dos maiores sucessos da TV na década de 80 e que prometia ser a batalha final, mas o êxito na audiência fez com que os produtores lançassem em 1985 uma nova temporada, agora com 19 episódios. Portanto esta continuação não encerra a saga da revolta dos habitantes da terra contra os invasores alienígenas.
SPOILERS ABAIXO
A série de 1983 terminou com a rebelião comandada por alguns grupos contra os visitantes que pareciam amistosos, quando descobrem que na verdade além de terem interesses nada inocentes com relação à terra, os extraterrestres não tem a aparência humana que exibem, mas são seres parecidos com lagartos verdes que comem ratos e outros animais vivos, na verdade Mike (Marc Singer) descobre que os humanos também serviriam de alimento para os aliens.
O que mais é lembrado nesta continuação para muitos que a assistiram, como eu, foi o nascimento dos gêmeos filhos de uma humana e um alien. Um dos bebês, uma menina que ganha o nome de Elizabeth, nasce com aparência humana mas com o metabolismo acelerado e em poucos dias acaba crescendo como se fossem anos e ainda tem poderes paranormais. O outro bebê, este um lagartinho, é rejeitado pela mãe e morre logo depois do parto.
O grupo revolucionário descobre que existe um produto químico que é inofensivo para os humanos e fatal para os lagartos. A sequência que entram na nave para soltar o tal produto é bem tensa. Termina com os seres parcialmente derrotados mas, como teremos mais episódios, Diana (Jane Badler) e sua turma vão continuar com seus planos de transformar a terra em seu parque de diversões com direito à humanos servidos à la carte.
No elenco temos o acréscimo do sempre vilão Michael Ironside, que dessa vez está do lado dos bonzinhos embora sempre brucutu.
Toda a nostalgia oitentista em uma série que ficou marcada em nossas mentes, se tornando assunto na escola, na rua, no trabalho e hoje quando revista ainda carrega o encantamento que sentíamos diante das nossas tvs de tubo.
05.11.1984
Não é que eu não seja fã de sci-fi, mas eu realmente lamento que essa série não tenha sido produzida um pouco mais na frente, com melhores recursos e efeitos, quem sabe meados dos 90's, sei lá, o enredo é bom, mas a série em si é cansativa, cara, não tem lá boas atuações, enfim, não vou ficar aqui desmerecendo não, coisas da minha golden age e gostaria de ver a primeira de 83 pra ter uma melhor base, sabe...
Essa continuação é tão boa quanto a Minissérie original. Tem muita ação, cenas tensas e alguns novos personagens legais. Os efeitos mesmo não sendo os melhores, tem seu charme oitentista. Também vale a pena ser conhecida!