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Duração
A história de Simara, uma ex-prostituta que hoje trabalha como revendedora de cosméticos em Cripurizão, um garimpo no sul do Pará. Ao mesmo tempo, o filme investiga as relações entre homem e mulher, beleza e ambição, floresta e civilização.
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Um must see!
Analisando-se apenas a sinopse e a proposta do filme, ele parece pouco interessante e deslumbrado, mas o diretor e roteirista consegue êxitos brilhantes ao ampliar a proposta do curta-metragem em larga escala e realizar uma reflexão contundente sobre o "estupro capitalista" relacionado à noção artificial de vaidade que perpassa aqueles personagens mui dignos e absolutamente imerecedores de qualquer condenação moral por parte dos telespectadores: um curta-metragem que vai além de sua proposta! Boníssimo! Me emocionou deveras nas duas vezes que o vi... (WPC>)
Primeiro curta metragem do cineasta Fabiano Maciel, “Vaidade” leva-nos aos confins do Pará, ao som do carimbó do Mestre Cupijó, para mostrar uma atividade da região tão expressiva quanto a pesca e o garimpo: a venda de cosméticos e perfumes. Simara, a narradora principal, é apenas uma das cinco mil “marreteiras” do Pará, estado campeão em revendedoras da Avon, de um país que ocupa o sétimo lugar no ranking mundial da vaidade. Num átimo, o filme faz um retrato pitoresco da idéia de beleza no imaginário amazônico brasileiro, e ainda suscita reflexões sobre o poder da mídia e da indústria de cosméticos.