Quatro jovens atores viajam para Kanchanaburi. Eles ficam numa cabana na floresta à beira do rio, conversam e assistem aos fogos de artifício à noite. A mesma cena depois reencenam no palco montado em Bangkok.
Quando surgiram as primeiras imagens deste filme, fiquei fascinado pela beleza do elenco juvenil e pelo ótimo aproveitamento em preto e branco das florestas tailandesas. Mergulhei na sessão de coração aberto, ciente de que apaixonar-me-ia pelo filme, o que, de fato aconteceu. Fui recomendá-lo para alguns amigos e parece que todo mundo já conhecia a diretora. Menos eu! Obviamente, a tentação inicial é compará-la à tradição apichatponguiana, mas seu percurso é muito próprio, demonstrando-se muito autoral e reconhecível num primeiro contato. Além de ficar inebriado com as imagens e sons e repetições e emulações sinestésicas, percebi no filme um acento político muito válido, sobretudo quando a distância até Myanmar é mencionada. Um dos melhores do ano, desde já. A reutilização da reportagem sobre o fechamento do zoológico foi certeira: pura melancolia ativista, na lógica orgânica do cotidiano, ainda confrontando-se com a possibilidade de futuro. E uma bela declaração de amor ao Teatro, claro. Soberbo! (WPC>)
Fotografia incrível. Filme experimental com vários momentos poéticos.
Quando surgiram as primeiras imagens deste filme, fiquei fascinado pela beleza do elenco juvenil e pelo ótimo aproveitamento em preto e branco das florestas tailandesas. Mergulhei na sessão de coração aberto, ciente de que apaixonar-me-ia pelo filme, o que, de fato aconteceu. Fui recomendá-lo para alguns amigos e parece que todo mundo já conhecia a diretora. Menos eu! Obviamente, a tentação inicial é compará-la à tradição apichatponguiana, mas seu percurso é muito próprio, demonstrando-se muito autoral e reconhecível num primeiro contato. Além de ficar inebriado com as imagens e sons e repetições e emulações sinestésicas, percebi no filme um acento político muito válido, sobretudo quando a distância até Myanmar é mencionada. Um dos melhores do ano, desde já. A reutilização da reportagem sobre o fechamento do zoológico foi certeira: pura melancolia ativista, na lógica orgânica do cotidiano, ainda confrontando-se com a possibilidade de futuro. E uma bela declaração de amor ao Teatro, claro. Soberbo! (WPC>)