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Data de lançamento
11 Dez. 2018Duração
Na juventude, Dick Cheney se aproximou do Partido Republicano ao ver na política uma grande oportunidade de ascender de vida. Para tanto, se aproxima de Donald Rumsfeld e logo se torna seu assessor direto. Com a renúncia do ex-presidente Richard Nixon, os poucos republicanos que não estavam associados ao governo ganham imediata importância e, com isso, tanto Cheney quanto Rumsfeld retornam à esfera de poder do partido. Décadas depois, com a decisão de George W. Bush em se lançar candidato à presidência, Cheney é cortejado para assumir o posto de vice-presidente. Ele aceita, mas com uma condição: que tenha amplos poderes dentro do governo, caso a chapa formada seja eleita.
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muito bom
VICE
Direção: Adam McKay
Ano: 2018
Assistido em: 09/11/2025
Quem acompanha um pouquinho de política sabe que, muitas vezes, a pessoa que está aparentemente no poder é apenas o rosto, o representante. As verdadeiras figuras de autoridade são aquelas que estão por trás, puxando as cordas. Dick Cheney já era um macaco velho de Washington quando aceitou o convite de George W. Bush para ser seu vice-presidente, um cargo com fama de ser apenas decorativo. Mas Cheney deu a si mesmo uma nova categoria, tornando-se rapidamente uma das figuras mais poderosas e controversas da história americana. Coube a este filme o trabalho de expor, ainda que parcialmente, as artimanhas e articulações políticas dessa figura tão polêmica.
Dick Cheney começa como um jovem problemático em Wyoming, mas, incentivado por sua esposa Lynne, abandona os vícios e inicia uma carreira política em Washington. Com o tempo, torna-se chefe de gabinete da Casa Branca, congressista e CEO da Halliburton. Sua ambição o leva ao cargo de vice-presidente dos Estados Unidos no governo George W. Bush, onde exerce um poder sem precedentes para o cargo.
Adam McKay teve um começo de carreira na comédia, portanto foi até incomum vê-lo migrar para filmes com histórias bem mais sérias. Mas isso foi algo positivo, pois ele usou suas habilidades na comédia para amenizar dramas que, tecnicamente, tratam de assuntos pouco interessantes. A mesma estratégia já havia sido usada em The Big Short (2015), três anos antes. McKay aposta numa montagem ágil, no uso de narrador e em inserções de cortes com pessoas explicando o que está acontecendo em cena. Afinal, convenhamos: ele entende que a vida de um político — ainda mais de um que sempre viveu nas sombras — não é um tema dos mais empolgantes. Mesmo assim, prova que, com técnicas cinematográficas, até a história de uma raposa política pode render um filme divertido.
O diretor nos entrega uma produção capaz de esmiuçar todas as ações escusas da vida política do vice-presidente e transportá-las para a tela de forma leve e envolvente, permitindo que o espectador compreenda até mesmo os desdobramentos políticos mais áridos — aqueles que costumamos ignorar quando um jornalista explica na TV. Claro que ele consegue isso também graças à atuação espetacular de um elenco primoroso. Christian Bale dispensa comentários — é meu ator favorito da vida — e aqui está irreconhecível, em muitos momentos, eu simplesmente não o enxergava em cena, apenas o Cheney. Amy Adams, outra atriz brilhante, poderia ter sido melhor aproveitada, já que sua segunda-dama aparece bem pouco. E temos ainda Steve Carell e Sam Rockwell completando o time de talentos.
Vice é daqueles filmes que a maioria das pessoas tende a evitar, afinal, temática política não costuma ser das mais atraentes — ainda mais quando o foco é um homem sem carisma, conhecido por ser o arquiteto da “guerra ao terror” e dono de um currículo moralmente reprovável. Mas, se você deixar o preconceito de lado, verá que McKay entrega a história mastigada: ele desenha, literalmente, tudo o que precisamos entender na tela e reforça o motivo de Cheney ter sido conhecido em vida como o vice-presidente mais poderoso de todos os tempos. Ele fazia exatamente o que o jogo político exige: sabia qual era sua posição e atuava nas sombras, onde os verdadeiros perigos costumam se esconder.
Christian Bale foi o imã que me fez chegar até o final do filme. É loucura ver essas tranformações que ele se dedica, não só corporal, porém a entonação de voz, as expressões, ele realmente encarnou o Dick Cheney, ele sumiu nesse personagem e a atuação dele está digno de Oscar (não sei se ele ganhou por esse papel mas seria merecido) ele realmente salvou esse filme.
O filme no modo geral tem altos e baixos, muitos momentos eu me desconectava do filme e em outros momentos eu me conectava de novo. Talvez por ter muito diálogo de política, política e política, isso possa deixar o filme entediente, cansativo e não foi o que me chamou a atenção. Eu gostei mais de conhecer o lado do Dick, saber o que ele estava pensando, esse jeitão dele me fez sentir uma certa empatia por ele apesar dele fazer coisas que não era o correto porém entendo a intenção das atitudes dele.
A cena final foi um tapa na minha cara, confesso que me pegou desprevinida esse discurso dele e Absolute Cinema. Foi difícil chegar no final do filme porém eu gostei do final e a cena dos créditos foi a cereja do bolo.
Esse filme fez lembrar de Oppenheimer por ter longos diálogos de política, porém ali eu consegui me conectar e eu fiquei fascinada pela história, porém aqui em Vice óbvio que a história envolvendo a política e guerra é interessante porém não me fez ficar conectada 100% e me desculpe a Amy e Steve porém nesse filme o Christian Bale brilha sozinho, ele ofusca todo mundo e eu amo ele, assisti esse filme só por causa dele e ele nunca decepciona.
"Cuidado com o homem quieto.
Pois enquanto os outros falam, ele observa.
E enquanto outros agem, ele planeja.
E quando eles finalmente descansam ... ele ataca." - Anônimo
Christian Bale brilha com uma atuação marcante no satírico ‘Vice’!<br/><br/>Escrito e dirigido por Adam McKay, vendedor do Oscar de melhor roteiro adaptado por A Grande Aposta (2016), Vice não é uma cinebiografia que pretende enaltecer os feitos de Chaney, hoje com 78 anos.<br/><br/>Sob a direção do aclamado cineasta vencedor do Oscar, Adam McKay, ‘Vice’ apresenta uma análise profunda e multifacetada do vice-presidente republicano Dick Cheney.<br/><br/>A expectativa é que, no próximo domingo, Rami Malek seja reconhecido com o Oscar de Melhor Ator por seu papel como Freddie Mercury em ‘Bohemian Rhapsody’, uma produção musical que, embora irregular, conquistou o público e acumulou mais de US$ 854 milhões mundialmente, além de ser indicada em quatro categorias, incluindo Melhor Filme. A preferência por Malek é compreensível.<br/><br/>Além do sucesso comercial de ‘Bohemian Rhapsody’, que destacou a banda Queen, o desempenho de Malek é altamente elogiado, e sua figura é mais acessível ao grande público do que a de Christian Bale, seu concorrente na categoria principal.<br/><br/>Em ‘Vice’, Bale, que já conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por ‘O Vencedor’ (2010), interpreta com maestria o controverso Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos sob a administração de George W. Bush (2001-2009).<br/><br/>Reconhecido como um dos maiores atores de sua geração, Bale, atualmente com 45 anos, construiu uma trajetória marcada por personagens complexos e sombrios, desde o assassino Patrick Bateman em ‘Psicopata Americano’ (2000), até o herói bilionário Bruce Wayne na trilogia do Batman dirigida por Christopher Nolan. Cheney não é diferente: é um anti-herói multifacetado, com nuances que revelam sua complexidade.<br/><br/>Escrito e dirigido por Adam McKay, vencedor do Oscar por ‘A Grande Aposta’ (2016), ‘Vice’ não é uma biografia tradicional que busca exaltar as realizações de Cheney. Muito pelo contrário. O filme, de forte crítica ao setor conservador da política americana, evita retratar o ex-vice-presidente de forma unidimensional, apresentando-o como um personagem tridimensional e cheio de contradições.<br/><br/>O roteiro inteligente, aliado a uma edição que desafia a linearidade cronológica, transforma Cheney em uma figura envolvente. Natural do Nebraska, ele é mostrado como um americano comum, conservador, cristão e patriota, com uma personalidade marcada por alcoolismo e um temperamento explosivo. Sua trajetória inclui uma expulsão de Yale, uma das universidades mais prestigiadas, até sua ascensão política em Washington, iniciada durante o governo Nixon.<br/><br/>McKay constrói uma narrativa que sugere que a esposa de Cheney, Lynne (interpretada por Amy Adams, indicada ao Oscar de Melhor Coadjuvante), foi fundamental em sua trajetória. Uma mulher ambiciosa e astuta, ela é retratada como uma Lady Macbeth moderna, cuja influência e manipulação são essenciais para os movimentos do marido.<br/><br/>A ambição de Cheney, no entanto, não é retratada de forma maniqueísta. O filme mostra, por exemplo, sua decisão de se afastar temporariamente da política para proteger a filha, Mary, diante de possíveis ataques por sua orientação sexual na década de 1990. Ele retorna ao cenário político ao ser convidado por George W. Bush (interpretado por Sam Rockwell, que ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2018 por ‘Três Anúncios para um Crime’), então governador do Texas, para servir como vice-presidente na controversa eleição de 2000, com promessas de poder absoluto em áreas estratégicas como política externa, energia e defesa. Em 2001, eles enfrentariam os ataques terroristas de 11 de setembro, com Cheney assumindo um papel central na resposta americana, incluindo ações altamente questionáveis, como a invasão do Iraque.<br/><br/>Bush, retratado de forma satírica, é interpretado por Rockwell, cuja atuação mistura elementos de paródia e realismo, sem cair na caricatura. O filme, que é voltado para quem gosta de bastidores políticos, evita histórias heroicas e idealizadas, focando na complexidade dos personagens.<br/><br/>‘Vice’ tem boas chances de conquistar estatuetas em categorias de edição, maquiagem e cabelo — devido à excelente caracterização do elenco — e, em um cenário ideal, também poderia premiar Bale como Melhor Ator em 2019. Sua performance, entre os indicados, é considerada uma das melhores desta temporada.
Christian Bale é um maluco de fazer essas loucuras pra interpretar um personagem, se não me engano, engordou uns 20 quilos para fazer esse papel, o sacrifício em performance pelo menos valeu a pena, estava quase irreconhecível. Não fico impressionado fácil, até agora apenas Lupita Nyong'o em “Nós” (2019) e o Andrew Garfield em “Até o Último Homem”(2016), tinham me impressionante, Bale fez o mesmo, não apenas à transformação corporal, mas os trejeitos e entonação de voz, era outra pessoa.
Se está esperando um filme com muitas nuançais políticas ou relações internacionais, não veja, isso não é um documentário, é um filme bibliográfico bem satírico, não tinha como ser “profundo” no que ele estava contando, fala um pouco sobre a figura do Dick Cheney em sua ascensão ao poder, mas sendo algo muito rápido e bastante dramatizado, isso ajuda pelo menos em não tornar o filme maçante, agora se é preciso pelo pouco que pesquisei, não é, o próprio filme sabe disso, aquelas maravilhosas palavras bem no começo, resumem “tentamos, porra!”.
Diria que os dois primeiros terços da história são muito bons, contando resumidamente a carreira política do Cheney, em uma linha cronologia bem emendinha, mostrando o maluco conseguindo ter a casa branca da mão, foi bom de assistir, principalmente porque ai que soltava algumas críticas bem ácidas e sarcásticas, a cena do jantar é muito boa, garçom oferecendo pratos de como contornar as leis do país como se fosse um banquete a ser degustado, sendo que algumas minutos antes, foi solto um “os EUA não torturam” kkkk, nem tentaram disfarçar o cinismo, até o Steve Carell que falou a frase, parecia dizer ela em um tom irônico, esses foram meus momentos favoritos.
Agora o ato final do filme é uma bagunça, mesmo que fosse pra ser uma crítica a figura do Cheney, é feito de uma péssima maneira, em vez de até tentar dramatizar quando era o fim do poder para ele, resolvem fazer um corte seco e ir pra cena da cirurgia ao mesmo tempo que contam o que aconteceu na vida dele após vice presidência, é uma bagunça. O final dá uma desvalorizada bem grande no filme, sendo uma broxada, pois ele estava bem organizado seguindo uma estrutura e tentou no final ser nariz em pé com a sátira, apenas para se tornar algo mal executado.
É um bom filme para se assistir, diria até divertido se as consequências do que foi mostrado não representassem de fato que elas aconteceram. Agora boa bibliográfica aí eu não posso opinar, quer saber o quanto disso realmente aconteceu e como aconteceu? Pesquise. A única certeza desse filme é que na política, sempre os engravatados ganham algo enquanto pessoas que não tem nada a haver com isso se lascam.
Cena pós créditos representa a nossa política também, alguns brigam como loucos, outros cagam pra isso enquanto a maioria apenas observa.