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Data de lançamento
25 Set. 2024Duração
Viet e Nam se amam e são mineiros que trabalham 1000 metros abaixo do solo, onde o perigo espreita e a escuridão predomina. O carvão que sustenta o casal polui a terra e o mar. E quando Nam decide deixar o país pagando um agente que esconde pessoas em contêineres, isso causa uma fissura entre o seu amor por Viet e seus desejos para o futuro. Un Certain Regard Cannes 2024.
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Pelo excessivo tempo gasto com cenas intimistas, pode afastar o espectador comum, o que é totalmente justificável, além de servir como quase um "bait" LGBT. Mas a proposta é ser isso mesmo, um fragmento de memórias, mesmo que se perca no arco, seja no romance, no trabalho, na condição precária, na guerra civil ou na relação com o pai, acaba ficando na superfície em muitos aspectos, mesmo com imagens potentes.
Não consegui me conectar com esses dois, acabei 😴😴😴😴😴😴!!
Adoro assistir a filmes fora da bolha, principalmente se forem de países com os quais não tenho contato ou familiaridade cultural. E foi isso que me chamou a atenção nesse filme. Tive uma grata surpresa ao conhecer esse diretor — que filme bem dirigido e muito bem fotografado!
Mas esse meu interesse por obras tão distantes dos filmes convencionais às vezes é tão fora da minha capacidade de assimilação cultural que acabo não absorvendo toda a sua mensagem. Isso ocorreu aqui.
Dois jovens mineiros, que trabalham a centenas de metros abaixo do solo, se deparam com uma rachadura em seu relacionamento quando um deles decide deixar o Vietnã em busca de uma vida melhor, pois está cansado das dificuldades de um país que tanto sofreu com guerras — o que deixou rastros de sofrimento e desgraça para sua população.
Viet e Nam tem uma direção competente e uma fotografia maravilhosa, mas, ao meu ver, se perde ao tentar contar várias histórias com um forte viés cultural. Apesar de ser possível perceber o elo que une os personagens a essas histórias, fica a sensação de que cada uma mereceria muito mais desenvolvimento do que a obra proporcionou.
Não recomendo para quem procura algo apenas para passar o tempo, mas recomendo para os cinéfilos “tênis verde” (ótimo para pagar de cult).
Não espere um filme focado no romance entre Viet e Nam, mas uma narrativa fragmentada que procura unir as metades, ou mais pedaços, de um filme que visa montar as memórias de um país, desde sua unificação sob a república socialista. Busca contar a herança pós-guerra e seus efeitos sobre as famílias dos veteranos, na procura pelos seus restos mortais, sobre a pobreza de uma juventude rural, o imaginário da emigração (boat people). O núcleo é o casal, a mãe de Nam e um veterano que foi amigo do seu pai na guerra, mas é o país a metáfora encardida e fóssil da história. Quem espera um romance escatológico, elogiado pela lista de melhores do ano passado, feita por John Waters, vai se surpreender.