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Sinopse
Ellen (Elizabeth Taylor), uma viúva rica, se recupera de um colapso nervoso. Um dia, afirma que testemunhou um assassinato da janela de sua casa à noite. Infelizmente ela não é capaz de provar isso.
Um casal de amantes tentando fazer a esposa parecer louca para todo mundo e, assim, conseguir interná-la e ficarem com o caminho livre para ficarem juntos. Porém, parece que o jogo virou, não é mesmo? Aqui, Ellen usa tudo isso a seu favor, para ninguém acreditar nela quando ela realmente matar os dois. Isso, pra mim, foi genial e, pelo menos, nunca tinha visto antes.
Apesar do filme ser meio parado e não ter, de fato, um "terror" como dito no gênero, eu me atraí muito inicialmente pelo seu pôster e, depois, por ver que era um filme de terror e ainda com participação de Elizabeth Taylor. Coisa rara para mim, que a conheço de outros estilos de filme.
Realmente tem uma dose de mistério, mas a trama fica muito presa somente à casa e a poucos personagens: o casal principal, a amante, a empregada, o vizinho e a polícia. Em alguns casos, isso não seria ruim, mas aqui torna o filme cansativo. É uma sorte que ele era curto.
Não era algo que eu quisesse fazer desde o início – não era o trabalho da minha vida... Quando terminei o segundo filme de Elizabeth Taylor, pensei: "Bem, por que estou desperdiçando minha vida fazendo isso?". Quer dizer, um gorila poderia ter feito aqueles filmes. Tudo o que eu tinha que fazer era gritar "Ação" e "Cortar-Imprimir", porque todo mundo estava fazendo o que tinha que fazer de qualquer maneira.
— Brian G. Hutton
Ponho isso aqui porque explica bastante o que eu achei o MAIS FRACO nesse filme, A DIREÇÃO. Se fosse um diretor melhor, menos "brochado", empolgado com o material que tinha em mãos, poderia ter saído algo muito melhor que isso. Pois a trama é boa, os atores estão bem, o final então é bem legal, mas a DIREÇÃO, a forma com que é contado não achei bom, sendo inconstante, inconsistente, irregular, hora acerta na direção, no tom, no clima, hora falha bastante, falhando mais do que acertando.
Suspense mal feito fica só cansativo, monótono e a trama se arrasta sozinha com a barriga sem ser prazerosa ou instigante. E nesse quesito penei pra terminar. Fiquei chateado, pois tem uma ótima trama ali no meio, que em mãos melhores daria um filme memorável, pra se redescobrir e degustar com gosto, não uma mera curiosidade esquecida em um baú do tempo.
Sua falta de prazer na direção se estende aos atores, que ficam inconstantes também, desnivelados, uns estão em um estilo mais "atual" de atuação, enquanto outros parecem mais teatrais, me incomodou um pouco. Alguns não tem carisma algum, mas se tem uma coisa que leva a trama, no mínimo, são eles, e a presença deles, mas não salva um "storytelling" mal contado, preguiçoso, enlatado e "quadrado" A locação também é muito boa, mas poderia ter sido melhor aproveitada.
Achei legal que você pode pensar na casa velha, como sempre, como uma metáfora pra mente. E é bacana você ficar se perguntando se, "há realmente uma loucura?", ou "alguém está fabricando isso?". Liz Taylor está bem, mas com um diretor pamonha e derrotado desses, não tira mais dela ou a "afina" corretamente. Mas está "bom", "ok", exagera um pouco, sai do tom, chora sem lágrimas, as vezes recita as palavras sem vontade, mas dá pra ver. Bebendo, com problemas no casamento, e fumando pra caramba, faz praticamente ela mesma, ela por ela, quem quiser ver por ela, e gostar dela assim, acredito que pode ver. Mas pelo final do filme, e pela carreira/talento dela, você vê que ela rendia muito mais.
Agora, queria eu ter gostado do filme como um todo, somente alguns elementos, o que não salva toda a obra. Dá forma que ele é, pouco que se aproveita, digo, no sentido que tudo é contado, não achei bom, ficando arrastado, cansativo, desinteressante, com umas "afetações de época", que já não eram mais condizentes, datadas, não fazendo um bom proveito de sua trama em si, na forma como é contada (storytelling), com 99 minutos que não precisavam ser, ou tivesse um aproveitamento melhor deles. Deixaria tudo mais gostoso de se assistir, de cortar a "tensão na faca", querendo fazer você descobrir e saciar a curiosidade, o resultado seria mais satisfatório, marcante, e mais enxuto. Mas não é o que se vê.
Enfim, tem quem goste. Infelizmente não gostei como um todo, apesar das qualidades desperdiçadas, perdidas. Uma estrela pelo entretenimento aborrecido, pela Liz Taylor + curiosidade.
Depois de ter brilhado no cinema de Hollywood dos anos 50 e 60, Elizabeth Taylor adentra os anos 70 (mais velha) em moderadas e simplicíssimas produções, não lembrando nem de longe, as produções que atuava em seus filmes e não fez jus a produções remanescentes dos anos 70. Contudo, este telefilme se mostra eficiente na construção do suspense e em suas firulas roteirísticas até o bom plot twist final. E muito de sua qualidade, sem falsa modéstia, foi por conta da presença soberba e ilustre de Elizabeth Taylor mostrando que sua interpretação dramática contribuiu e muito a qualidade deste filme. Bom suspense noturno.
"Night Watch" é um filme que funciona pela engenhosidade de sua trama, o tradicionalismo atmosférico de sua direção e a habilidade de sua interpretação, especialmente pela ardilosa Miss Taylor. O plot-twist final é a cereja no bolo.
Este filme não prometia grandes coisas e entregou o suficiente. Uma bela trama. Valeu a hora assistida!
Visto em 02/09/2026.
"O velho truque mais sujo de todos", essa frase dita por Ellen Wheeler (Elizabeth Taylor) no filme, ia definindo o que eu achava que seria esse filme.
Um casal de amantes tentando fazer a esposa parecer louca para todo mundo e, assim, conseguir interná-la e ficarem com o caminho livre para ficarem juntos. Porém, parece que o jogo virou, não é mesmo? Aqui, Ellen usa tudo isso a seu favor, para ninguém acreditar nela quando ela realmente matar os dois. Isso, pra mim, foi genial e, pelo menos, nunca tinha visto antes.
Apesar do filme ser meio parado e não ter, de fato, um "terror" como dito no gênero, eu me atraí muito inicialmente pelo seu pôster e, depois, por ver que era um filme de terror e ainda com participação de Elizabeth Taylor. Coisa rara para mim, que a conheço de outros estilos de filme.
Realmente tem uma dose de mistério, mas a trama fica muito presa somente à casa e a poucos personagens: o casal principal, a amante, a empregada, o vizinho e a polícia. Em alguns casos, isso não seria ruim, mas aqui torna o filme cansativo. É uma sorte que ele era curto.
Assistido em 12/05/2025.
Não era algo que eu quisesse fazer desde o início – não era o trabalho da minha vida... Quando terminei o segundo filme de Elizabeth Taylor, pensei: "Bem, por que estou desperdiçando minha vida fazendo isso?". Quer dizer, um gorila poderia ter feito aqueles filmes. Tudo o que eu tinha que fazer era gritar "Ação" e "Cortar-Imprimir", porque todo mundo estava fazendo o que tinha que fazer de qualquer maneira.
— Brian G. Hutton
Ponho isso aqui porque explica bastante o que eu achei o MAIS FRACO nesse filme, A DIREÇÃO. Se fosse um diretor melhor, menos "brochado", empolgado com o material que tinha em mãos, poderia ter saído algo muito melhor que isso. Pois a trama é boa, os atores estão bem, o final então é bem legal, mas a DIREÇÃO, a forma com que é contado não achei bom, sendo inconstante, inconsistente, irregular, hora acerta na direção, no tom, no clima, hora falha bastante, falhando mais do que acertando.
Suspense mal feito fica só cansativo, monótono e a trama se arrasta sozinha com a barriga sem ser prazerosa ou instigante. E nesse quesito penei pra terminar. Fiquei chateado, pois tem uma ótima trama ali no meio, que em mãos melhores daria um filme memorável, pra se redescobrir e degustar com gosto, não uma mera curiosidade esquecida em um baú do tempo.
Sua falta de prazer na direção se estende aos atores, que ficam inconstantes também, desnivelados, uns estão em um estilo mais "atual" de atuação, enquanto outros parecem mais teatrais, me incomodou um pouco. Alguns não tem carisma algum, mas se tem uma coisa que leva a trama, no mínimo, são eles, e a presença deles, mas não salva um "storytelling" mal contado, preguiçoso, enlatado e "quadrado" A locação também é muito boa, mas poderia ter sido melhor aproveitada.
Achei legal que você pode pensar na casa velha, como sempre, como uma metáfora pra mente. E é bacana você ficar se perguntando se, "há realmente uma loucura?", ou "alguém está fabricando isso?". Liz Taylor está bem, mas com um diretor pamonha e derrotado desses, não tira mais dela ou a "afina" corretamente. Mas está "bom", "ok", exagera um pouco, sai do tom, chora sem lágrimas, as vezes recita as palavras sem vontade, mas dá pra ver. Bebendo, com problemas no casamento, e fumando pra caramba, faz praticamente ela mesma, ela por ela, quem quiser ver por ela, e gostar dela assim, acredito que pode ver. Mas pelo final do filme, e pela carreira/talento dela, você vê que ela rendia muito mais.
Agora, queria eu ter gostado do filme como um todo, somente alguns elementos, o que não salva toda a obra. Dá forma que ele é, pouco que se aproveita, digo, no sentido que tudo é contado, não achei bom, ficando arrastado, cansativo, desinteressante, com umas "afetações de época", que já não eram mais condizentes, datadas, não fazendo um bom proveito de sua trama em si, na forma como é contada (storytelling), com 99 minutos que não precisavam ser, ou tivesse um aproveitamento melhor deles. Deixaria tudo mais gostoso de se assistir, de cortar a "tensão na faca", querendo fazer você descobrir e saciar a curiosidade, o resultado seria mais satisfatório, marcante, e mais enxuto. Mas não é o que se vê.
Enfim, tem quem goste. Infelizmente não gostei como um todo, apesar das qualidades desperdiçadas, perdidas. Uma estrela pelo entretenimento aborrecido, pela Liz Taylor + curiosidade.
Visto: 02-05-2025
Depois de ter brilhado no cinema de Hollywood dos anos 50 e 60, Elizabeth Taylor adentra os anos 70 (mais velha) em moderadas e simplicíssimas produções, não lembrando nem de longe, as produções que atuava em seus filmes e não fez jus a produções remanescentes dos anos 70. Contudo, este telefilme se mostra eficiente na construção do suspense e em suas firulas roteirísticas até o bom plot twist final. E muito de sua qualidade, sem falsa modéstia, foi por conta da presença soberba e ilustre de Elizabeth Taylor mostrando que sua interpretação dramática contribuiu e muito a qualidade deste filme. Bom suspense noturno.
"Night Watch" é um filme que funciona pela engenhosidade de sua trama, o tradicionalismo atmosférico de sua direção e a habilidade de sua interpretação, especialmente pela ardilosa Miss Taylor. O plot-twist final é a cereja no bolo.