Após uma cerimônia de fim de ano escolar, o garoto americano Bobby decide ir com seu amigo Akkun para as montanhas fora de seu vilarejo. No caminho, eles param em um parque de diversões misterioso. Eles se divertem lá, mas são atacados e não podem sair.
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Em síntese, é como se o Junji Ito escrevesse um roteiro para o extinto "Catalendas" (1999). A proposta narrativa visual — a qual acredito tenha despertado o interesse de 100% das pessoas que o assistiram — é criativa, entretanto cansativa e funcionaria melhor se fosse dividida em pequenos episódios. Embora perca o ritmo, o excesso estático não promove emoção alguma, o filme tem uma estética charmosa — eu nunca tinha assistido a algo parecido, então fui dar uma olhada e descobri que tem uma forte influência de uma outra obra japonesa, "Cat Eyed Boy" (1976) — e a arte tem um quê oitentista, remetendo às capas das antigas coleções Sodré ou Vagalume.
Com uma narrativa simples, se desconsiderarmos o bodyhorror é bem 'friendmovie', "Violence Voyager" (2018) encanta por ser único, direto e, por que não?, com um toque infantojuvenil que ultrapassa o cansaço causado pelo excesso de imagens estáticas.
Cronenberg !
O pesadelo infantil que era interrompido pela umidade do xixi na cama.
O mais bizarro e brutal rito de passagem já concebido?
Só imaginei o Bobby no final: "mãe, tu não vai acreditar no rolê pra conseguir tuas flores".