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Paris, 1934. Victoria Grant (Julie Andrews) é uma cantora lírica desempregada que conhece Carroll Todd (Robert Preston), um cantor homossexual que tinha sido recentemente demitido. Juntos eles articulam um plano, no qual ela se faz passar por um homem, Conde Victor Grezhinski, que é um transformista. Mas surge um problema quando ela se apaixona por King Marchand (James Garner), um gângster, sendo que caso ela se declare assume ser uma farsa.
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Tem Alguns Spoilers...
Com um estilo de filmes dos anos 60, "Vítor ou Vitória?" é uma nova comédia de erros oitentista que com musical, explora os temas de identidade de gênero, sexualidade e preconceito de forma leve, elegante e divertida.
Na Paris dos anos 30, Victoria Grant (Julie Andrews) é uma cantora de ópera talentosa, mas está passando por dificuldades financeiras terríveis. No ultimo sanguinho de sua vida, ela tromba com o gaizão Toddy (Robert Preston), onde acabam tendo uma ideia inusitada: se disfarçar de homem para interpretar uma drag queen nos palcos da vida! A farsa louca funciona, e ela se torna Victor, uma estrela da noite parisiense, aclamada por sua voz, talento e ousadia.
Mas tudo piora pra poder melhorar, Victor se complica quando o rico empresário King Marchand (James Garner) a vê numa apresentação e se apaixona por ela. Mas ele fica confuso, pois acredita que Victor é um homem, porém ele não consegue negar a atração que sente. E enquanto Victoria tenta manter a farsa, Toddy e sua namorada Norma Cassidy (Lesley Ann Warren), adicionam ainda mais bagunça e caos a situação.
Dirigido por Blake Edwards, o filme é uma comédia das antigas e bem sofisticada, com uma história ágil e diálogos bacanas. As canções, compostas por Henry Mancini, dão um brilho das épocas dos grandes musicais, com temas bem elaborados, onde a Broadway deve ter feito a festa na época. Por mais que seja dos anos 80, o estilo sessentista é da alma do diretor, e os cenários, os figurinos e os temas musicais lembram isso.
A direção de Blake Edwards é excelente, ele mistura comédia, romance e drama de uma forma leve e divertida, com cenas bem engraçadas, com revelações hilárias de héteros que disfarçam a vida toda, sem que você pense por um segundo que eles gostavam mesmo é de dançar na maromba. Tudo isso com Vítor e Vitória, nessas vidas duplas, de palco e o romance inusitado, a ex vingativa, um gayzão clássico organizando tudo, com correria, corre corre, beijos e risos, que rendem boas cenas.
Julie Andrews é o ponto alto do filme. Ela dá um show vivendo seus personagens, que é um charme como Victoria e um andrógeno misterioso como Victor, praticamente o David Bowie em cena. Robert Preston arrasou e James Garner, foi no faro e na coragem, pra cima do Vítor e as cenas são muito boas.
O final é todo musical e todo Broadway, vale muito assistir.
15.02.2001
"Victor ou Victória?" é um filme britânico/estadunidense de 1982, do gênero comédia musical, escrito e dirigido por Blake Edwards (de "A Pantera Cor de Rosa" e "Bonequinha de Luxo"). Foi estrelado por Julie Andrews, James Garner, Robert Preston, Lesley Ann Warren, Alex Karras e John Rhys-Davies. O filme foi produzido por Tony Adams e trilha sonora por Henry Mancini, com letra de Leslie Bricusse. Lançado pela Metro-Goldwyn-Mayer, foi adaptado em 1995 como um musical da Broadway. O filme foi indicado a sete Oscars e ganhou o Prêmio da Academia de Melhor Trilha Sonora Original. É um remake do filme alemão de 1933 "Viktor und Viktoria".
Aclamado pela crítica e pelo grande público cinéfilo, esse cult-movie oitentista não é apenas um filme engraçado, mas, inesperadamente, um filme caloroso e amigável. Impulsionado por uma fantástica guinada de Julie Andrews, o gênero musical de Blake Edwards é afiado, espirituoso e divertido em geral.
O filme foi planejado já em 1978 com Julie Andrews para estrelar ao lado de Peter Sellers, mas Sellers morreu em 1980 enquanto Andrews e Blake Edwards estavam filmando S.O.B. (1981), então Robert Preston foi escalado para o papel de Toddy.
Além da direção segura de Edwards, o filme conta com o figurino espetacular de Patricia Norris, com a direção de fotografia eficiente de Dick Bush e com a trilha sonora de Henry Mancini, no ponto certo, como sempre.
Fabuloso e inesquecível!
Filme com a carinha dos filmes mais porcaria dos anos 50: enredo batido de artista que quer alcançar a fama, obsessão com Paris, comédia com zero humor, musical com músicas genéricas... Mas tinha produtor na década de 80 que ainda insistia nessas coisas. 1982 já, meu filho, já deu isso aí, evolua!
"- Há quanto tempo você é homossexual?
- Há quanto tempo você é uma soprano?
- Desde os vinte.
- Pois eu desabrochei tarde."