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Data de lançamento
10 Set. 2010Duração
Riva é um sujeito emergente que passou dez anos longe do Congo e fez riqueza integrando o negócio petrolífero. Ao retornar, ele procura seu amigo JM, mas, na primeira noite em que saem juntos, envolve-se com a mulher de um dos bandidos da região e desperta o interesse dos criminosos em seu produto, a gasolina. Espécie de "Cidade de Deus" congolense, venceu seis Óscares pela Academia Africana de Cinema em 2011.
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Perde um pouco da força por causa do protagonista blindado demais pelo roteiro e alguns vilões frouxos, nível risível, não chega a ser ruim não mas foram clichês do ocidente que os africanos infelizmente copiaram aqui.
Bem de longe me lembrou "7 caixas". Talvez pelo fato de ter ação e muito sangue, e sem dúvidas, por ser um filme de um país também sem tradição cinematográfica como o Paraguai. Mas "Viva Riva" me encantou mais. Um retrato duro e cru de um país que no momento vive uma guerra sem fim. Este filme é quase um prelúdio da corrupção, pobreza e miséria de um povo que hoje busca refúgio. Bem comercial por motivos óbvios. O Congo merece ser mostrado ao mundo. Competente ao que prometeu. Valeu a pena conferir!
O primeiro filme do Congo que pude assistir e confesso que não me decepcionei nem um pouquinho.
A cidade de Kinshasa capital da República do Congo é onde acontece toda a trama. O diretor disse que mostraria como o Congo podia ser tão violento, pobre, cativante, sexual, corrupto e ao mesmo tempo obsceno e incrível como o Brasil. E fez o que disse, filme que te deixa sem folego! A fotografia e toda a composição do filme te deixa numa sensação de que o filme todo esta rolando na esquina da sua casa. Filme foda, sem mais. E que venham mais filmes do Djo Munga.
Forçou demais a barra ao se comparar a Cidade de Deus.
Fiquei extremamente entusiasmado com o filme, afinal nunca assisti nenhuma produção da República Democrática do Congo. Um dos países mais pobres do Continente Africano.
Este é um dos primeiros filmes a sair do Congo, para trilhar carreira internacional, um país que não tem indústria cinematográfica. E também, um dos raros exemplares africanos, que não enfocam (diretamente) a pobreza, miséria, fome, AIDS, experimentalismos e afins. Não que estes elementos sejam qualidades ruins, mas foi explorado em exaustão pelo continente.
O cenário realista da capital Kinshasa pode servir como uma reflexão contemporânea da África do século 21.
A montagem de abertura rapidamente estabelece o estado de espírito da produção: uma rua movimentada; mãos vasculhando um maço de notas, a gasolina derramado em um funil improvisado, close-up de uma boca chupando o liquido pelo tubo de borracha, fazendo com que o combustível fluísse para um jarro de plástico. A câmera inquieta move-se sinuosamente, flutuando sobre o buraco aberto do tanque de um veículo a gás antes de mergulhar na escuridão. Deu para perceber que fiquei espantado com tamanha agilidade que demonstraram desde o início, a trama ganha ares ‘tarantinescos’ com reviravoltas, traições , palavreado chulo e afins. Uma edição que tenta sublimar de algum modo o antológico "Cidade de Deus (2002)", certo que em um todo não consegue aproximar do profissionalismo técnico do filme mais 'famoso' do Brasil, porém é esforçado. E tenta se divulgar desta maneira.
Um dos pontos mais baixos do filme acredite ou não é a trilha-sonora(!), que não é pontuada com maestria. Falta toda aquele musicalidade única do Congo, cadê o ritmo de Feruzi, tambores Funky, ginga de Soukous e até mesmo o Kuduro, foram empregues em parte com muita economia.Fiquei #chateado, a trama pedia por algo non-stop frenético com muita, batucada, ‘tamborzão’ e ‘batidão’, 'cumpade'...
A produção pode ser acusada de promiscuidade por reforçar alguns estereótipos dos africanos. Não encarei desta forma, é uma produção corajosa, em que o diretor Djo Munga optou em fazer um filme pipoca, cheio de sexo, violência e atos abomináveis.Um Cinema comercial, sem a finalidade de ser fidedigno no retrato de todo um espírito de uma nação, e sim romper barreiras e ser fonte de entretenimento mundo afora.
Resulta em uma peça Blaxploitation intencional (ou não!) e controversa, com romance convincente, com muita ação, exalando sexo, e quem diria sexualidade franca incluindo lesbianismo.... essa África tá que tá moderna, Brazil (amo muito tudo isso!!!)