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Duração
Hsiao-kang vende urnas funerárias. Ele é extremamente tímido para trabalhar com vendas, mas é assim que ganha a vida. Mei-mei é corretora imobiliária. Vive sozinha em um pequeno apartamento e acorda muito cedo para despachar anúncios imobiliários para os jornais. De dia visita os apartamentos com os compradores interessados. Ah-rong vende vestidos femininos na entrada de uma grande loja de departamentos. Essa forma de ganhar dinheiro se tornou muito popular entres os estudantes de Taipei. Ah-rong, porém, não é estudante. Ele faz parte dos jovens de classe baixa que não querem um trabalho de verdade ou compromissos de qualquer tipo. Cada uma dessas pessoas poderia ser encontrada em qualquer grande cidade do mundo, mas elas estão em Taipei. Em uma noite de inverno os três se reúnem em um apartamento vazio do centro. Estão juntos, mas não totalmente.
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Filme bem chato.
Triste e com tesão.
- sou completamente encantado pelo cinema de taiwan, a narrativa aqui é bem parecida com os filmes do edward yang, mas é bem mais pessimista
- contempla os vazios da sociedade e das relações que fazemos na vida, os espaços que deixamos entre nós e os outros e por isso no fundo estamos sempre abraçados pela solidão
- e tem uma forte critica ao capitalismo e os rumos que as pessoas acabam tomando por viver nesse sistema
- o esforço feito para conseguir o mínimo, ter que viver fazendo coisas que não gosta para conseguir sobreviver, como as pessoas são usadas pelas outras
Sempre tive e ainda tenho meus problemas com o Cinema de Fluxo, mas aqui senti uma conexão que até o momento me faltou, engraçado como os três personagens parecem invisiveis dentro dessa realidade, vinte minutos iniciais que não contém nenhum dialogo, justamente por eles não conversarem com ninguem, a unica iteração na vida da corretora é por telefone, os clientes a tratam como se ela não estivesse ali, não olham em seus olhos e as vezes nem respondem suas perguntas, como não se sentir invisivel nessa cidade? O vazio dos momentos realmente nos puxa para a solidão inerente do cotidiano deles, até no momento final onde imaginamos que haverá algum conflito, alguma faisca de confrontamento ou libertação, não acontece, tudo continua engarrafado, ou melhor, transbordado novamente para o vazio.
Um filme que sintetiza a solidão e o vazio de forma melancólica e profunda. O último ato me quebrou em tantos pedaços que vou precisar de alguns dias para me recuperar.