Roger Bond (Gene Raymond) e sua orquestra se apresentam em Miami; Honey Hale (Ginger Rogers) é a vocalista e Fred Ayres (Fred Astaire) é um dos instrumentistas. Roger vê a bela Belinha (Dolores del Rio) entre o público, encontro que provoca paixão à primeira vista no líder do grupo. Por isso, ele e sua orquestra a perseguem no Rio de Janeiro, onde vivem aventuras musicais.
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Comédia romântica musical em preto e branco da RKO Radio Pictures indicada ao Oscar de melhor canção original. Este filme foi feito em 1933, cerca de um ano antes da aplicação rigorosa do Código de Produção entrar em vigor. O filme foi baseado em uma estória inédita de Lou Brock (1892-1971) e uma peça de Anne Caldwell (1867-1936).
Neste filme, a bela mexicana Dolores del Río (1904-1983) se tornou a 1° grande atriz a usar um maiô feminino de duas peças na tela. Este filme é mais notável por sua dupla de estrelas Fred Astaire (1899-1987) e Ginger Rogers (1911-1995). Em papéis coadjuvantes, os dois relativamente desconhecidos incendiaram a tela em um número de dança chamado "The carioca". Ele gerou uma resposta tão positiva de críticos e fãs que eles acabaram se reunindo em 9 filmes subsequentes. No número musical "Flying down to Rio", muitas das garotas nas asas do avião estão usando tops transparentes. A 1° das 10 parcerias de dança de Fred Astaire e Ginger Rogers.
Um filme levemente insano e um tanto pitoresco, cheio de experimentos visuais e coreografia selvagem. Um dos grandes prazeres da era pré-Código. é por isso que eu assistiria a um filme como este. É maravilhosamente rápido, divertido e tem um estilo visual incrivelmente vivo do começo ao fim. A cena final das moças encima dos aviões é bem improvável e não dá de levar muito a sério.
De todos os absurdos que os americanos inventaram nesse filme, o maior deles é o de que no Brasil não se pode dançar. Imagine só.
Dessa vez apenas os números musicais chamam atenção.De quebra,temos a primeira dinâmica entre Gingers e Astaire.
>Assistido em 14 de Junho de 2023
Vale a pena conferir a primeira parceria entre Fred Astaire e Ginger Rogers, apesar dos mesmos não serem os protagonistas. Já vemos aqui uma ótima sintonia entre os dois. Porém, o filme é muito ingênuo e simplório. Interessante verificar a imagem que os americanos tinham do Brasil nessa época. Uma imagem bem estereotipada, porém confesso que achei que seria pior! O filme possui cenas de "efeitos especiais" muito toscas, compreensível para a época, mas que não tem a menor preocupação em obedecer em nada as Leis da Física! A cena final me arrancou algumas risadas de tão grotesca e ingênua. Colocar dúzias de dançarinas nas asas de aviões em movimento, fazendo as mais diversas piruetas e elas saírem incólumes é forçar demais! Somente o mundo da fantasia da Hollywood dos anos 30 para pensar em algo assim! Haha. Ps: Destaque para a beleza estonteante de Dolores Del Rio! Uau! Nota: 7,0 / 10,0.
Fred Astaire e Ginger Rogers começaram a sua parceria nos cinemas nesse bobinho "Voando para o Rio" que, embora esquecível, merece conferida nem que seja pela curiosidade de vermos o nosso Rio de Janeiro sendo retratado pela Hollywood dos anos 30. E em que pese a descaracterização quase inevitável, confesso que o filme me surpreendeu positivamente, haja vista que eu esperava que uma imagem bem pior do nosso país fosse retratada (como Hollywood viria a fazer futuramente, diga-se de passagem). Voltando a nossa dupla de astros dançarinos, aqui neste filme eles atuam como meros coadjuvantes, e dançam apenas em uma única cena (ao menos podemos ver o encontro de estilos entre o foxtrote de Fred Astaire e algo mais... 'latino'). O protagonismo mesmo fica por conta de Gene Raymond e Dolores del Rio - uma atriz mexicana que, no filme, vive uma personagem brasileira - e a trama não foge aos clichês típicos de comédias românticas tolinhas dos anos 30.