Indicado ao Urso de Ouro e vencedor do prêmio de Melhor Interpretação no Festival de Berlim. Um filme meio difícil de assistir em certos aspectos, é arrastado e tem momentos que é corrido e não envolve tanto, mas é um bom filme. Destaque para a música de Marco Biscarini e Daniele Furlati. O filme vale mesmo a pena por conta de Elio Germano, que é um dos maiores atores italianos (e do mundo) de sua geração, em uma performance monstro como de costume. O cara simplesmente supera qualquer expectativa em qualquer papel que resolva interpretar, do mais simples ao mais complexo, de principal à coadjuvante. O filme merece ser visto por ele, apesar de ter uma parte técnica muito boa também, seu único problema é narrativo em momentos pontuais.
"Volevo Nascondermi" (A Vida Solitária de Antonio Ligabue) é uma obra biográfica sobre o pintor e escultor italiano Antônio Ligabue. O filme é praticamente documental, mostrando passagens da vida de Antônio e os problemas que ele enfrenta desde a infância, por ser portador de doença mental. O personagem é vivido pelo ator Elio Germano, que praticamente incorpora Ligabue, tornando-se uma imagem viva do artista errante, que teve uma existência difícil e solitária, sendo internado com frequência em hospitais psiquiátricos.
O longa nos fala da solidão e do medo que permeavam a mente de Antônio. Seus ataques de fúria eram um tipo de defesa contra um mundo que não o acolhia. Foram inúmeras as vezes em que ele foi hostilizado e maltratado por causa de sua deficiência, fazendo com que percebesse a humanidade como perigosa e hostil. Já adulto, Antônio aproxima-se das crianças e dos animais; sonha com uma casa e uma esposa, a quem idealiza como uma dama divinizada. Queria uma companheira para dedicar-se gentil e servilmente e para quem compraria um castelo.
O encontro com o pintor Renato Mazzacurati também é retratado no longa, quando então Ligabue começa a aprender algumas técnicas de pintura e cria suas primeiras telas. Suas obras, reconhecidas e admiradas como representantes da arte Naïf, em maioria retratam animais selvagens prestes a atacar suas presas, ou mesmo em situações de conflito. Talvez as telas fossem a expressão da força e da raiva que ele guardava, dos tormentos mentais que não compreendia.
Antônio permaneceu sozinho durante seus 66 anos de existência. Apesar de ver sua arte reconhecida ainda em vida, ele não conseguia entender as pessoas em sua volta. Apaixonou-se por Cesarina, filha da dona de uma pensão em que vivia. Chegou a lhe propor casamento sendo, entretanto, repelido pela mãe da moça. O filme acompanha Ligabue até sua hospitalização em Gualtieri, após sofrer um derrame e perder parte dos movimentos.
Num diálogo do filme, Ligabue afirma que viverá para a posteridade, pois sua arte o tornará eterno. Ele estava certo. Suas belas e detalhadas esculturas hoje estão expostas em museus, e suas telas compõem o acervo de colecionadores que o respeitam e admiram.
Indicado ao Urso de Ouro e vencedor do prêmio de Melhor Interpretação no Festival de Berlim. Um filme meio difícil de assistir em certos aspectos, é arrastado e tem momentos que é corrido e não envolve tanto, mas é um bom filme. Destaque para a música de Marco Biscarini e Daniele Furlati. O filme vale mesmo a pena por conta de Elio Germano, que é um dos maiores atores italianos (e do mundo) de sua geração, em uma performance monstro como de costume. O cara simplesmente supera qualquer expectativa em qualquer papel que resolva interpretar, do mais simples ao mais complexo, de principal à coadjuvante. O filme merece ser visto por ele, apesar de ter uma parte técnica muito boa também, seu único problema é narrativo em momentos pontuais.
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Nossa não conhecia a vida desse pintor...triste e solitária ainda bem que teve auxilio de algumas pessoas. Vi dia 24/01/23.
Vale pela atuação notável do Elio Germano na pele do pintor naïf Antonio Ligabue.
"Volevo Nascondermi" (A Vida Solitária de Antonio Ligabue) é uma obra biográfica sobre o pintor e escultor italiano Antônio Ligabue. O filme é praticamente documental, mostrando passagens da vida de Antônio e os problemas que ele enfrenta desde a infância, por ser portador de doença mental. O personagem é vivido pelo ator Elio Germano, que praticamente incorpora Ligabue, tornando-se uma imagem viva do artista errante, que teve uma existência difícil e solitária, sendo internado com frequência em hospitais psiquiátricos.
O longa nos fala da solidão e do medo que permeavam a mente de Antônio. Seus ataques de fúria eram um tipo de defesa contra um mundo que não o acolhia. Foram inúmeras as vezes em que ele foi hostilizado e maltratado por causa de sua deficiência, fazendo com que percebesse a humanidade como perigosa e hostil. Já adulto, Antônio aproxima-se das crianças e dos animais; sonha com uma casa e uma esposa, a quem idealiza como uma dama divinizada. Queria uma companheira para dedicar-se gentil e servilmente e para quem compraria um castelo.
O encontro com o pintor Renato Mazzacurati também é retratado no longa, quando então Ligabue começa a aprender algumas técnicas de pintura e cria suas primeiras telas. Suas obras, reconhecidas e admiradas como representantes da arte Naïf, em maioria retratam animais selvagens prestes a atacar suas presas, ou mesmo em situações de conflito. Talvez as telas fossem a expressão da força e da raiva que ele guardava, dos tormentos mentais que não compreendia.
Antônio permaneceu sozinho durante seus 66 anos de existência. Apesar de ver sua arte reconhecida ainda em vida, ele não conseguia entender as pessoas em sua volta. Apaixonou-se por Cesarina, filha da dona de uma pensão em que vivia. Chegou a lhe propor casamento sendo, entretanto, repelido pela mãe da moça. O filme acompanha Ligabue até sua hospitalização em Gualtieri, após sofrer um derrame e perder parte dos movimentos.
Num diálogo do filme, Ligabue afirma que viverá para a posteridade, pois sua arte o tornará eterno. Ele estava certo. Suas belas e detalhadas esculturas hoje estão expostas em museus, e suas telas compõem o acervo de colecionadores que o respeitam e admiram.
vale uma conferida