Dirigido por
Duração
"We Fuck Alone" é uma sombria incursão dentro de uma fantasia masturbatória violenta. A iluminação estroboscópica e a trilha sonora pulsante criam um espaço cinematográfico estranho e alucinante, em que o desejo de continuar vendo o filme acaba por ser impelido. Como na maioria dos filmes de Noé, "We Fuck Alone sugere" um estado de alteração, provocando uma reação perceptual e visceral àquilo que é visto. Somos levados a um mundo solitário e auto-referencial de repulsa e sedução simultâneas. Aqui, combinam-se o sexo, a beleza e a violência num universo singular, que há-de ser ao mesmo tempo fascinante e inesquecível. O filme faz parte da coletânea de curtas Destricted. Recomenda-se que pessoas que sofram de eplepsia não sejam expostas ao filme, por conta de seu efeito estroboscópico.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Mano, que CHATICE!!
Passei 23 minutos igual a boneca do filme: sem expressão alguma.
Curta um pouco mais alongado,mas ainda assim desnecessário.As mesmas ideias de Noé colocadas em prática sem grandes novidades.
>Maratona Gaspar Noé - Assistido em 19 de Janeiro de 2025
Pensemos o curta de Gaspar Noé com a máxima exemplificada pelo psicanalista francês Jacques Lacan: "não há relação sexual!".
Pois bem, por mais que o enredo do curta aponte que ambos personagens se liguem à um propósito comum - os dois assistem o mesmo filme e com o mesmo objetivo, por exemplo-, notamos que eles se desconectam desse propósito na exata medida em que cada qual esbarra em suas próprias fantasias. Ou seja, a conexão dos dois é improvável se pensarmos pela lógica de que as fantasias de um sujeito sempre colocam o outro no lugar de um objeto ao qual ele não corresponde. Logo, a relação sexual está mais ligada aos desejos e fantasias de cada um do que a união dos corpos propriamente dita.
No curta isso se apresenta como crítica metalinguística à pornografia. Na pornografia não há contato se não com a própria fantasia, esse é o único contato possível. Os dois personagens estão no mesmo ambiente, separados apenas por uma parede, eles assistem ao mesmo filme e "gozam" ao mesmo tempo. Isso nos faz questionar: afinal, por quê eles não estão juntos? Bem... há aqui um esvaziamento das relações humanas; não fosse a pornografia eles estariam juntos...
"Didi, O Cupido Trapalhão" parece Bergman perto disso.