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É absurdo o simbolismo conservador — e libertador — que esse filme carrega. O Clint utiliza tanto do personagem como um alter ego para assumir seus erros passados e anacronismos com a nova geração (irritação com o uso constante de tecnologias, desconhecimento de termos preconceituosos com minorias), como para transmitir essa aura autoconsciente (a noção de que seus atos não estavam certos) e fiel às instituições (a polícia que está lá para realizar seu trabalho, os veteranos de guerra que ajudaram o país, a família que perdoa o pai/marido ausente).
Ao mesmo tempo que o Clint utiliza o lapso temporal como um extensor de conflitos (a filha que não fala com o pai há 12 anos, a ex-esposa que ainda guarda mágoas do casamento), ele usa o tempo como um instrumento redentor. Embora o protagonista tente compensar o passado com dinheiro (caso da cena em que ele paga o open bar da neta),
é só quando ele abdica diretamente do seu tempo de vida (certeza da morte pelos traficantes) para passar momentos com sua família, na busca pelo perdão e pelo tempo perdido, que ele alcança a redenção.
VAI SE FODER, GASPAR NOÉ!
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Obrigada por me aceitar [: muito época de orkut isso hahaha, mandar um "obg por act"
opa. bem? não conheço muito dele. mas já que alguma relação com bergman vou colocar na lista pra ver. Abraço
As conexões e os rompimentos são tão abruptos (me lembrando muito os vínculos afetivos em Carne Trémula), como se existisse uma efemeridade imediata nas relações e embates sociais (o romance que surge sem qualquer construção prévia, o estupro que é perdoado sem mais nem menos), que é impossível não sentir um clima absurdo de forçação de barra para a narrativa ganhar movimento.
É um filme que tenta tratar de várias temáticas (recalque, psicopatia/assassinatos, necrofilia, tauromaquia, extremismo religioso, obsessão amorosa, esquizofrenia, homossexualidade, telepatia), mas que faz tudo da maneira mais rasa possível, jogando os tópicos aleatoriamente, buscando muito mais o choque do tema do que a abordagem e o debate em si. A resolução deus ex machina é a cereja do bolo. E eu achando que o que mais me incomodaria seria a imbecilidade que é a tourada...