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Data de lançamento
2 Junho 1995Duração
Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), uma proprietária rural do interior do Iowa, seus filhos descobrem, através de cartas que a mãe deixou, do forte envolvimento que ela teve com um fotógrafo (Clint Eastwood) da National Geographic, quando a família se ausentou de casa por quatro dias.
Estas revelações fazem os filhos questionarem seus próprios casamentos.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
O filme é poético mas no fundo são dois adultos querendo viver um amor que não sabem se a convivência um com o outro sustentaria.
pelo menos ela é uma mulher lúcida em ter ficado kkkk mas ficou sonhando pelo resto da vida com um amor improvável
Não lembro em qual canal passava mas sempre tive lembranças de algumas partes, resolvi parar e ver do início ao fim, é um bom filme com uma boa história
As Pontes de Madison nos conforta e nos assusta porque nos lembra de uma verdade universal: a vida é feita de escolhas, e às vezes, amar significa ter a força necessária para deixar ir, validam a nossa dor e nos mostram que finais tristes ou separados não significam amores fracassados, esse filme me marcou profundamente na época.
Demorei muito para assitir este filme que me perseguia de certa forma, pelas resenhas muito positivas e comentários, e acredito que havia um propósito de ser no momento certo, porque, quando mais novo, com o meu moralismo embaixo do braço eu julgaria demais a Francesca, mas a vida ensina muito, que ela é implacável no tempo; tempo que não espera, que não cura como dizem, e não há preço que o faça voltar. O momento breve em que tiveram toda esta intensidade foi muito bem desenvolvido, transmitido, conduzido pela Meryl Streep e Clint Eastwood em um tema difícil de romantizar pelas circunstâncias da vida da protagonista. Ainda sobre atuações, se eu tivesse que falar de um erro grave deste filme, seria o pouco aprofundamento e atuações ruins dos demais do elenco. <br/><br/>A vida de Francesca diz muito de exemplos por aí, a reflexão dos filhos dela talvez seja uma metáfora disso, sobre o tempo que desperdiçamos em um lugar, um lar que é onde mais precisamos de suporte, amor, segurança, e muitas vezes é onde menos queremos estar pela carga que temos que suportar sozinhos. Temos certeza disso quando o volume do som do carro é aumentado. <br/><br/>Deixamos de viver para viverem por nós. Mas quem sabe estamos também fazendo alguém suportar... Cabe mudar, deixar ir, ou ir.
O filme é muito bem conduzido, é envolvente e com uma sensibilidade que constrói um clima apaixonante.
Clint Eastwood e Meryl Streep carregam o filme com força e maestria, como talvez só os dois pudessem fazer, e ela em particular acrescenta uma delicadeza para a trama que é muito bem-vinda.
Torna-se muito fácil se identificar com ambos os personagens, sendo perceptível que um preenche algo que está faltando na vida do outro, é como se um passasse a ser luz para o outro e isso iluminasse a ambos.
Ele ainda representa para ela a liberdade de viver uma vida com leveza e dando vazão a seus sonhos, algo que ela já sonhou um dia e ficou adormecido muito por ela estar completamente perdida de si mesma em um casamento, uma vida que não reflete mais a sua essência.
Esse é um dos romances mais inesquecíveis do cinema e acho que é justamente por representar não só um romance puramente físico ou passional, mas uma conexão ímpar de um encontro de pensamentos, de almas, algo que foge totalmente dos planos, e é proporcionado apenas por uma força do destino que repentinamente os une da maneira mais inesperada e ainda sim mais forte que eles mesmos.
Assistido novamente em 10 de agosto de 2026.
Nota: 10/10