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Temporada extremamente tímida em resolver suas questões. É como se a direção sempre estivesse pensando que seria "cedo demais" para entregar ao público algum desfecho. No final das contas tudo foi resolvido nos últimos 15 minutos da temporada, de forma muito apressada e fraca.
Boa parte das construções de enredo que demoraram vários episódios para serem feitas se tornaram irrelevantes no final das contas.
De todo modo continua sendo uma série instigante, mas aquele sentimento de "vai dar merda a qualquer momento" que existia em todas as temporadas se perdeu um pouco.
O diferente em relação a outras versões de Nosferatu fica por conta da estética impecável que agrega muito na narrativa do longa. É surpreendente o que Eggers fez aqui!
Assistir o filme nas telonas do cinema é uma experiência de fascínio quase hipnotizante.
No entanto, algumas semanas após ver o filme tenho a sensação de que apenas isso "permaneceu" comigo: a estética. A direção peca muito na missão de transmitir algo através dos personagens; é como se realmente não nos importássemos com nenhum deles.
Excelente! Me lembrou muito de "As Bestas" do Rodrigo Sorogoyen.
Acabe com eles é um estudo incisivo sobre como a masculinidade se perpetua em ambientes isolados. O diretor conseguiu demonstrar uma habilidade muito sensível ao usar o cinema não apenas como entretenimento, mas como espelho de dinâmicas sociais urgentes. O filme deixa uma marca perturbadora, questionando até que ponto esses ciclos transgeracionais podem ser quebrados, ou se estão fadados a se repetir eternamente.
A possibilidade de ruptura parece estar concentrada nas mulheres da trama: a mãe de Michael que decide fugir do ambiente angustiante em que vivia (mas infelizmente morre ao se manifestar) e a esposa de Gary, em sua constante busca por empregos no ambiente urbano.
A densidade narrativa é muito tocante. A todo momento convivi com a sensação de que os personagens, principalmente os homens, queriam falar algo do qual lhes faltavam palavras, como se tivessem algo a dizer mas não conseguissem. Uma verdadeira claustrofobia emocional.
O desfecho do longa justifica sua construção lenta ao entregar uma catarse brutal e poeticamente inevitável. A atuação de Abbott e Keoghan conseguiram transcender o estereótipo masculino, humanizando personagens que poderiam ser meros arquétipos da violência.
Não há como negar que o longa também me fez lembrar de "Ataque dos Cães", de 2021, principalmente pelo compartilhamento de um certo estilo narrativo e ambientação.