O filme mostra personagens reais sem enfeites, espécies de peões, gente bruta que vive em um ambiente também bruto, com uma cultura violenta, física ou não. Todos no seu dia a dia normal, em ritmo lento e sem trilha sonora, apenas o som ambiente de uma cidade pequena e da mata. por se passar na Bulgária podemos ver como o povo do leste europeu se sente inferiorizado em relação ao ocidente, meio que vistos como os caipiras da Europa, esse talvez seja o ponto mais interessante...num vilarejo pequeno de um país que já é pequeno. Às vezes os diálogos excessivamente simples cansam principalmente na primeira metade do filme, depois melhora. Mas no geral é interessante. O jeito seco do povo do leste chama a atenção, principalmente para quem é brasileiro acostumado com a nossa leveza. Filmicca
Um filme rude, que mesmo tendo um ou dois personagens principais, tem um mínimo de história ou então ela é toda fracionada. A diretora optou por mostrar as relações desses homens num acampamento de trabalho e nas circunvizinhanças do que propriamente narrar uma história tradicional com começo, meio e fim. Para quem não se entusiasmou muito (meu caso), restou ver na tela um pouco da desconhecida Bulgária, ainda que a comunidade retratada não represente a totalidade do país, claro. Western, o título, pode lembrar homens em confronto, cavalos, armas, brigas etc., faroeste, em suma, mas também Ocidente, no caso a rica Alemanha em oposição à Bulgária, uma economia um tanto estagnada da Europa Oriental. Oposição que Meinhard prefere ignorar, como alguém que ignorasse fronteiras entre países e povos. Seria isso?
“Western” é quase um filme sobre o que teria acontecido com o protagonista de “Beau Travail” da Claire Denis. Cinematograficamente é meio que uma versão solar e calorosa do longa-metragem francês. Acho significativo apontar o interesse da diretora no registro naturalista destes homens que trabalham juntos, em uma convivência bruta e árida. É difícil ignorar os ecos da obra de 1999, sobretudo ao assistir as sugestivas trocas de olhares entre Meinhard e Vincent.
No final das contas, é mais sobre construir do que procurar. Trata-se de um homem que não possui mais nada. Nem saudades. Ele guarda a faca e dança. Agora, além de construir pontes, ele constrói relações.
O filme mostra personagens reais sem enfeites, espécies de peões, gente bruta que vive em um ambiente também bruto, com uma cultura violenta, física ou não. Todos no seu dia a dia normal, em ritmo lento e sem trilha sonora, apenas o som ambiente de uma cidade pequena e da mata. por se passar na Bulgária podemos ver como o povo do leste europeu se sente inferiorizado em relação ao ocidente, meio que vistos como os caipiras da Europa, esse talvez seja o ponto mais interessante...num vilarejo pequeno de um país que já é pequeno. Às vezes os diálogos excessivamente simples cansam principalmente na primeira metade do filme, depois melhora. Mas no geral é interessante. O jeito seco do povo do leste chama a atenção, principalmente para quem é brasileiro acostumado com a nossa leveza. Filmicca
cansativo e sem atrativos
homens sendo homens só que no país dos outros. muito claro nas suas intenções mas opaco na forma como as executa. não liguei muito.
Um filme rude, que mesmo tendo um ou dois personagens principais, tem um mínimo de história ou então ela é toda fracionada. A diretora optou por mostrar as relações desses homens num acampamento de trabalho e nas circunvizinhanças do que propriamente narrar uma história tradicional com começo, meio e fim. Para quem não se entusiasmou muito (meu caso), restou ver na tela um pouco da desconhecida Bulgária, ainda que a comunidade retratada não represente a totalidade do país, claro. Western, o título, pode lembrar homens em confronto, cavalos, armas, brigas etc., faroeste, em suma, mas também Ocidente, no caso a rica Alemanha em oposição à Bulgária, uma economia um tanto estagnada da Europa Oriental. Oposição que Meinhard prefere ignorar, como alguém que ignorasse fronteiras entre países e povos. Seria isso?
#52FilmsByWomen (41)
“Western” é quase um filme sobre o que teria acontecido com o protagonista de “Beau Travail” da Claire Denis. Cinematograficamente é meio que uma versão solar e calorosa do longa-metragem francês. Acho significativo apontar o interesse da diretora no registro naturalista destes homens que trabalham juntos, em uma convivência bruta e árida. É difícil ignorar os ecos da obra de 1999, sobretudo ao assistir as sugestivas trocas de olhares entre Meinhard e Vincent.
No final das contas, é mais sobre construir do que procurar. Trata-se de um homem que não possui mais nada. Nem saudades. Ele guarda a faca e dança. Agora, além de construir pontes, ele constrói relações.