Two sisters, May, older, naive, and June, younger and worldly, arrive in New York straight from the country and settle down in a boarding house. Their search for jobs leads them to find beaus and romantic trouble.
Será que a Dorothy Arzner está prestes a me tornar um neo-macmahonista? (risos) Assisti a alguns de seus filmes pré-Code, desde o final de semana, e estou francamente impressionado, para além da relevância e audácia dos enredos que conduz, feministas em duplo grau (porque tendente ao lesbianismo observacional e desejoso, também - ambos de caráter reflexivo e inoculador), ela compõe enquadramentos elaboradíssimos, como os que são observados neste filmaço, com várias camadas de análise prisional de cunho moralista. Trata-se de uma cineasta que empurra suas personagens ao enfrentamento e ao combate, num subgênero (a comédia romântica) que, ao longo dos anos, objetificou as mulheres. É interessantíssimo como, aqui, ela estabelece os contrastes entre os comportamentos da irmã: uma, mais nova e pragmática; outra, mais velha e estudada, porém ingênua e deslumbrada quanto às promessas dos homens. O uso do som é diegeticamente inventivo, com aproveitamento sagaz dos espaços de onde provêm os ruídos. Amei tudo o que tem a ver com aquela janela festiva. E quantas sapatões, infelizmente aprisionadas pelo assédio vitalino (lamentavelmente, temi estar identificado). Filme de autora, maravilhoso: a frase final antecipa o sumo impacto sardônico de QUANTO MAIS QUENTE MELHOR. A-do-rei! (WPC>)
Será que a Dorothy Arzner está prestes a me tornar um neo-macmahonista? (risos) Assisti a alguns de seus filmes pré-Code, desde o final de semana, e estou francamente impressionado, para além da relevância e audácia dos enredos que conduz, feministas em duplo grau (porque tendente ao lesbianismo observacional e desejoso, também - ambos de caráter reflexivo e inoculador), ela compõe enquadramentos elaboradíssimos, como os que são observados neste filmaço, com várias camadas de análise prisional de cunho moralista. Trata-se de uma cineasta que empurra suas personagens ao enfrentamento e ao combate, num subgênero (a comédia romântica) que, ao longo dos anos, objetificou as mulheres. É interessantíssimo como, aqui, ela estabelece os contrastes entre os comportamentos da irmã: uma, mais nova e pragmática; outra, mais velha e estudada, porém ingênua e deslumbrada quanto às promessas dos homens. O uso do som é diegeticamente inventivo, com aproveitamento sagaz dos espaços de onde provêm os ruídos. Amei tudo o que tem a ver com aquela janela festiva. E quantas sapatões, infelizmente aprisionadas pelo assédio vitalino (lamentavelmente, temi estar identificado). Filme de autora, maravilhoso: a frase final antecipa o sumo impacto sardônico de QUANTO MAIS QUENTE MELHOR. A-do-rei! (WPC>)