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Data de lançamento
7 Março 1975Duração
Um homem em seus últimos dias de vida relembra o passado. Entre as memórias pessoais da infância e adolescência, da mãe, da Segunda Guerra Mundial e de um doloroso divórcio, estão também momentos que contam a história da Rússia numa mistura de flashbacks, tomadas históricas e poesia original.
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Não é pra mim não e é isso.
Direção de fotografia estupenda!
Assistido em 27/05/26.
Ao revisitar esta distinta obra-prima, percebe-se o quão valiosa e poética é a câmera do diretor soviético. Pois, funcionando como suas lembranças, eis um sublime filme levemente autobiográfico repleto de visuais e sons que apenas as paredes da memória são capazes de fornecer. Lírico, profundo, intenso e incrível, e de modo não convencional onde o indefinível penetra a monotonia, é sobre as dores e as delícias cicatrizadas, em cada cidadão, por essa divindade chamada vida. Passado, presente e futuro coexistindo em peso, como reflexos. Ou seja, demonstrando que talvez o maior medo dos pais/filhos seja realmente o espelho se quebrar. Recomenda-se entregar-se ao deleite estético e imagético do longa, neste onirismo hipnotizante que iguala o mundano ao milagroso.
Já disse por aqui mas repito. Não sou um amante ferrenho de cinema visual. Explico: óbvio que um bom criador leva em conta e sabe brincar com o visual de sua obra, mas gosto mesmo de acompanhar uma boa história. Tarkovski quebra essa minha ideia pois ele tem as duas coisas, e alias, até supera a expectativa pois a aparência de seus filmes é de outro mundo.
Visto no cinema. Experiência legal!
Belo filme.