Zim, Boum, Boum!

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Zim, Boum, Boum! (1877)
Zim, Boum, Boum!
Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 8 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
8 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Émile Reynaud
País de origem França 🇫🇷
Duração 1 min None

Dirigido por

Duração

1 minutos
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Sinopse

Animação de praxinoscópio de um menino usando um terno verde tocando um tambor e um címbalo. Série 1, número 10.

Gênero:
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Elenco

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Dom de Iludir | Trailer oficial

Dom de Iludir (1ª Temporada)

Comentários 0
amigos querem ver
victordamiao
Victor Damião
½
7 meses atrás

Zim, Boum, Boum é o tipo de peça que lembra, sem cerimônia, que a animação nasceu primeiro como ritmo — antes de ser narrativa, personagem “psicológico” ou espetáculo de longa duração. Feita por Émile Reynaud para o praxinoscópio, ela existe para um gesto curto e insistente: um pequeno músico (um menino de roupa verde) tocando tambor e pratos, um número que se repete em loop com a precisão de uma partitura visual.

A força do praxinoscópio está na forma como ele “limpa” a experiência dos brinquedos ópticos anteriores: ao substituir as fendas do zootrópio por um círculo interno de espelhos, ele estabiliza a imagem e torna o movimento menos trêmulo, mais contínuo ao olho. E é exatamente esse tipo de fluidez que Zim, Boum, Boum explora: não há espaço para nuance longa; há espaço para clareza. O corpo se organiza em poses legíveis, as mãos sugerem o ataque rítmico, e a repetição vira sentido em vez de limitação — porque o tema já é repetição (bateria, batida, refrão).

O título é quase onomatopeia — e isso importa. Ele não descreve um enredo; descreve um som imaginário. A peça funciona como um truque de sinestesia: você “ouve” com os olhos. O que se vê não é música, mas um conjunto de sinais suficientes para que o cérebro complete a música. Esse mecanismo — sugerir mais do que mostrar — é uma das engrenagens centrais da animação e aparece aqui em estado embrionário, mas plenamente eficaz.

Do ponto de vista histórico, Zim, Boum, Boum tem um lugar bem definido: ele é listado como a décima animação da Série 1 das tiras de praxinoscópio (1877–1879) produzidas por Reynaud. Dito de outro modo: ela não é só “uma curiosidade antiga”; ela fecha uma série como quem fecha um set musical — com energia, com impacto imediato, com gesto que se entende de relance.

Assistir hoje é aceitar uma métrica diferente: a peça não oferece evolução dramática, porque sua inteligência está no loop; ela não pede que você acompanhe, pede que você perceba. E, nesse recorte, ela continua moderna: é um micro-GIF do século XIX, uma cápsula de movimento que existe para ser repetida, não para terminar. Se a beleza de L’Aquarium (O Aquário) está na contemplação, Zim, Boum, Boum está na pulsação. E talvez por isso ela sobreviva tão bem: a batida é uma das formas mais antigas de prender a atenção humana — inclusive quando não há som nenhum.

hermit
Tales
2 anos atrás

Simpático!

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