Compartilhe "007: A Serviço Secreto de Sua Majestade" com seus amigos:
Link copiado para a área de transferência!
Sinopse
James Bond precisa deter Blofeld, que planeja lançar um virus que irá destruir toda a vida animal e vegetal no planeta. Para essa missão, Bond recebe a ajuda de Teresa di Vicenzo, e acaba apaixonando-se por ela.
Após a decisão de Sean Connery de se aposentar como 007, os produtores provaram que seria possível manter a franquia em alto nível mesmo sem ele.
Mesmo mantendo a essência, o filme procurou diminuir os exageros de ficção científica e gadgets vistos anteriormente e focar em um enredo menos excêntrico, mostrando um lado mais humano do James Bond que até se apaixona durante a missão.
Na parte técnica o filme também mostrou evolução, a edição é mais ágil, com lutas mais bem coreografadas, além das cenas de ação com efeitos mais realistas. As sequências de perseguição com esquis na neve e o ataque ao Piz Gloria empolgam e são visualmente impressionantes. Interessante também que ao contrário dos outros filmes a "Bond Girl" desta vez tem participação efetiva na história e não serve apenas um enfeite, como era o padrão da franquia.
Pena que o inexperiente Lazenby, apesar de entregar mais nas cenas de ação, não tenha conseguido trazer o mesmo carisma, charme, nem a ironia do 007 imortalizado pelo Sean Connery. Outra problema foi a falta de continuidade em relação ao filme anterior, onde Bond e Blofeld se encontraram face a face mas desta vez os dois agem como se nunca tivessem se visto antes, o que não tem lógica nenhuma. Além disso o plano de Blofeld de espalhar o "Vírus de Esterilidade" através algumas mulheres infectadas nunca é bem explicado e parece muito fora da realidade.
Mesmo com alguns furos de roteiro, este ainda é o segundo melhor filme da "fase clássica" só perdendo para "Moscou Contra 007". O filme também é muito lembrado pelo desfecho trágico com o assassinato da Tracy logo após a cerimônia de casamento com o James Bond. Este é considerado o final mais triste de toda a franquia e foi a primeira vez que um filme de Bond terminou sem o "final feliz" tradicional.
Curiosidade: Os produtores originalmente pretendiam explicar a mudança de atores principais dizendo que Bond havia sido submetido a uma cirurgia plástica porque seu rosto "antigo" agora era muito conhecido por espiões e terroristas estrangeiros para que ele se disfarçasse.
Sean Connery abandonou a franquia (pela primeira vez). Com isso, os produtores decidiram dar uma chance ao desconhecido George Lazenby e mudar drasticamente o tom da franquia, apresentando uma trama mais sóbria e moderada. Uma bem-vinda mudança.
E assim 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade foi lançado, sendo um dos filmes mais diferentes de toda a trajetória de Bond nos cinemas. Desde o estranhamento inicial por não contar com Sean Connery pela primeira vez em sete filmes, passando pela ruptura brusca com o tom cartunesco do filme anterior, tudo faz deste longa uma experiência bastante incomum no universo de James Bond.
E se a narrativa adota o tom mais sóbrio, o mesmo não pode se dizer dos figurinos e cenários. O longa é com alguma folga o que possui a identidade visual mais extravagante da franquia. Isso se mostra com cenários vibrantes e Bond com um visual mais exótico - incluindo sua vestimenta escocesa.
George Lazenby é visivelmente menos carismático do que o "outro camarada", mas não chega a atrapalhar o andamento narrativo. Na cena dramática mais exigente de toda a franquia clássica, o ator consegue convencer. Destaca-se também sua química com Diana Rigg, que, é uma das melhores e mais subestimadas bond-girls de todas.
Já Telly Savallas encarna a segunda versão de Blofeld nas telas. E se o ator perde em imponência para Donald Pleascence, compensa com uma atuação mais física e ativa, sendo o Blofeld mais combativo de todos. Um dos pontos negativos do roteiro reside justamente na lógica proposta pela franquia e que desliza ao
[/spoiler] reunir Bond e Blofeld sem que o segundo reconheça o primeiro após os eventos do filme anterior, mesmo que seu disfarce se limite ao uso de óculos e de sotaque. [spoiler]
A direção de Peter Hunt, editor dos outros cinco filmes da franquia, é sólida sob os aspectos dramáticos e também mostra qualidade ao filmar sequências de ação - em especial, combates físicos e perseguições. O deslize fica por conta de uma quebra de ritmo bastante acentuada durante o segundo ato, onde o filme desacelera e a trama fica um pouco monótona.
007 A Serviço Secreto de Sua Majestade é o filme mais excêntrico da franquia. Uma tentativa válida dos produtores em retornar à horizontes mais moderados e humanos, com uma das melhores bond-girls de toda a franquia.
* **George Lazenby** como *James Bond* — um agente sem carisma e totalmente deslocado do papel * **Diana Rigg** como *Tracy di Vicenzo* — a mulher que se torna esposa de Bond * **Telly Savalas** como *Ernst Stavro Blofeld* — o vilão da SPECTRE, aqui mais humano e direto
🎞️ **Enredo & História** Este é o único filme da franquia estrelado por George Lazenby, e também o mais controverso. A trama mostra Bond enfrentando novamente Blofeld enquanto, de forma inédita, se envolve emocionalmente a ponto de se casar — algo que quebra a essência clássica do personagem. A decisão de matar a recém-esposa no final soa forçada e melodramática, mais próxima de um drama classe C do que de um thriller de espionagem sofisticado.
🎥 **Produção, Fotografia e Efeitos Especiais** Apesar de algumas locações interessantes nos Alpes suíços, o filme sofre com ritmo lento, direção sem impacto e ação mal coreografada. Os efeitos especiais são discretos e pouco inspirados, reforçando a sensação de um projeto abaixo do padrão da franquia.
🎭 **Atuações** Lazenby é o grande erro: sem presença, charme ou credibilidade como 007. Diana Rigg até tenta sustentar o drama, enquanto Telly Savalas (o famoso Kojak) é a única escolha realmente acertada, entregando um Blofeld mais físico e intimidador — ainda que desperdiçado pelo roteiro.
🎬 **Sequências & Filmes Semelhantes** Filme isolado na saga, sucedido por *007 – Os Diamantes São Eternos*, com o retorno de Sean Connery. Filmes semelhantes incluem *Com 007 Só Se Vive Duas Vezes*, porém com execução superior.
✅ **Vale a pena assistir?** Apenas por curiosidade histórica. Um capítulo decepcionante que interrompeu o bom momento da franquia.
Após a decisão de Sean Connery de se aposentar como 007, os produtores provaram que seria possível manter a franquia em alto nível mesmo sem ele.
Mesmo mantendo a essência, o filme procurou diminuir os exageros de ficção científica e gadgets vistos anteriormente e focar em um enredo menos excêntrico, mostrando um lado mais humano do James Bond que até se apaixona durante a missão.
Na parte técnica o filme também mostrou evolução, a edição é mais ágil, com lutas mais bem coreografadas, além das cenas de ação com efeitos mais realistas. As sequências de perseguição com esquis na neve e o ataque ao Piz Gloria empolgam e são visualmente impressionantes. Interessante também que ao contrário dos outros filmes a "Bond Girl" desta vez tem participação efetiva na história e não serve apenas um enfeite, como era o padrão da franquia.
Pena que o inexperiente Lazenby, apesar de entregar mais nas cenas de ação, não tenha conseguido trazer o mesmo carisma, charme, nem a ironia do 007 imortalizado pelo Sean Connery. Outra problema foi a falta de continuidade em relação ao filme anterior, onde Bond e Blofeld se encontraram face a face mas desta vez os dois agem como se nunca tivessem se visto antes, o que não tem lógica nenhuma. Além disso o plano de Blofeld de espalhar o "Vírus de Esterilidade" através algumas mulheres infectadas nunca é bem explicado e parece muito fora da realidade.
Mesmo com alguns furos de roteiro, este ainda é o segundo melhor filme da "fase clássica" só perdendo para "Moscou Contra 007". O filme também é muito lembrado pelo desfecho trágico com o assassinato da Tracy logo após a cerimônia de casamento com o James Bond. Este é considerado o final mais triste de toda a franquia e foi a primeira vez que um filme de Bond terminou sem o "final feliz" tradicional.
Curiosidade: Os produtores originalmente pretendiam explicar a mudança de atores principais dizendo que Bond havia sido submetido a uma cirurgia plástica porque seu rosto "antigo" agora era muito conhecido por espiões e terroristas estrangeiros para que ele se disfarçasse.
Sean Connery abandonou a franquia (pela primeira vez). Com isso, os produtores decidiram dar uma chance ao desconhecido George Lazenby e mudar drasticamente o tom da franquia, apresentando uma trama mais sóbria e moderada. Uma bem-vinda mudança.
E assim 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade foi lançado, sendo um dos filmes mais diferentes de toda a trajetória de Bond nos cinemas. Desde o estranhamento inicial por não contar com Sean Connery pela primeira vez em sete filmes, passando pela ruptura brusca com o tom cartunesco do filme anterior, tudo faz deste longa uma experiência bastante incomum no universo de James Bond.
E se a narrativa adota o tom mais sóbrio, o mesmo não pode se dizer dos figurinos e cenários. O longa é com alguma folga o que possui a identidade visual mais extravagante da franquia. Isso se mostra com cenários vibrantes e Bond com um visual mais exótico - incluindo sua vestimenta escocesa.
George Lazenby é visivelmente menos carismático do que o "outro camarada", mas não chega a atrapalhar o andamento narrativo. Na cena dramática mais exigente de toda a franquia clássica, o ator consegue convencer. Destaca-se também sua química com Diana Rigg, que, é uma das melhores e mais subestimadas bond-girls de todas.
Já Telly Savallas encarna a segunda versão de Blofeld nas telas. E se o ator perde em imponência para Donald Pleascence, compensa com uma atuação mais física e ativa, sendo o Blofeld mais combativo de todos. Um dos pontos negativos do roteiro reside justamente na lógica proposta pela franquia e que desliza ao
[/spoiler] reunir Bond e Blofeld sem que o segundo reconheça o primeiro após os eventos do filme anterior, mesmo que seu disfarce se limite ao uso de óculos e de sotaque. [spoiler]
A direção de Peter Hunt, editor dos outros cinco filmes da franquia, é sólida sob os aspectos dramáticos e também mostra qualidade ao filmar sequências de ação - em especial, combates físicos e perseguições. O deslize fica por conta de uma quebra de ritmo bastante acentuada durante o segundo ato, onde o filme desacelera e a trama fica um pouco monótona.
007 A Serviço Secreto de Sua Majestade é o filme mais excêntrico da franquia. Uma tentativa válida dos produtores em retornar à horizontes mais moderados e humanos, com uma das melhores bond-girls de toda a franquia.
Nota: 7,5
Diana Rigg foi a Bond Girl mais injustiçada de todas.
🎬 **Crítica | 007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty’s Secret Service, 1969)**
**Ano:** 1969 | **Duração:** 142 minutos
**Gêneros:** Espionagem • Drama • Ação
**Elenco principal:**
* **George Lazenby** como *James Bond* — um agente sem carisma e totalmente deslocado do papel
* **Diana Rigg** como *Tracy di Vicenzo* — a mulher que se torna esposa de Bond
* **Telly Savalas** como *Ernst Stavro Blofeld* — o vilão da SPECTRE, aqui mais humano e direto
🎞️ **Enredo & História**
Este é o único filme da franquia estrelado por George Lazenby, e também o mais controverso. A trama mostra Bond enfrentando novamente Blofeld enquanto, de forma inédita, se envolve emocionalmente a ponto de se casar — algo que quebra a essência clássica do personagem. A decisão de matar a recém-esposa no final soa forçada e melodramática, mais próxima de um drama classe C do que de um thriller de espionagem sofisticado.
🎥 **Produção, Fotografia e Efeitos Especiais**
Apesar de algumas locações interessantes nos Alpes suíços, o filme sofre com ritmo lento, direção sem impacto e ação mal coreografada. Os efeitos especiais são discretos e pouco inspirados, reforçando a sensação de um projeto abaixo do padrão da franquia.
🎭 **Atuações**
Lazenby é o grande erro: sem presença, charme ou credibilidade como 007. Diana Rigg até tenta sustentar o drama, enquanto Telly Savalas (o famoso Kojak) é a única escolha realmente acertada, entregando um Blofeld mais físico e intimidador — ainda que desperdiçado pelo roteiro.
🎬 **Sequências & Filmes Semelhantes**
Filme isolado na saga, sucedido por *007 – Os Diamantes São Eternos*, com o retorno de Sean Connery. Filmes semelhantes incluem *Com 007 Só Se Vive Duas Vezes*, porém com execução superior.
✅ **Vale a pena assistir?**
Apenas por curiosidade histórica. Um capítulo decepcionante que interrompeu o bom momento da franquia.
⭐ **Nota:** **2 / 10**
#cinema #filme #JamesBond #007 #OnHerMajestysSecretService #classicosdocinema #filmesantigos #cinelovers #moviecritic 🍸🎬
Estou assistindo todos em sequência. Este só perde para Goldfinger, apesar das cenas aceleradas que não curti.