George Webber (Dudley Moore) é um compositor de sucesso, que vê Jenny Hanley (Bo Derek), uma noiva, a caminho da igreja. Ela o deixa totalmente obcecado, sendo que deste instante em diante estar com ela passa a ser a meta da sua vida, apesar de ter uma sólida relação com Samantha Taylor (Julie Andrews), uma renomada cantora e atriz. Esta busca vai lhe provocar uma estranha reação.
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Black Edwards era um cineasta que primava majestosamente com temas polêmicos, sensíveis de críticas sociais e seus textos excelentes contidos nas comédias as quais dirigiu, um verdadeiro iconoclasta cinematográfico cujo tinha muito a dizer. Além de claro suas obras serem deliciosos de se ver (tenho saudades de filmes assim nas sessões vespertinas).
Em MULHER NOTA 10, nem me lembrava mais do enredo por haver décadas que não o via. A trilha cancional é excelente, os diálogos são ótimos e a fotografia faz jus em todo o trabalho de seu realizador. Todavia, Dudley Moore está histriônico como de costume. Mas Bo Derek está linda! E Julie Andrews fabulosa, como de praxe em todo filme de fez com seu então marido, Black Edwards. Pode até não ser o melhor trabalho do grande mestre Black Edwards, mas ainda assim é muito, mais muito bom.
Uma comédia romântica razoável. Conta com uma grande variedade de lindas mulheres em cenas de nudez, isso certamente contribuiu para que o filme se tornasse um verdadeiro fenômeno de bilheteria na época. Lembrando muito as famosas pornochanchadas brasileiras onde os diretores sempre achavam algum pretexto pra encaixar uns peitinhos nas cenas.
Neste filme o principal motivo eram as orgias na casa do vizinho, que George sempre bisbilhotava através do seu telescópio.
Essas visões despertavam no quarentão sentimentos de melancolia e pioravam sua "menopausa masculina", trazendo a impressão de que sua vida estava sendo desperdiçada sem ser devidamente aproveitada em seu relacionamento insosso com sua "ficante". Essa crise de meia idade acaba levando ele a buscar novas formas de se auto afirmar e melhor aproveitar o que resta de seu tempo, fazendo a sua vida valer mais a pena. Essa jornada faz com que George reflita sobre o que deve realmente deveria valorizar.
O que estraga o filme é o desfecho extremamente previsível e clichê com o cara voltando pra sua vidinha sem graça e fingindo ter encontrado um novo sentido pra vida e para seu relacionamento desgastado, deixando a gostosa Jenny abandonada pelada numa cama!
Finalzinho politicamente correto e inverossímil pra agradar o público conservador dos anos 70... Afinal trocar a Bo Derek pela coroa Julie Andrews só mesmo na ficção.
Esse filme consegue ser sofisticado e pastelão ao mesmo tempo, é um típico filme q não se faz mais hoje em dia.
22/02/2019
Bem legal
215. (08/01/2019)
Acho que aqui a comédia é deixada um pouco de lado (mesmo aparecendo), é um romance agradável sim. Porém, acho que poderia ter um tempo a menos e não duas horas de direção, talvez por isso pareça ser mais fraco, ou não, sei lá. É o que eu acho.
E a Bo Derek, nesse filme, parece uma princesa da Grécia Antiga! Meldels!