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Data de lançamento
27 Junho 2025Duração
Cabul, 15 de agosto de 2021. Enquanto as tropas americanas se retiram, os Talibãs tomam a capital. Milhares de afegãos buscam refúgio na Embaixada da França, protegida pelo comandante Mohamed Bida e seus homens. Cercado, ele negocia com os Talibãs para organizar um comboio da última chance em direção ao aeroporto.
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Que coisa mal feita foi a retirada das tropas de lá.
Triste, triste.. vim também pela história da fuzileiro naval Nicole Gee ... 17/05/26.
Thriller político franco-belga que faz uma varredura no caos que virou o Afeganistão com queda de Cabul em agosto de 2021, quando integrantes do movimento fundamentalista islâmico Talibã retornaram ao poder, logo após a saída das tropas americanas do território. Milhares de afegãos buscaram sair do país, tendo a Embaixada da França como um ponto de apoio. A história do tenso filme recorta esse período, acompanhando a exaustiva missão do comandante Mohamed Bida, responsável pela segurança da Embaixada da França e sua equipe: eles ficaram encarregados de proteger 500 refugiados e conduzi-los até o aeroporto durante o avanço das tropas talibãs, que atiravam para matar, gerando caos e medo no país. Escrito e dirigido por Martin Bourboulon, da duologia “Os três mosqueteiros: D'Artagnan” (2023) e “Os três mosqueteiros: Milady” (2023), o longa transforma em cinema de ação e guerra o relato do comandante Mohamed Bida – é baseado no livro homônomo de, chamado “13 days, 13 nights in the hell of Kabul”. O filme constrói uma atmosfera sufocante, com uma fotografia de calor e cansaço pelos tons fortes de amarelo e laranja. O ator Roschdy Zem, de “Eu, que te amei” (2025), encarna o protagonista à beira do colapso, sustentando o peso dramático da trama. As atrizes Lyna Khoudri, de “A crônica francesa” (2021), e Sidse Babett Knudsen, de “Filhos” (2024), reforçam o elenco internacional, proporcionando camadas de humanidade às personagens. Um ótimo filme de corrida contra o tempo e sobrevivência, que se passa na cidade devastada de Cabul após duas décadas de invasão dos Estados Unidos (2001-2021), em que se faz um registro preciso da grave crise humanitária que eclodia naquele país do Oriente Médio. Exibido no Festival de Cannes e indicado ao César de melhor montagem, o longa não é apenas um relato de guerra, mas um testemunho sobre resistência e solidariedade em meio ao desespero de uma população abandonada à própria sorte. Segue desde semana passada nos cinemas, com distribuição da California Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Esse é o primo pobre da obra-prima ganhadora do Oscar "Quo Vadis, Aida?". Tudo se resume em cenas de ação clichês e uma estrutura muito básica de roteiro, onde sempre no último segundo surge algum imprevisto pra gerar tensão, o filme todo tem essa estrutura de jogo de vídeo game e vai ficando cansativo.
Mas mesmo o filme apostando o tempo todo em cenas de ação, tensão e tiroteios, ainda assim os acontecimentos reais são muito mais chocantes do que os mostrados aqui (Como esquecer do povo correndo atrás, se pendurando e caindo dos aviões?). Aqui o tempo todo ficamos querendo sair da embaixada da França pra saber da situação do país como um todo, mas a obra fica o tempo todo querendo fazer tensões com negociações enfadonhas e previsíveis e até mesmo picuinhas internas como afegãos (Aqui estão sempre sendo mostrados como briguentos ou pobres coitados) discutindo com os guardas ou o chefe da embaixada fazendo frases motivacionais de liderança e propondo desafios perigosos pra mulher, muito cansativo.
A jornalista passa muitos apuros o tempo todo, mas alguns são tão sem sentido que parecem terem sido feitos de última hora, é realmente estranho ela e sua amiga atrapalhada serem deixadas de fora pra depois conseguirem entrar de novo (Sendo que ninguém conseguiu entrar depois dos artistas afegãos que entraram com ajuda, só elas conseguiram entrar sozinhas). Não tem sentido nenhum, pura conveniência do roteiro, os personagens principais são como players de jogos, enquanto o resto é tudo NPC.
E no final..
O homem bomba explode, mas obviamente os "heróis" do filme sobrevivem, mesmo eles estando do lado do terrorista, enquanto a mocinha militar que o protagonista acabou de conhecer, que estava do lado de cima (portanto tinha mais chances de sobreviver) morre junto com os guardas, mas os personagens principais estranhamente sobrevivem (até a jornalista que nem tinha subido, portanto era pra ter sido a primeira a morrer já que estava do lado do terrorista, mas no final do filme ela ainda aparece, nem acreditei quando vi), mas a cena só serve pro militar do filme ter finalmente o seu protagonismo total após a gente pensar que ele morreu com o veículo capotando, mas ele sobrevive pra encerrar o filme com ele chorando pela mocinha que acabou de conhecer, no final das contas o filme é uma espécie de mini regime talibã, usando mulheres apenas pra realçar os homens.
As mulheres sempre nos serviços maternais (a única que troca a fralda é a única mulher do Exército) e o homem nem sabe segurar o bebê, emotivas, tremem de medo ou gritam com os tiros disparados ao redor delas. Enquanto os homens são sempre valentes, negociadores, motivadores e pouco afeito as emoções, nunca tremem ou gritam assustados, são sempre corajosos e nunca se abalam. No final, o diretor desse filme acaba muito mais próximo dos fanáticos do islã do que ele imagina..
Roschdy Zem é uma boa presença no quesito poker face.