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Maria, uma garota de 14 anos, é uma católica fundamentalista, que vive sua vida de um jeito moderno, porém seu coração pertence a Jesus. Ela quer se tornar santa e alcançar o paraíso. Ninguém, nem mesmo um garoto pelo qual se interessa, conseguirá convencê-la do contrário.
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Acho que o Bergman me estragou para estes filmes de denúncia ao retrocesso do pensamento religioso, isso porquê Bergman era tão genial que conseguia defender muito bem os dois lados da discussão, algo distante neste 14 estações de maria. A insanidade é tanta da família retratada que penso que até que um fervoroso religioso deverá desconfiar deste comportamento, até porquê vai de encontro direto ao tema suicídio, algo que todas as religiões abominam. Sendo assim a resolução acaba não fazendo muito sentido.
Filme interessante, que provoca, e traz um certo incômodo pela arduidade da história, a direção audaciosa, e criativa prende a atenção, mesmo com o ritmo lento do filme. Coitada da Maria, consternada, e vítima de um emaranhado de dogmas religiosos, e adultos fanáticos e sem noção, o filme vai nos deixando estarrecido com os desdobramentos, e é lastimável....mas a mensagem é certeira.
O fanatismo religioso é horrível - todo mundo sabe - Israel tá dizimando os palestinos exatamente agora e ninguém faz nada com medo de parecer antissemita. Os cristãos não são melhores, vejam as cruzadas - o papa senta num trono de ouro (roubado, em grande parte da América Latina) enquanto tem gente morrendo de fome na África (e se bobear, aqui na esquina também). A religião não tem nada a ver com deus (ou a deusa ou deuses ou forças cósmicas que nos regem, ela só serve aos interesses dos homens.
E pior que a religião é uma mãe daquelas - a mulher era o verdadeiro calvário.
mas ninguém percebeu que a mensagem tão anti religão é dúbia? Afinal, a menina fez um sacrifício pela fala do irmão - e, na urgência da falta dela - ele falou - um milagre migalha de um salvador nêmesis.
Não vou criticar fé, nem religião, mas quando exercida de forma cega, fanática e deturpada, realmente prejudica a vida das pessoas.
Roxette não é um ritmo satânico, Maria.