Dirigido por
Data de lançamento
1 Março 2001Duração
Emil e Oleg são dois estrangeiros vindos da Europa Oriental que chegam aos Estados Unidos a fim de receber uma quantia em dinheiro, deixada com um amigo na última vez em que tinham se encontrado. Quando descobrem que ele gastou toda o dinheiro, Emil o mata com Oleg filmando tudo com sua câmera portátil. A partir de então, eles têm uma idéia: fazer de Emil o astro de um filme dirigido por Oleg, onde ele terá que assassinar uma importante pessoa da cidade. E o alvo é justamente Eddie Fleming, o mais famoso policial da cidade.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2001:
Debater o sensacionalismo do filme nessa época, podem ter rendido críticas inadequadas sobre o quão tudo foi exagerado nesse aqui. Hoje, esse excesso é uma normatização social.
Avaliação em nota: 4.5
Filmes de ação não costumam ser os meus favoritos, mas este surpreendeu-me, vai muito além da ação, com uma realização impecável, cenas bem filmadas e uma mensagem poderosa , um filme que foge da fórmula repetitiva dos roteiros de filme do tipo, com apenas fugas , tiros e bombas.
Passava bastante no SBT mas nunca assisti completo, aproveitei que está no top 10 da Netflix pra dar uma conferida, parece muito com outro papel que o Robert de Niro já fez, nem imaginava que a Charlize Theron e Vera Farmiga estavam no filme.
15 Minutos (2001)
dirigido por John Herzfeld
Há algo de profundamente doente na forma como a fama se mistura com a violência.
Em 15 Minutos, John Herzfeld escancara o espetáculo americano: criminosos que aprendem rápido demais como funciona a justiça e, melhor ainda, como transformá-la em palco.
Os dois estrangeiros, ao perceberem as brechas do sistema, entendem a América como um show: o crime vira roteiro, a morte vira manchete, e a câmera é a nova arma. Emil, o mais carismático e insano dos dois, é a figura que mais brilha nesse caos. Sua loucura convence porque não é gratuita é estratégica, performática. Ele encarna o vilão que sabe jogar o jogo da mídia, e por isso assusta mais do que qualquer assassino comum.
O filme parece querer denunciar a corrupção moral alimentada por interesses e audiência, mas ao mesmo tempo se deixa seduzir por ela. O resultado é um híbrido curioso: uma narrativa policial decadente, mas que surpreende ao mergulhar no cinismo da fama e no vazio do heroísmo.
Quando Emil finalmente é executado, o alívio é inevitável não por justiça, mas por exaustão.
Era como se, por um instante, o próprio espetáculo precisasse acabar.
O filme mais sem pé nem cabeça que eu vejo em muito tempo. Até entendi qual seria a crítica, mas a execução não deu certo, não.