Em 1987, o estudante universitário e movimento pró-democracia Park Jong-chul é capturado pela polícia. Ele é então torturado até a morte. A polícia e o governo tentam encobrir o caso de Park Jong-Chul, mas a mídia e os estudantes universitários tentam revelar a verdade.
O filme é baseado na história verdadeira de Park Jong-Chul.
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Fazia tempo que eu não chorava que nem uma desgraçada no final de um filme. Como é importante conhecer a saga de países subjugados por uma ditadura militar como nós, já que depois de algumas gerações, começam a questionar a tirania de governos autoritários. Não sabia que a Coréia do Sul estava recém saindo deste tipo de regime qdo rolou as Olimpíadas, evento que acompanhei qdo era caloura na faculdade como a protagonista, e igualmente alienada qto ao momento histórico que o Brasil vivia, a espera de votar para presidente pela primeira vez. E como é necessário defender continuamente a democracia, ainda mais fragilizada ainda em tempos de ascensão do reacionarismo turbinado por redes anti-sociais que não admitem regras pq deixariam de lucrar com as mentiras criadas em escala industrial para desestabilizar o tecido social.
A sinopse me interessou porque além de ser cientista social, eu também sou militante e minha trajetória começou no movimento estudantil. O fim do filme me deixou emocionada, fazia tempo que eu não chorava assistindo qualquer produção. 1987 é um lembrete a todos e todas que se lançam a lutar contra Regimes de Exceção e todos os governos totalitários ao redor do mundo.
Da Coréia do Sul até o Brasil, a juventude organizada é força motriz capaz de derrubar Ditaduras. As histórias de Lee Han-yeol e de Edson Luís se confundem com as histórias de resistência de seus países. A luta por memória, justiça e verdade é eterna.
Aqui está presente o movimento estudantil!
Impactante! A violência, a barbárie feita contra o povo é uma das características mais presente nas ditaduras. Incrível ver o engajamento estudantil, que na maioria das vezes estão na linha de frente na luta pelos seus direitos civis, políticos e sociais. A importância de investir em educação para evitar ao máximo esses tipos de governos tirânicos.
Enquanto a mídia ocidental e veículos de comunicação difundem incessantemente a imagem de um país fechado, totalitário e magalomaníaco sem se ater aos fatos e a uma análise mais fria e cuidadosa sobre o país (no caso, falo da Coréia do Norte), pouco ou nada se fala sobre a ditadura militar na Coréia do Sul, caracterizado pela opressão policial, encobrimento de crimes, tortura, morte e corrupção.
“1987: When the Day Comes” serve também como um informativo para o grande público, fazendo, de certa forma, um apelo direto sobre o valor da democracia e o asco em relação aos torturadores e assassinos da ditadura. E é bem eficiente pois situa o espectador sobre um período turbulento e que envergonha a população sul coreana sem que perca o foco de sua abordagem política.
Só acho que peca um pouco em dois aspectos: ritmo e direcionamento. Quando caminha para um retrato político contextual, o filme funciona muito bem e é até bem contundente. Coisa que não acontece quando ele se apresenta como um thriller de essência. É bem sucedido como retrato histórico porém falho como exercício de gênero.
Mas o que fica, no fim das contas, é muito positivo. Quando vejo esse tipo de filme, acabo ficando um tanto desolado. Não apenas pelo conteúdo, que é triste por si só, mas por comparar comportamentos sociais; se na Coréia do Sul, país que passou por uma ditadura militar muito violenta, a população olha com vergonha e desdenho para esse seu passado, no Brasil uma parcela da população reverencia a ditadura e flerta com a volta dela. Um país aprendeu com os seus erros. O outro não só não aprendeu, como está em risco de comete-lo novamente.
Um trabalho bem correto sobre a estrutura do regime e os movimentos populares que antecederam a queda da ditadura na Coréia do Sul em 1987. E, acima de tudo, um trabalho que reforça o apreço incondicional pela liberdade.
É difícil não sentir diversas emoções com esse filme. 2017 foi um ano muito importante para a Coreia, já que completavam 30 anos do fim da ditadura. No cinema de 2017, então, muitos filmes sobre a história da ditadura coreana foram feitos.
1987: When the day comes é um soco no estômago, é cruel, triste, te deixa frustrado, e cumpre o papel de um filme político: mostrar que erros não podem ser repetidos.
O final do filme é incrível, sem palavras para descrever a cena.