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Data de lançamento
16 Ago. 2018Duração
Um agente da CIA (Mark Wahlberg), ajudado por uma unidade secreta de comando tático, é responsável pela proteção e translado a um refúgio de um misterioso oficial da polícia (Iko Uwais) que possui informação confidencial sobre o país. Uma simples missão se transforma rapidamente em um jogo de perseguição com uso de tecnologia moderna que trará consequências globais. 22 milhas de distância podem mudar o destino do mundo por completo.
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22 Milhas é o tipo de filme que transforma uma missão simples em uma sucessão quase ininterrupta de tiros, perseguições e pancadaria. Tem energia, mas confunde intensidade com qualidade e acaba sendo mais cansativo do que empolgante.<br/><br/>A trama acompanha James Silva, um agente de uma unidade ultrassecreta americana especializada em operações que não podem ser oficialmente reconhecidas. Quando um informante indonésio aparece oferecendo informações capazes de comprometer organizações poderosas, Silva recebe a missão de transportá-lo até um aeroporto localizado a 22 milhas de distância. O problema é que o caminho está cercado por inimigos, e cada minuto transforma a escolta em uma batalha pela sobrevivência. A partir daí, o filme abandona praticamente qualquer preocupação com sutileza e aposta em ação constante, acompanhando Silva e sua equipe enquanto tentam atravessar a cidade com o informante vivo.<br/><br/>O problema é que o roteiro é raso e excessivamente dependente da ação. A ideia de uma missão contra o relógio funciona, mas falta profundidade para transformar a correria em tensão verdadeira.<br/><br/>Mark Wahlberg entrega um protagonista agressivo e funcional, mas pouco desenvolvido. Os demais personagens existem principalmente para movimentar os combates.<br/><br/>As cenas de ação são violentas e bem coreografadas em alguns momentos, mas a montagem frenética e a repetição acabam diminuindo o impacto. 22 Milhas tem disposição para ser brutal, porém pouca criatividade para sair do básico.<br/><br/>No fim, é um filme de ação razoavelmente divertido para quem procura apenas pancadaria e tiroteio, mas vazio quando tenta parecer mais complexo. Começa acelerado e termina praticamente no mesmo lugar.<br/>Nota: 6,1
Há filmes que parecem nascer de uma sessão de crossfit e um ataque de ansiedade ao mesmo tempo. Tudo explode, grita e corre e, curiosamente, é exatamente isso que o filme faz de melhor: correr sem olhar pra trás.
Peter Berg parece acreditar que está dirigindo um thriller político sobre confiança e dever patriótico. Mas o que realmente entrega é uma aula prática de como transformar uma simples missão de transporte em uma overdose de cortes rápidos e testosterona comprimida. O filme tenta discutir segurança internacional, mas termina parecendo uma propaganda da CIA com edição de videoclipe.
Mark Wahlberg interpreta um agente tão eficiente que parece nunca ter dormido ou pensado. Seu personagem é o retrato do herói americano moderno: gênio tático, emocionalmente falido e incapaz de manter uma conversa sem gritar. Ao seu redor, pessoas morrem, carros explodem e decisões éticas são tomadas em três segundos. O destaque vai para Iko Uwais, que literalmente luta com mais emoção do que todos os diálogos do filme somados. Ele é o único que parece saber em que tipo de história está: uma onde o corpo fala e a palavra atrapalha.
Visualmente, 22 Milhas é o equivalente cinematográfico de tomar café com adrenalina pura.
A câmera não para, os cortes duram menos que um pensamento, e o som parece competir com o enredo pra ver quem te deixa mais cansado primeiro.
Mas, em meio ao caos, há uma coerência estranha: o excesso faz sentido.
É como se o próprio filme estivesse tentando fugir de si mesmo.
No fim, 22 Milhas é sobre controle e sobre a impossibilidade de tê-lo. Entre missões, tiros e discursos sobre honra, o que sobra é o vazio barulhento de quem corre tanto que esquece o motivo. Um filme que quer dizer tudo em alta velocidade e acaba sendo um retrato perfeito da pressa em parecer importante.
Nada demais. Não tem uma história, é td muito rápido, até os diálogos são muito rápidos. Pra passar o tempo e esquecer depois.
Trama bem confusa, fraca e mal elaborada, no final tenta surpreender com um plot mas não é nada que possa salvar o filme. Tem algumas boas cenas de tiroteio e explosões, e Wahlberg tá bem loucão e impulsivo no seu personagem, que no final das contas só é um chato da disgraça, mas no geral é uma obra ruim e esquecível.
Não curti, para mim passou longe de um filme bom de ação.
Mas veja e avalie *__*