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Este filme é um banquete visual capturando a melancolia e o desejo através de paisagens ensolaradas da Califórnia, quartos de motel iluminados por neon e cassinos cheios de fumaça. Tem uma coisa tátil nas imagens, desde o suor nas cenas de sexo até a poeira das ruas de Tijuana. O elenco é um dos grandes atrativos. Jacob Elordi canaliza bem energia que misturando a arrogância de um bad boy com uma vulnerabilidade tocante. Sua química com Diego Calva é elétrica. Calva, por sua vez, entrega um Henry carismático e imprevisível, servindo como o contraponto perfeito para o jeito mais fechado de Julius. Do outro lado, temos Daisy Edgar-Jones com um desempenho sutil e cheio de nuances. Sua Muriel é uma mulher descobrindo sua independência e desejos em uma época que tudo empurrava as mulheres para o altar. E Will Poulter, como Lee, ele tem a tarefa ingrata de ser o “cara normal” e quadrado no meio desse turbilhão. Mas ele dá conta, transformando-o em uma figura trágica que, apesar de amar intensamente a esposa, está fadado ao coração partido por tentar encaixá-la (e a si mesmo) em moldes tradicionais da época que já não funcionam mais.
É um filme com um drama absorvente que oferece um retrato sensível e visualmente rico de almas solitárias buscando conexão. Não é um filme perfeito, porém, apoiado por um elenco talentoso que sabe valorizar a beleza da melancolia, é uma “aposta” que vale a pena ser assistida, especialmente para quem sente falta de histórias que tenta nos arrebatar pelo coração, mesmo que ele saia um pouco machucado no final.
"No dia mais claro, na noite mais densa, aceitarei meu medo para que o bem vença. Eu escolho este anel. Eu escolho lutar. Esta lanterna farei brilhar."
Tudo que fez essa série brilhar, os dilemas morais dos personagens é mais do que uma simples resposta para um lado ou para o outro; achei que teve um bom encerramento para o arco de John, e um fantástico final para Rushville como um local e um povo. A série acerta justamente por não tentar transformar cada episódio em uma batalha gigantesca. Não precisava de planetas explodindo, milhares de alienígenas ou raios verdes atravessando a tela a cada cinco minutos. O caminho mais pé no chão foi, inclusive, uma das melhores características de Lanternas. A série poderia continuar sendo um thriller policial. Poderia continuar tendo diálogos longos. Poderia continuar trabalhando seus personagens de maneira mais adulta. Poderia continuar sendo uma história sobre medo, culpa, responsabilidade e escolhas. Mas tudo isso precisava existir dentro de uma história de Lanterna Verde. Era possível fazer os dois. O problema é que a série parece escolher constantemente o drama e esquece um pouco a fantasia. E quando finalmente decidem abraçar elementos mais cósmicos, eles chegam tarde demais e de maneira pouco satisfatória para quem passou a temporada esperando alguma recompensa. A primeira temporada termina tentando fechar a história de Hal Jordan e abrir o caminho para John Stewart. Mais a série e muito boa e eu recomendo!! Que venha a segunda temporada!!!
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Filme que prende nos prende a atenção com a história de uma empregada contratada por um casal rico que aparentemente são um casal perfeito. No desenrolar do enredo vemos que essa família não é tão perfeita. É um thriller psicológico interessante, com um desfecho com uma reviravolta que acaba nos pegando de surpresa. Para entreter e pensar. Não percam! Trilha sonora maravilhosa!