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13 Abril 2022Laura esteve com Antonio toda a sua vida e, quando ela começa a se perguntar se essa é realmente a vida que ela quer, Sergio e Siena se cruzam em suas vidas. Sergio é um ex-colega de escola e Siena, sua namorada milenar que chega para revolucionar a vida de todos. Laura, Raquel e Cris, amigas próximas há anos, convencem seus respectivos maridos a jogar um jogo que Siena lhes propõe: o jogo das chaves. O jogo consiste em todos colocando suas chaves em uma tigela. Aleatoriamente, cada um escolhe algumas chaves e ele deve ir passar a noite com o dono das chaves. Este jogo revolucionará o grupo de amigos e suas vidas. Isso vai fazê-los descobrir quem eles são e o que eles realmente querem. Uma comédia sobre monogamia de longo prazo, auto-realização e prazer. Uma história sobre quatro casais que são amigos e decidem ser swingers um com o outro.
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Começa bem divertido, com uma premissa legal, o desenvolvimento tava bom até metade do filme, mas indo pro final oscila para um melodrama e acaba num novelão alto astral. Os conflitos são resolvidos de forma muito simplista e algumas coisas acontecem meio do nada (tipo a babá dominadora).
As cenas de sexo são bem mornas e praticamente não tem nudez, oq ue distoa demais da proposta de um filme +18 com essa temática. A maioria dos filmes atuais que se vendem como erótico são muito puritanos. Não precisa ser explícito, mas se o sexo faz parte da trama, as cenas tem que me convencer que aquilo é real e excitante e não que é encenado.
EL JUEGO DE LAS LLAVES
Direção: Vicente Villanueva
Ano: 2022
Assistido em: 08/06/2025
Há alguns anos, me deparei com a série El Juego de las Llaves (2019-2024) no Prime Video. Sem nada melhor para assistir, resolvi dar uma chance. Achei bem bobinha, mas gostei dos personagens e acabei decidindo continuar. Para minha surpresa, ela durou três temporadas e foi concluída no ano passado de uma forma até que satisfatória — embora bastante abrupta.
Quando vi este filme no mesmo straming, não fiz uma conexão direta com a série. Imaginava que teria uma temática semelhante, mas decidi assistir mesmo assim. Só durante a exibição descobri que se tratava de um remake espanhol em formato de longa-metragem. A curiosidade ficou por conta de ver qual seria a visão europeia dessa história.
Quando Laura, uma mulher casada e entediada com sua vida sexual, reencontra Sergio, um ex-namorado de juventude, ela é apresentada ao “jogo das chaves” — um pacto entre casais para trocar de parceiros de forma consensual. Animada com a ideia, ela convence seu marido Antonio a participar, junto de dois outros casais: Siena e Cristóbal, que escondem conflitos profundos sob uma fachada moderna, e Óscar e Raquel, mais liberais, mas também mais cínicos sobre o amor. À medida que o jogo avança, as trocas sexuais revelam ciúmes, frustrações, traições e desejos mal resolvidos, colocando à prova o relacionamento de todos.
Quem esperava algo minimamente diferente, pode tirar o cavalinho da chuva: o que temos aqui é praticamente uma cópia ipsis litteris da primeira temporada da série mexicana. Há sequências idênticas, diálogos copiados e colados — apenas com um elenco europeu no lugar do mexicano. E o simples fato de ser um filme, em vez de uma série, já prejudica todo o andamento da narrativa.
É impossível não comparar com o material original, especialmente considerando que a série foi exibida há poucos anos e ainda está fresca na memória de quem assistiu. O formato de longa, com menos tempo e muitos personagens para desenvolver, torna o resultado raso. Na série, os oito adultos são explorados em suas frustrações — sexuais, emocionais e até profissionais. Aqui, tudo é superficial, apressado, sem a menor profundidade ou cuidado para nos apresentar quem são essas pessoas.
No quesito “safadeza”, não há muito o que dizer. Como já mencionei, o filme copia a série em tudo. Perderam a oportunidade de criar sequências diferentes, inovar, arriscar. Nem isso. Até mesmo as cenas de sexo são recriações exatas.
No final, a impressão que fica é que os produtores simplesmente trocaram o elenco original e limaram boa parte do desenvolvimento e do humor. Não tiveram criatividade, nem coragem, nem interesse em modificar absolutamente nada — nem para melhor, nem para diferente. A única vantagem é que alguns atores são, no mínimo, mais bonitos que suas contrapartes mexicanas. Mas, infelizmente, filme nenhum se sustenta com rostinhos bonitos. O que sustenta é uma boa história. E aqui encontramos apenas um arremedo de algo que até era promissor — mas que agora ficou apenas inferior.
Por ser uma mescla das 2 primeiras temporadas ficou tudo muito rápido mesmo, mas a falta de química dos personagens não rolou, os que mais tiveram uma aproximação foi o casal mais ousado com a babá, mas mesmo assim estranho.
Só vi o filme até o momento. Graças a ele descobri que há uma série. Enfim, focando apenas a película: adoro filmes que batem de frente com o "conservadorismo tradicional" e fazem refletir.
Gostei dos atores, só acho que poderia levar mais tempo de filme pra trabalhar. De resto curti
O roteiro é um resumo do que acontece nas duas temporadas da série que ficou famosa, num ritmo mais apressado e sem o mesmo carisma entre os personagens. Apesar da produção profissional, o produto final é ruim.