322

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322 (1969)
322
Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 63 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
63 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Dušan Hanák
País de origem Tchecoslováquia 🇨🇸
Duração 95 min (1h35)
Status Streaming

Dirigido por

Duração

95 minutos
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Sinopse

322 é o código do diagnóstico que Jozef esteve esperando dolorosamente. Consciente de toda sua mortalidade, ele aceita seu destino e, com o passar do tempo, se descobre mais consciente também da vida das pessoas ao seu redor. O filme corre com um jazz suave, como um trem que passa lembrando a nós todos de que a vida há de continuar.

Gênero:
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Comentários 2
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"A Primavera de Praga! foi um evento ocorrido na Tchecoslováquia, em 1968, no qual a população saiu às ruas exigindo reformas liberalizantes. Naquela época, o país fazia parte da União Soviética e seguia as regras impostas por Moscou, como manutenção de um partido único, censura à imprensa e economia planificada. A chegada de Alexander Dubcek como primeiro-secretário do Partido Comunista da Tchecoslováquia foi determinante para que o governo local buscasse concretizar os pedidos de reformas. A União Soviética, em agosto daquele ano, enviou suas tropas para a Tchecoslováquia e encerrou a Primavera de Praga. A Primavera de Praga foi uma reação ao autoritarismo da União Soviética e uma tentativa de se formar um governo menos dependente de Moscou e que garantisse mais liberdade para os seus cidadãos. O ano de 1968 se tornou emblemático na história justamente por conta desses movimentos que questionavam a opressão dos seus governos e saíam às ruas defendendo mais liberdade para os seus cidadãos. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética havia buscado avançar seus domínios na Europa Oriental para garantir sua ampla influência na região, em contraposição aos Estados Unidos. Era a Guerra Fria, o combate ideológico entre comunismo, liderado pelos soviéticos, e o capitalismo, comandado pelos norte-americanos. Nesse embate, ambas superpotências não pouparam esforços, fosse por meio da violência, como na perseguição aos opositores, fosse pelo apoio a governos que seguissem à risca as ordens de Moscou ou de Washington. No caso específico da URSS, para manter a ordem nos países satélites; isto é, as nações que a integravam, Moscou exigia a fidelidade dos governos desses países. Para isso, fez uso da força e da violência, a exemplo da censura, do fechamento dos partidos políticos e do controle total do Estado sobre a sociedade. A chegada de Alexander Dubcek à Tchecoslováquia foi determinante para o início da Primavera de Praga. Ele assumiu o comando do Partido Comunista do país em 5 de janeiro de 1968. Ao mesmo tempo que tinha ligação estreita com Moscou, Dubcek era próximo dos intelectuais que defendiam um “socialismo mais humano” para os países que faziam parte do bloco soviético. Após o período ditatorial de Stalin, o período subsequente foi marcado pelas reivindicações dos países que compunham a União Soviética de que dependessem menos do governo soviético. O historiador Eric Hobsbawm defendeu a tese de que o reformismo que marcou o Partido Comunista tcheco estava ligado a uma disputa interna do partido. Os eslovacos, que eram a minoria no país, reivindicaram reformas no PC para ampliar sua participação política. Quando a Tchecoslováquia foi ocupada pela União Soviética, em 1947, a população acreditou que aquela presença estrangeira pudesse trazer dias melhores para o país, porém a forma autoritária com que o governo comunista agiu fez com que essa esperança se apagasse e a população se manifestasse contra o autoritarismo. Os intelectuais tiveram participação decisiva na Primavera de Praga ao discutirem a respeito do “socialismo mais humano”. A propósito, ao longo dos anos de 1960, era comum nos protestos de rua a presença de professores e pensadores conhecidos no mundo todo, como Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Michel Foucault. Essa participação fez com que suas ideias fossem divulgadas e discutidas tanto nas universidades como nas televisões. O intelectual foi visto como uma pessoa pública, que se posicionava politicamente e incentivava todos a fazerem o mesmo. Atrelada à participação dos intelectuais estava o movimento estudantil chamado de Poder Jovem. Os estudantes participaram dos debates de ideias bem como das manifestações de rua. Há certa verdade nisso, pois os movimentos de repressão, principalmente as ditaduras militares implantadas ao redor do mundo, na época, agiram de maneira semelhante; os principais inimigos eram os intelectuais e a juventude; nisso tem pouca diferença, essencial, as ditas democracias e os regimes totalitários; trata-se de variações sob o mesmo tema...As reformas da Primavera de Praga e implementadas pelo governo Dubcek foram: fim da censura à imprensa e liberdade de expressão; realização de um governo comunista democrático (seja lá o que isso realmente significava); criação de vários partidos, mas todos tinham de ter tendências comunistas; garantia da autonomia dos sindicatos e o direito à greve; soberania nacional e colaboração com a União Soviética. Esse conjunto de reformas foi publicado em abril de 1968, em um documento intitulado “Plano de ação”, que pretendia fazer na Tchecoslováquia um governo comunista, mas com democracia e liberdade. O plano foi apoiado por outros países do bloco comunista, como a Iugoslávia e a Hungria, mas rechaçado por Moscou. O governo soviético não via com bons olhos a Primavera de Praga porque as ações ali implementadas poderiam motivar outros países a fazerem o mesmo e desestabilizar o bloco. Membros da KGB, serviço secreto soviético, e do Comitê Central da União Soviética decidiram intervir na Tchecoslováquia e encerrar a Primavera de Praga. O líder soviético Leonid Brejnev, a princípio, não queria qualquer tipo de intervenção, temendo o impacto que isso poderia provocar. Com a pressão dos intervencionistas, Brejnev aderiu ao movimento contra a Primavera de Praga. A imprensa de todo o mundo acompanhou os acontecimentos na Tchecoslováquia. Mesmo com os limites de comunicação impostos pelos soviéticos, os jornalistas enviaram informações e imagens da Primavera de Praga.
“Viemos salvar a Tchecoslováquia”, diziam os soldados russos a quem os abordava na estrada, na madrugada de 21 de agosto. Sorridentes na torre dos tanques, esperavam ser recebidos como libertadores. A resistência civil deixou-os surpresos e indecisos: descobriram assim, pelo método mais duro, como é grande a distância entre a realidade e a sua imagem trabalhada pela política. Foi tal a estupefação da tropa, que várias unidades se tornaram incapazes de agir e tiveram que ser substituídas. A Primavera de Praga fez com que a União Soviética intensificasse a repressão contra opositores e ampliasse o controle sobre os governos do bloco comunista. A tentativa de se formar um governo democrático na Tchecoslováquia deixou claro para Moscou que o governo deveria se fazer presente em seus países satélites bem como ampliar a censura e impor severa fidelidade dos governantes à União Soviética. Esse autoritarismo se estendeu pelos próximos 20 anos e colaborou para a desintegração da URSS, no final da década de 1980. A crise do intelectual na Tchecoslováquia do século XX tem uma peculiaridade específica; ou seja, o contexto do comunismo; seja lá o que isso significasse então. Tantas esperanças não cumpridas e expectativas desapontadas levam à estabilização da atemporalidade. Um labirinto do mundo em que o paraíso do coração não pode ser encontrado. 322 é um filme puramente autoral, criado, é claro, no leito do rio largo da chamada Nova Onda Tchecoslováquia, que lhe dá várias características típicas - forma semidocumental, meios experimentais de expressão (por exemplo, intertítulos como uma espécie de aparelho interno de anotação, ilustrando processos de pensamento na cabeça da personagem principal, mas também referindo-se à estética dos semanários de época, etc.), uma série de imagens e cenas poéticas, um aspecto visual distinto e o trabalho original associado com a câmera e, claro, um forte simbolismo - Dušan Hanák usou uma metáfora emblemática, ou seja, que um indivíduo que não pode expressar publicamente sua opinião será paralisado por câncer de garganta... que pode ser descrito medicamente pelo diagnóstico de 322. E não importa se é confirmado ou não no final... toda a sociedade sofre com isso...Um filme bastante pesado e exigente, rico em muitas ideias interessantes, imagens e passeando por elas é um grande desafio. Trata-se de gravar no sistema, uma sociedade cheia de cinismo, insensibilidade, inveja, mal-entendido, alienação, solidão, falta de liberdade... aqui e ali são bastante engraçados, mas ao mesmo tempo também mensagens arrepiantes. Há personagens bem escritos, uma personagem principal estranhamente doente, sua esposa que não sabe envelhecer, seu amante instável e boêmio, mas também muitos outros. E então o final, muito estranho, como o filme inteiro. è uma obra que deveria ser obrigatória para os alunos de cinema e psicanálise. Gostei e gosto, mas sei que devo voltar, de tempos em tempos...

bruno_gollnick
Bruno
½
4 anos atrás

"haha olha só um filme europeu que achei neste site, vou abrir o play em um minuto aleatório"
abro logo na cena de uns caras dando uma marretada na cabeça de um cavalo

vitoriagalhardo
Vitória Galhardo
6 anos atrás

Demorei para conseguir vê-lo, achei extremamente interessante para a época e completamente ousado em inserir imagens bem pesadas.
As passagens oníricas são belíssimas, confesso que criei um patamar internalizado porque 'Imagens do Velho Mundo' é um amor pra mim. Mas de toda forma, é um belo filme.

matheusleg
Suetham
8 anos atrás

Esse filme não seria tão bom, se não fosse em preto e branco, as oscilações dos personagens, o jazz tocando, o cabelo de um dos personagens. Mesmo tendo um enredo bem simples e uma premissa bem complexa, é delicado demais em certas cenas, e avant gard por ter tantos elementos modernos, tem um personagem lá que não parece ta no mesmo espaço dos demais, parece uma pessoa qualquer, mas no filme é completamente estranho ver ele interagindo com os outros personagens, eu achei isso demais porrrr

editado
brubsfromhell
Bruna Behr
11 anos atrás

Filme maravilhoso!

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