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Duração
Todas as madrugadas, às 4:30, Xiao Wu, de 11 anos de idade, entra no quarto alugado do inquilino coreano para espiar a sua vida.
Está obcecado por este homem que vive em sua casa. Quer saber tudo sobre ele, desde o que este come ao seu vício do tabaco.
Apesar de não se conhecerem bem, partilham um mesmo sentimento de solidão.
Apesar do uso de cenas longas, sem cortes, e da quase ausência de diálogos, o filme, que prima pela autenticidade da interpretação do jovem ator, retrata de forma humana duas almas que buscam uma ligação.
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Onde assistir?
Cadê os pais do menino?
Sentimento de Solidão transmitido com Sucesso!
Olha, é sim um filme lento, com pouquíssimos diálogos, mas o que esperar de um filme que fala sobre a solidão?
É um um filme tão triste... mas tão triste... assim como o sentimento de solidão. Ver e rever cenas se repetindo durante o dia, em tds os dias, só me fez analisar por exemplo os meus dias... como o sentimento nos devora, nos consome. Como buscamos conexão com qualquer coisa ou qq pessoa! A trilha sonora só ajudou na experiência deste filme!
Excelente!
Achei interessante como a trilha sonora, logo no início, dá tom ao resto do filme. Do rádio, conseguimos ouvir: “tristeza e mágoa me cercam... todos os dias rezo para que a solidão seja expulsa [...]”.
Adiante, com o desenrolar da trama, observamos Xiao Wu, que acorda quase que religiosamente todas as noites, exatamente às 4:30 da manhã, para observar Jung, um homem coreano que está hospedado em seu apartamento. O menino, a cada visita, constrói um relacionamento virtual com o homem, encontrando conforto para sua vida solitária.
Mas o ponto alto do filme não reside na narrativa, mas sim como ela é descrita através das imagens. Escasso de diálogos, Royston Tan nos apresenta dois personagens distintos conectados pela solidão e melancolia que assolam seus cotidianos. Suas performances se destacam e, a cada sequência, conseguimos capturar a profundidade emocional através de seus olhares e linguagem corporal.
Os planos nos carregam através do longa nos proporcionando um estado contemplativo. As cores, o som, a luz, o enquadramento e a espacialidade dos objetos entram em harmonia com a condição dos personagens, e o diretor, assim, transpõem o sentimento de solidão para o cinema, quase nos lembrando um filme de Tsai Ming-Liang.
Alguem me fala as teorias por favor?! O cara fugiu no fim?! E aquela foto rasgada... o menino tinha uma doença?