O filme tem suas qualidades, como o uso criativo da sonoplastia alternando entre o som ambiente normal e a perspectiva auditiva de uma pessoa com audição prejudicada. Os sons abafados, zumbidos e o silêncio dão uma experiência sensorial imersiva pra quem assiste.
A escalação de atores surdos ou com outras deficiências também foi um acerto que trouxe mais autenticidade. E a filha da Regina Casé mostrou competência atuando neste papel. Já com outros personagens não sei se teria tanta desenvoltura pra fazer, só o tempo dirá...
Apesar da autenticidade vista em vários aspectos, o filme peca pelo uso de uma fórmula muito previsível para a jornada de superação da protagonista. Poderiam ter ousado mais em algumas situações para o filme ficar mais próximo da realidade dura que os deficientes enfrentam na sociedade. Que com certeza é bem diferente de sair mais cedo do serviço e curtir uma praia no fim da tarde...
Curiosidade sobre o título do filme: Na audiologia, uma perda auditiva acima de 90 decibéis (dB) é classificada como surdez profunda, faixa na qual a pessoa não consegue ouvir ruídos do cotidiano sem o auxílio de tecnologia assistiva.
Achei um excelente filme e altamente necessário. Os atores encenando a sua realidade, a jornada da heroína de recalcular a rota após se tornar uma pessoa com deficiência, os efeitos sonoros do filme, com chiados e ruídos, passados ao telespectador, levando a uma imersão do tema e a troca de lugar com a protagonista, a abordagem prática e didática (sem ser pedante) da diferença entre inclusão e integração e das falas e gestos capacitistas e preconceituosos. Vale a pena conferir e divulgar a mensagem que o filme passa.
Noventa Decibéis é daqueles filmes que doem de um jeito bonito. Acompanhamos uma mulher muito linda, e cada vez mais desolada, lidando com a perda progressiva da audição e com os desafios que isso traz pra vida dela. O melhor do filme é a irmersão sonora: chiados de rádio, mudanças de frequência e o zumbido do tinnitus nos colocam dentro do ouvido da protagonista. As legendas também entram nesse jogo desde o início, no começo pra alguns talvez não faça muito sentido, mas depois se torna um recurso de suma importância, dps que a audição dela piora, o que deixa a imersão ainda mais forte. Não é só um filme triste, é um filme que faz a gente sentir o que é perder a audição aos poucos e ter que se adaptar a essa nova realidade. O lado positivo é que Ana foi a luta, não se vitimizou & conseguiu o apoio de seus novos "amigos" ... que também compartilham de algumas deficiências na assistencia social onde eles trabalham, surgindo situações que nos fazem refletir. Tocante do começo ao fim.
O filme tem suas qualidades, como o uso criativo da sonoplastia alternando entre o som ambiente normal e a perspectiva auditiva de uma pessoa com audição prejudicada. Os sons abafados, zumbidos e o silêncio dão uma experiência sensorial imersiva pra quem assiste.
A escalação de atores surdos ou com outras deficiências também foi um acerto que trouxe mais autenticidade. E a filha da Regina Casé mostrou competência atuando neste papel. Já com outros personagens não sei se teria tanta desenvoltura pra fazer, só o tempo dirá...
Apesar da autenticidade vista em vários aspectos, o filme peca pelo uso de uma fórmula muito previsível para a jornada de superação da protagonista. Poderiam ter ousado mais em algumas situações para o filme ficar mais próximo da realidade dura que os deficientes enfrentam na sociedade. Que com certeza é bem diferente de sair mais cedo do serviço e curtir uma praia no fim da tarde...
Curiosidade sobre o título do filme: Na audiologia, uma perda auditiva acima de 90 decibéis (dB) é classificada como surdez profunda, faixa na qual a pessoa não consegue ouvir ruídos do cotidiano sem o auxílio de tecnologia assistiva.
Achei um excelente filme e altamente necessário.
Os atores encenando a sua realidade, a jornada da heroína de recalcular a rota após se tornar uma pessoa com deficiência, os efeitos sonoros do filme, com chiados e ruídos, passados ao telespectador, levando a uma imersão do tema e a troca de lugar com a protagonista, a abordagem prática e didática (sem ser pedante) da diferença entre inclusão e integração e das falas e gestos capacitistas e preconceituosos.
Vale a pena conferir e divulgar a mensagem que o filme passa.
Visto na Globo, em Tela Quente: 28/09/2026
Noventa Decibéis é daqueles filmes que doem de um jeito bonito. Acompanhamos uma mulher muito linda, e cada vez mais desolada, lidando com a perda progressiva da audição e com os desafios que isso traz pra vida dela.
O melhor do filme é a irmersão sonora: chiados de rádio, mudanças de frequência e o zumbido do tinnitus nos colocam dentro do ouvido da protagonista. As legendas também entram nesse jogo desde o início, no começo pra alguns talvez não faça muito sentido, mas depois se torna um recurso de suma importância, dps que a audição dela piora, o que deixa a imersão ainda mais forte.
Não é só um filme triste, é um filme que faz a gente sentir o que é perder a audição aos poucos e ter que se adaptar a essa nova realidade. O lado positivo é que Ana foi a luta, não se vitimizou & conseguiu o apoio de seus novos "amigos" ... que também compartilham de algumas deficiências na assistencia social onde eles trabalham, surgindo situações que nos fazem refletir. Tocante do começo ao fim.
Ao escolher trabalhar com um elenco que vive a realidade do roteiro deixou o filme mais interessante. Muito bom.
Um filme lindo. Comovente, leve. Uma verdadeira lição de vida!