Durante o Regime Nazista um padre é preso e enviado para um campo de concentração. Para sair de lá com vida ele recebe uma condição: negociar com a Igreja Católica uma aliança com Hitler. Em nove dias a sua consciência e sua paz são atormentadas por causa do objetivo nazista e pela lembrança do inferno onde ficou preso. Em nove dias ele decidirá: se permanece vivo, se foge para outro país e principalmente, o futuro de sua nação.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Existem temas complexos que nem sempre o cinema aborda com a devida profundidade. Mas, de vez em quando, algum diretor resolve transpor para as telas assuntos espinhosos, e o resultado as vezes surpreende. É o caso desse filme baseado em fatos reais. A chantagem sofrida por um padre católico, que é escolhido por um oficial nazista, responsável por tratar de uma questão delicada para o governo nazista, por conta de seu passado também católico, é desenvolvida ao longo de nove dias ( daí o título do filme). O padre também não foi escolhido aleatoriamente, já que ele tinha uma certa ligação com o bispo de uma diocese do leste europeu, que havia decidido não colaborar de forma alguma com o regime nazista. A missão do oficial nazista, era convencer esse padre, por meio de chantagem, a levar o bispo a ceder às pressões dos nazistas. Logo de cara, duas coisas me chamaram a atenção nesse filme: a produção e o elenco são de alemães que contam uma história ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial, em territórios dominados pelos nazistas; e a coragem de falar de um acontecimento no qual a Igreja não surge como omissa ou coisa pior, em relação ao nazismo. Esses dois fatores me impressionaram, porque num universo de dezenas de filmes sobre o nazismo, pouquíssimos mostram o quanto o nazismo perseguiu a Igreja, inclusive mantendo em campos de concentração muitos sacerdotes e religiosas do catolicismo. Filmes assim contribuem para enriquecer o gênero Segunda Guerra Mundial, que ainda não está esgotado.
O posicionamento da Igreja Católica frente ao nazismo é um tema pouco abordado no cinema. O regime fascista tinha como um dos seus pilares a defesa do cristianismo, por incrível que pareça. No filme, me marcou a discussão teológica entre o padre e o oficial nazista.
A eloqüência de Ulrich Mattes é impressionante, mas, aqui, achei que a sua interpretação ficou prejudicada pela celeridade com que é desenvolvida a trama e composta o personagem, com muito mais omissões que definições. A premissa histórica é atordoante - o Holocausto sempre pode trazer-nos dolorosas novidades cinematográficas - mas o roteiro soou-me rasteiro e pouco interessante em sua criticidade. AMÉM do Costa-Gravas vai mais longe numa abordagem semelhante. Mas merece ser conhecido. A direção é presa, sem vigor: as câmeras lentas são horrorosas e os 'flashbacks' estragam a dramaticidade da trama, infelizmente! (WPC>)
Muito bom!
Achei muito bom, apesar de ter visto dublado, o que compromete um pouco a experiência.
A cena do salame é comovente.