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que bom gosto pra filmes você tem, adorei rs
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Hey, ótimo gosto para filmes! =D
Como uma mulher trans, eu não odiei essa história e nem gostei dela. Pra mim o ideal seria que essa história tivesse sido pensada por uma pessoa trans, mas não foi, e isso é perceptível pelas escolhas da autora em como contar essa história.
É importante reconhecer de que essa é uma história feita por uma mulher cis heterossexual. Ela não se propõe realmente a falar de pessoas trans de fato, se ela realmente quisesse, ela teria colocado a personagem trans adulta da história como protagonista e dado a ela mais destaque na história, mas em vez disso ela se propõe a falar de infância, sexualidade, desejo, disforia de gênero e transfobia a partir de seu olhar cis sobre esse assunto. Em nenhum momento ela pensou em abordar questões como, a escolha de um nome, o uso do nome social e dos pronomes corretos, o desejo de fazer a retificação dos documentos, de fazer uso de hormônios e cirurgias, ou em colocar essa criança como conhecedora de seus direitos, e certa de sua identidade como trans sem cair numa patologização da transgeneridade como uma doença. Ela trata sua identidade como um segredo, e isso é problemático, mas real. Muitas crianças desconhecem seus direitos e não convivem com pessoas trans. eu vivi essa realidade, e sei como é dificil ser uma criança trans na realidade em que vivemos, no Brasil. Não sei como essa realidade é no Japão, então não posso afirmar se essa criança tinha ou não como usufruir de seus direitos na infância. Me incomoda que a personagem trans adulta dessa história, e os demais adultos dela, não orientam essa criança em sua jornada de transição e nem tenham apresentado a ela outras pessoas trans e vivencias. Eu não odiei, mas reconheço o quanto essa história poderia ter sido contado de outra forma, e com mais representatividade.
Dei 3 estrelas e meia pois, apesar de não abordar a história como imagino ser o ideal, ela ainda trata da questão com sensibilidade, mais do que muitos outros animes que falam do mesmo assunto. E por que minha infância como criança trans não foi muito diferente da realidade apresentada. Pude me ver na personagem. E assim como ela não tive oportunidade de ser quem eu gostaria de ser. Hoje, sendo adulta, vivendo a minha transição, vejo como as coisas poderiam ter sido menos dolorosas e difíceis se tivesse o conhecimento que tenho agora e se tivesse tido naquela época o apoio de outras pessoas trans que já passaram por isso.