Últimas opiniões enviadas
Fazer um filme metafórico ter credibilidade não é fácil, não é a toa que Lantimos e Ari Áster são diretores pouco compreendidos, mas aclamados. Se o filme não tiver um enredo bem construído dentro da fantasia, o realismo perde o sentido. Vira uma obra sem lógica que precisa ser explicada pelo autor!
O enredo desse filme trata-se da desconstrução do que entendemos por família e do papel social de cada integrante dela, e do que seria uma reconstrução racional, amoral, livre de qq regra social ou religiosa. O pai, um filho da psicopatia, criado sem vínculos afetivos, crenças ou empatia, tornou-se obsecado pela vida. Um criador ateu, que fazia da ciência uma religião, trabalhava na reconstrução de criaturas em busca de algo que não poderia ser explicado por ela. Encontrou no cadáver da mãe suicida, que carregava no ventre o filho inocente do seu algoz, a chance de redenção dessa maternidade falida (ou a vingança de quem realmente tinha o poder de criar) e um experimento fascinante, de colocar uma mente em branco, sedenta por aprender o mundo, no corpo de um adulto (o topo da evolução nietzschiniana). E, a partir daí, o filme engrandece em arquétipos filosóficos e psicológicos, que pode nos levar a grandes reflexões. Gostei demais, do figurino, fotografia, atuações, direção! Mas acho que uma obra mais enchuta poderia atingir um publico maior!
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Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Um remake de baixo orçamento, filmado com um iPhone, no mercado pobre de Taiwan, tinha tudo pra não ser grande coisa, ainda mais com um enredo anti machista. No entanto, o filme surpreende e prende o telespectador até o fim. Direção, atuações e roteiro brilhantes. A filmagem de cenários típicos da pobreza asiática ganhou uma iluminação que complementa a inocência da protagonista. O constante close dos atores nos coloca nas cenas vivenciando o drama de cada um. Não só a menininha brilhou, todas as atrizes são bonitas e talentosas, enfatizando a causa feminista muito bem fincada no tradicionalismo e baseada em personalidades fortes e honestas que lutam pelo seu espaço. É o tipo de filme que trata de questões pesadas com naturalidade e leveza, nos fazendo acreditar no lado bom da humanidade!