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É legal acompanhar novamente uma personagem que víamos na nossa adolescência, mas isso não faz desse "revival" algo bom. Forçadíssimo. Um bilionário que coleciona serial killers? Uma policial suuuuper inteligente que não descobre coisa alguma? A amiga do Harrison que só serviu para a aparição do nosso querido Bobby Baccalieri?
Nada é verossímil. É só tentativa de agradar o fã, que ainda é relativamente jovem, de uma série mais ou menos anterior às redes sociais.
Revejam a série original a cada 10 anos que é bem mais legal.
Até acho que falta materialidade na acusação envolvendo o deputado. Os indícios mais fortes são as fotos dele com Moa e Frank, e o documentário explorou pouco esses fatos. A foto com o Frank mal foi comentada e contextualizada, e advogado de defesa e familiares não foram questionados sobre isso. Mesmo assim, fotos em si não são provas, apenas indícios - a meu ver, não sou da área do Direito.
Já a condenação do filho foi pintada pelo documentário como perseguição post mortem ao Wallace, mas se esqueceram de falar sobre a materialidade concreta que foi encontrada naquele armário do filho: os projéteis deflagrados compatíveis a pelo menos um dos homicídios, conforme o documentário rapidamente ventila. O depoimento da ex-repórter do programa, que foi a testemunha mais crível, também foi pouco usado pelo documentário. E aí, aparentemente, quando o Moa novamente muda novamente sua versão no julgamento ele deixou de ser, para os familiares, uma testemunha sem credibilidade?
À parte isso, fica minha eterna repulsa a quem consome ou, muito pior, constrói um império de poder em cima da desgraça alheia. Os grandes paladinos da moral e dos bons costumes, que "combatem" o crime com mais violência, seja ela gráfica, física ou integrada pela mais pura e simples falta de humanidade.