Davi Fonteles
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  • Davi Fonteles
    5 anos atrás

    David Ayer é o diretor que trabalha como underground, com o urbano, pegando personagens realmente reprováveis, ou ao menos que tem menos espaço visual em tela e coloca no fronte sem muita vergonha. A questão é que, independente das mudanças da Warner Bros, estúdio que quis tornar a estética mais cool de apresentação dos personagens, o miolo da narrativa é muito Ayer.

    Então, os diálogos podem até ser bem roteirizados pelo diretor para demonstrar esses vilões humanizados no bar, ou caminhando por uma cidade vazia sem muito rumo, sem muito propósito. A questão é que a justificativa dramática para incitar os conflitos é fugida. O espaço que tudo se desenrola nunca parece palpável para se sentir as paradas de histórias individuais, ou como parecem o encontro narrativo verdadeiro de um esquadrão em operação sem propósito. A ideia lá do plot twist tem lá seu propósito, mas em suma, toda a trama se pontua nos diálogos, algo que esvazia qualquer apelo estético ou dramas frontais com a vilã.

    Não que o filme seja besta, ele é apenas...não satisfatório em sobrepor o heroísmo emulativo em uma ironia, ou seja lá o que Ayer tinha de interesse quando tenta tornar os dramas dos personagens em heroísmo puro. A graça, desde do início do filme, que por vezes se torna redundante, é a reafirmação do "bad guys". Isso mostra claramente que é um filme indeciso em enfrentar os paradigmas de não ter heróis em tela como foco (aparece o Flash e o Batman aqui ou alí) e propor uma ironia de como vilões podem fazer o mesmo que os heróis se motivados. A ironia está lá, mas parece sempre ser colocada como implícita por algum motivo.

  • As Órbitas da Água (As Órbitas da Água) 2

    As Órbitas da Água

  • Davi Fonteles
    5 anos atrás

    Quando mais fica concreto e realista dissipa toda a criação interpretativa das relações interpessoais, porque enquanto delimita, também não revela, esvaziando o que havia sido construído. O que resta de bom e perseverante é a repulsa a depravação como encontro com dimensões religiosas que centralizam o drama bem na mulher "santa" do pescador.

  • Filho de Boi (Filho de Boi) 13

    Filho de Boi

  • Davi Fonteles
    5 anos atrás

    Filho de Boi é um dos melhores filmes do ano, em que transpassa qualquer sujeitação ao que se deve ser uma narrativa nordestina, em que o filme se apresenta extremamente documental, mas apresenta a liberdade de uma ficção. "A Morte do Vaqueiro" de Luiz Gonzaga não sairá de sua mente.

  • Pedro Douglas 6 anos atrás

    E ai cara. Voltei sim com quebradas, as notas tavam ficando muito baixas, e isso tava me incomodando, kk

    Beleza, vou te chamar lá.

  • jailson jonio 7 anos atrás

    Buenas!!!! Fonteles so critica top aqui !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Senhor Ivan 7 anos atrás

    Obrigado pelo convite e seja muito bem-vindo,Davi.
    Você um crítico amador?hahaha Não sei onde.Ótimos comentários.