João é um garoto solitário que vive no sertão baiano. Sem amigos, sem mãe e conexão com seu pai, ele encontra uma chance de superar seus medos e de se encontrar quando um pequeno circo chega a sua cidade.
Tem alguns momentos do filme que é difícil entender o que os personagens estão dizendo. Acho que este filme em específico deveria ser distribuído com legendas.
Que maravilha a interpretação de João Pedro Dias! Vi no rosto dele a mesma secura do chão, o cenho sempre franzido, a boca amarrada, as expressões angustiadas. Aí chegou o circo, uma nova perspectiva pro mundo, e João de Tambori venceu o medo. Segunda vez que Haroldo Borges me encanta, antes sendo com "Saudade fez morada aqui dentro", um espetáculo de sensibilidade.
Por algum motivo, suspeitei de que esta sinopse simples (no melhor dos sentidos) pudesse render um filme interessantíssimo. Assumo o meu erro e a minha vergonha, após conferir a obra: fiquei encantado pelo modo como este filme é conduzido, seja no tom semidocumental das apresentações circenses, seja pela dramaticidade aplaudível das situações familiares protagonizadas pelo garotinho João, deveras expressivo em sua timidez metalingüística. A fotografia explora com afetividade a paisagem agreste e o uso da canção "A Morte do Vaqueiro", na potente voz de Luiz Gonzaga, foi certeira. Inserir um pretexto para discutir a homossexualidade, naquele contexto, do modo como ocorre, foi algo brilhante. E amei reencontrar o talentoso Jonas Laborda (aquele mesmo, do "circo sem lona"). O ritmo do filme é delicioso (as brigas dos meninos que desgostam de João são muito bem encenadas) e o filme cresce em nossa mente - ao menos, para quem é nordestino, como eu - após a sessão. Gostei muito de conhecer o trabalho directivo de Haroldo Borges! (WPC>)
Gostei muito desse filme. "No lugar de fugir o melhor é encarar os medos e problemas". Fiquei imaginando como deve ser a vida do mundo circense no interior de nosso pais. O filme me trouxe ótimas reflexões 08.07.2024
Tem alguns momentos do filme que é difícil entender o que os personagens estão dizendo. Acho que este filme em específico deveria ser distribuído com legendas.
Que maravilha a interpretação de João Pedro Dias! Vi no rosto dele a mesma secura do chão, o cenho sempre franzido, a boca amarrada, as expressões angustiadas. Aí chegou o circo, uma nova perspectiva pro mundo, e João de Tambori venceu o medo. Segunda vez que Haroldo Borges me encanta, antes sendo com "Saudade fez morada aqui dentro", um espetáculo de sensibilidade.
Por algum motivo, suspeitei de que esta sinopse simples (no melhor dos sentidos) pudesse render um filme interessantíssimo. Assumo o meu erro e a minha vergonha, após conferir a obra: fiquei encantado pelo modo como este filme é conduzido, seja no tom semidocumental das apresentações circenses, seja pela dramaticidade aplaudível das situações familiares protagonizadas pelo garotinho João, deveras expressivo em sua timidez metalingüística. A fotografia explora com afetividade a paisagem agreste e o uso da canção "A Morte do Vaqueiro", na potente voz de Luiz Gonzaga, foi certeira. Inserir um pretexto para discutir a homossexualidade, naquele contexto, do modo como ocorre, foi algo brilhante. E amei reencontrar o talentoso Jonas Laborda (aquele mesmo, do "circo sem lona"). O ritmo do filme é delicioso (as brigas dos meninos que desgostam de João são muito bem encenadas) e o filme cresce em nossa mente - ao menos, para quem é nordestino, como eu - após a sessão. Gostei muito de conhecer o trabalho directivo de Haroldo Borges! (WPC>)
Vi em 6/set/2024.
Gostei muito desse filme.
"No lugar de fugir o melhor é encarar os medos e problemas".
Fiquei imaginando como deve ser a vida do mundo circense no interior de nosso pais.
O filme me trouxe ótimas reflexões
08.07.2024