Flávio Yoshida
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Últimas opiniões enviadas

Bugonia (Bugonia) 427

Bugonia

  • Flávio Yoshida
    2 meses atrás

    Bugonia chega cercado de desconfiança, sobretudo para quem já nutre reservas em relação ao cinema de Yorgos Lanthimos. A impressão inicial é a de que o filme poderia repetir vícios recorrentes do diretor, especialmente a priorização excessiva da forma em detrimento do conteúdo, marcada por escolhas estéticas deliberadamente estranhas e, por vezes, dispersivas. No entanto, à medida que a narrativa avança, o longa surpreende ao superar moderadamente essas expectativas negativas.

    Diferentemente de outras obras de Lanthimos, em Bugonia a excentricidade visual e narrativa aparece de maneira mais controlada. Embora ainda presente, ela se mostra melhor integrada à construção da trama, funcionando menos como mero artifício estilístico e mais como elemento que contribui para o desenvolvimento dramático. Essa contenção relativa é fundamental para que o filme encontre um equilíbrio mais eficaz entre proposta estética e envolvimento narrativo.

    Emma Stone, já consolidada como uma das principais colaboradoras do diretor, mantém seu compromisso em explorar personagens desafiadores nessa fase mais experimental de sua carreira. O resultado é mais uma atuação sólida, marcada por entrega e coragem artística. Ainda assim, é Jesse Plemons quem se destaca de forma mais contundente. Sua performance é a verdadeira espinha dorsal do filme, conferindo densidade emocional e coesão ao conjunto, sendo decisiva para que a proposta funcione plenamente.

    Em síntese, Bugonia não elimina por completo as características que dividem opiniões no cinema de Lanthimos, mas demonstra um amadurecimento no uso de sua linguagem peculiar. O filme vale especialmente pelas atuações de Jesse Plemons e Emma Stone, que elevam o material e tornam a experiência recomendável, mesmo para os espectadores mais céticos em relação ao estilo do diretor.

  • A Longa Marcha: Caminhe ou Morra (The Long Walk) 340

    A Longa Marcha: Caminhe ou Morra

  • Flávio Yoshida
    2 meses atrás

    Transformar mais de uma hora e meia de personagens caminhando em algo cinematograficamente envolvente é, por si só, um desafio considerável. A Longa Marcha encontra sua solução ao situar essa premissa simples em um cenário distópico, no qual jovens voluntários participam de uma competição brutal: quem para de caminhar é executado. A ideia é eficaz como ponto de partida, mas o filme demonstra consciência de que o impacto não pode se sustentar apenas no choque da proposta.

    Para manter o interesse do espectador, a narrativa aposta principalmente nos diálogos e nas interações entre os competidores. É nesse aspecto que o longa tenta construir tensão emocional e psicológica, explorando alianças momentâneas, conflitos latentes e o desgaste progressivo imposto pela marcha. Embora essas relações nem sempre alcancem um nível verdadeiramente memorável, cumprem a função de evitar a monotonia e de dar alguma profundidade humana a um conceito que poderia facilmente se tornar repetitivo.

    O resultado é um filme competente, bem realizado do ponto de vista formal, que entende seus próprios limites. A Longa Marcha talvez não marque de forma definitiva pelo desenvolvimento de seus personagens ou por diálogos particularmente impactantes, mas consegue sustentar o interesse ao longo de sua duração. Trata-se, portanto, de uma obra sólida, que entrega exatamente o que se propõe: uma distopia simples, eficiente e suficientemente envolvente para justificar a caminhada até o fim.

    editado
  • Ainda Estou Aqui (Ainda Estou Aqui) 1,5K

    Ainda Estou Aqui

  • Flávio Yoshida
    8 meses atrás

    Walter Salles retorna ao cinema nacional após mais de 15 anos com uma obra poderosa e profundamente sensível: Ainda Estou Aqui. Adaptado do livro de Marcelo Rubens Paiva, o longa mergulha na tragédia pessoal de uma família destroçada pela ditadura militar brasileira, ao mesmo tempo em que constrói um drama universal sobre perda, memória e sobrevivência.

    No centro da narrativa está Eunice (Fernanda Torres, em atuação magistral), esposa do ex-deputado Rubens Paiva (Selton Mello), sequestrado pelo regime militar após o golpe de 1964 e jamais visto novamente. A história, embora fortemente enraizada em um momento sombrio da história brasileira, transcende suas origens ao focar nas reações humanas e familiares diante da violência institucional.

    A abertura já dá o tom do que está por vir: Eunice boiando nas águas do Leblon enquanto um helicóptero militar sobrevoa a praia – imagem que simboliza a constante vigilância e opressão. Mas o grande mérito do filme está em sua sutileza emocional. Salles opta por manter o foco na intimidade da família Paiva, contrastando o conforto da elite carioca com a crescente ameaça autoritária que se aproxima inexoravelmente.

    A fotografia de Adrian Tejido é outro ponto alto, alternando entre o realismo da câmera na mão e composições cuidadosamente planejadas que evidenciam o peso da ausência, o silêncio e o medo. A trilha sonora de Warren Ellis amplifica essas emoções sem jamais exagerar.

    Fernanda Torres entrega uma performance marcante, guiando o espectador pela transformação de Eunice — de esposa protegida e consciente ao mesmo tempo, a mulher que carrega o luto e o trauma da ausência, e que precisa se reconstruir em um mundo devastado. A breve participação de Fernanda Montenegro, como a Eunice já idosa, é um toque emocional certeiro que fecha o arco da personagem com dignidade e força.

    Mais que uma reconstrução histórica, Ainda Estou Aqui é um filme sobre o peso do silêncio e da omissão. Em tempos em que discursos autoritários voltam a ganhar espaço, Salles nos lembra que a "época boa" da ditadura foi, para muitos, um pesadelo jamais encerrado. E o faz com domínio técnico e narrativo, entregando uma das produções brasileiras mais relevantes e com maior potencial internacional das últimas décadas.

  • Camila 8 anos atrás

    Oi, Flávio!
    Está aceito, seja bem vindo.

  • Lu Souza 8 anos atrás

    Olá. Seja bem-vindo! :)

  • Lucrécio de Souza 8 anos atrás

    Olá! Sem problemas, amigo. Parabéns pela atitude. Tem gente que não está nem aí. rs
    Lembro que concordei com muita coisa que você escreveu. Uma crítica bem lúcida.