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Sobre o tão criticado final: Uma sacada muito boa! É pura ironia. Uma critica social com relação a toda hipocrisia que há nos casamentos, onde as pessoas traem-se e humilham-se, mas continuam juntas por conta de idealismos, mantendo as aparências.
Resumindo este filme em uma única frase: O tempo não cura tudo.
Primoroso casamento entre cinema e psicanálise! É doloroso constatar o quanto os fatos inconscientes influenciam na direção do nosso comportamento e na orientação de nossas ações, como a auto destruição do Neil e a reclusão do Brian. A memória é falha e o que tomamos por real corresponde a uma interpretação dentre várias possíveis. Ainda mais dolorosa é sensação de que, em alguns aspectos, estamos desarmados frente a nossa própria vida. Como superar acontecimentos do passado que condicionaram a construção do nosso Eu? A angústia provocada por essa indagação é expressa com maestria no monólogo da sequencia final:
"Gostaria que houvesse uma maneira de voltarmos ao passado para mudá-lo, mas não havia, e não havia nada que pudéssemos fazer a esse respeito... Por isso, fiquei calado e tentei dizer-lhe telepaticamente o quanto eu estava arrependido com tudo que tinha acontecido. Quando eu penso em toda a dor, tristeza e sofrimento que existe no mundo, me dá vontade de fugir. Gostaria com toda sinceridade que pudéssemos deixar esse mundo para trás, nos levantássemos como dois anjos no meio da noite e como num passe de mágica desaparecêssemos. "
Ps: Estou aos prantos. É a primeira vez que assisto e tenho plena consciência de que preciso revê-lo.
— Distinto, aquele cigarrinho?!
— Folgado, han?!
— Que falta de socialismo! Por isso que esse Brasil não vai pra frente!