Últimas opiniões enviadas
Tive um misto de sentimentos ao assistir esse doc, pois, ao mesmo tempo em que vi uma Preta vibrante, forte, decidida e feliz, também vi uma Preta frágil, carente, insegura e com uma enorme necessidade de aceitação.
Tenho a impressão de que ela passou a vida inteira tentando ocupar um lugar que não fosse apenas ser a filha do Gil, ou a afilhada da Gal, ou sobrinha do Caetano, muito embora ela falasse muitas vezes sobre essas ligações.
Acho que esse contexto familiar colocou um peso sobre ela, como se ela tivesse obrigação de ser “grande” também e, não conquistando um sucesso estrondoso, ela acabava tentando compensar de outras formas: sendo a mulher mais liberal e sem preconceitos, a amiga mais divertida e generosa, enfim…
Existia sim uma potência absurda nela, mas acho que essa mesma potência acabou virando um fardo, acabou virando uma obrigação de ser sempre legal e de ser forte o tempo inteiro.
Na minha opinião, todo excesso esconde uma falta e, no caso dela, os gastos, os amores, as amizades, tudo era demais.
Até no final da vida, onde ela poderia ter diminuído o ruído, ela optou por estar rodeada de pessoas e fazendo graça com a própria doença.
Me doeu muito assistir como foram os momentos finais.
Acho que só naquele momento ela se permitiu ser frágil de verdade e se fechar na sua dor.
Essas são as minhas impressões, mas de qualquer forma, acho que ela, com todas as imperfeições humanas que possuía, viveu intensamente e deixou um legado lindo.
Últimos recados
O novo app do Filmow é oficial!
Olá, cinéfilo!
Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.
Baixe aqui:
Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU
Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?
Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.
Bons filmes!
Equipe Filmow
Que série densa!
Camadas e mais camadas.
Uma coisa meio bíblica e meio CAPS. 😂😂😂
Mostra como certas questões não curadas se perpetuam através de gerações.
Se tivesse terapia e sertralina naquela época, muita coisa poderia ter sido evitada.
Sobre o Adam, achei crível todo o sofrimento e melancolia do personagem. O cara vinha de um milhão de traumas da infância e da adolescência, aí conhece a Cathy toda estrupiada e vulnerável, enxergando nela alguém que ele pode cuidar como talvez nunca tenha sido cuidado e, com ela, formar uma família como nunca teve. Ao ser abandonado como foi, ele desmorona psíquica e psicologicamente.
Sobre a Cathy/Kate, me parece que ela passa a vida evitando vínculos por acreditar que sentimentos são fraquezas. Ela até sente, mas bloqueia. No fim, ao se reencontrar com os filhos, não acho que ela sinta um amor genuíno, mas sente o amor que deixou de viver ao fazer suas escolhas. E é aí que suas convicções começam a desmoronar e ela sente sua própria humanidade. O suicídio não é redenção, é o ato final de alguém que não aceita demonstrar sua vulnerabilidade.
Obs: Achei o Sam a cara do finado ator Paulo Goulart e Kate, em alguns momentos me lembrou a Alessandra Negrini 😂😂