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O início é ótimo, o arco investigativo do primeiro e até o segundo episódios são bons, mas quando a série volta aos jogos, que seria seu ápice, ela cai na mesmice, os jogos e mortes não são tão impactantes, e tirando a mulher trans os novos personagens não são tão carismáticos e não cativam como os da primeira. E o final de temporada totalmente anti-climático e broxante, nítido como cortaram a temporada pela metade de maneira proposital, provavelmente pra estender a obra pra mais uma temporada pra fazer mais dinheiro. Netflix não consegue manter o nível de suas obras, visível que isso acontece por seus empresários meterem o dedo podre nas decisões das tramas.
De fato Arcane se provou uma obra bem fora da curva, após uma primeira temporada sólida e irretocável em absolutamente todos os aspectos técnicos, a segunda temporada entrega a mesma qualidade e não peca em nenhum ponto que a fez atingir patamares antes nunca atingidos por outras obras antes dela. Com personagens bem desenvolvidos, cargas emocionais sólidas, lutas fluidas e muito bem coreografadas, cenas que mais parecem pinturas e uma trilha sonora que amplia tudo isso, é inegável a grandiosidade de Arcane, um verdadeiro divisor de águas em questão de animação e adaptações de jogos.
Apesar do episódio final escancarar uma certa pressa em direção a sua conclusão com 10 minutos a mais em seu episódio final, deixa aquela sensação de que poderia haver mais ali antes de seu desfecho final, o que não compromete em nada a obra como um todo.
Destaque pra o episódio de Ekko em uma realidade perfeita com a Powder dançando ao som Stromae no baile, é de uma ternura e delicadeza que me tocou profundamente, nosso herói de fato merecia um final feliz, e no final quem irá lembrar daquele que derrotou o Arauto das Máquinas?
Me falta palavras pra falar sobre essa série e sempre parece que estou exagerando, mas sei que não estou, vai ser difícil alguma animação, especialmente adaptações de jogos, superar essa obra de arte.
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oi, Lemmy, vc tem letterboxd?
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Death Note foi o primeiro anime que vi na vida e na época aquilo me deixou fascinado, uma obra tão inteligente, bem desenvolvida e com personagens tão marcantes. Naquela época que assisti por volta de 2010/2011 Death Note era uma febre entre os otakus, antes da Netflix fazer animes virarem "cool" a galera que consumia isso era ridicularizada o ano todo mas pelo menos uma vez no ano podiam se encontrar em eventos de cultura Pop e poderem simplesmente serem eles mesmos e isso era muito foda, ver todos aqueles cosplays de Light, Ryuk e principalmente as de Misa Amane que as meninas adoravam, que tempo maravilhoso.
(A partir daqui poderá e haverá alguns spoilers.)
Sobre a obra em si, considero Death Note uma obra que todo mundo deveria assistir mesmo que animes não sejam sua praia, vi a obra pela segunda vez em 2026 e é legal ter uma segunda percepção, mais madura e até mais crítica. A primeira vista me incomodou um pouco como os personagens chegam a conclusões difíceis tão facilmente, claro todos ali tem sua genialidade particular mas em certo ponto isso começou a me incomodar. Hoje sinto pena da Misa que foi apenas usada por todos, seja pelos fins do Light quanto pela equipe de investigação. Light e L são personagens incríveis e com uma química ímpar, tanto que após a morte de L a obra dá uma sensação de que perde um pouco de folego mas ela não se estende a ponto de se tornar algo incomodo, e animação da Mad House que era o estúdio que melhor animava animes na época se não me engano é ótima e em questões técnicas não há do que reclamar, aquela primeira opening é lendária, tanto a trilha sonora quanto a dublagem original e em português são ótimas, coisa que me incomoda nos animes de hoje que suas dublagens brasileiras muitas vezes são sofríveis, mas creio que isso se deva a quantidade de obras dubladas atualmente, coisa que não acontecia nessa proporção naquela época.
A obra lida com questões morais de certo, errado e justiça de maneira brilhante, na época a galera discutia muito sobre pra quem torciam e quem estava certo. Hoje vejo Light apenas como um jovem que foi corrompido com o poder que lhe foi dado. Se inicialmente seu discurso era de livrar o mundo do mal, não demora muito pra se tornar um desejo de ser deus e controlar o mundo, é uma ideia que inicialmente é boa mas que se dilui ao longo da trama, tanto que quanto Light se vê sem saída não hesita em matar pessoas inocentes e até sua própria família se for necessário.
Essa diluição de propósito curiosamente também é vista em Breaking Bad, onde Walter White segue sua vida bandida pelo prazer no que faz mesmo já tendo conseguido o dinheiro de seu tratamento, essa perda do propósito inicial e busca por fins cada vez mais mesquinhos e egoístas são pontos incríveis e muito bem trabalhados no desenvolvimento desses personagens
Pra mim uma obra atemporal que aborda temas atemporais de maneira brilhante e que todos deveriam assistir pelo menos uma vez na vida e sentir essa experiência única que Death Note é.