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É um excelente documentário, te coloca em um dilema moral/ético incômodo do início ao fim. Só não ganhou 5 estrelas pois, para a minha percepção, eles deram uma pintada de vilão para os americanos e, que fique claro aqui, não acho que eles são os mocinhos e, justamente por isso, digo que o documentário te coloca em um dilema absurdo.
Nada justifica um país estrangeiro intervir em uma guerra interna, civil. Porém, em uma situação que diferentes grupos matam centenas, as vezes milhares, de pessoas em busca de poder, quem poderia salvar o lado mais fraco dessa batalha? O genial do documentário, é justamente isso: os somalis veem os americanos como este salvador porém, vamos percebendo que - independentemente de serem americanos ou não - este tipo de situação tem que ser resolvida internamente, pelos envolvidos e, o mais triste é ver que mais de 30 anos depois, absolutamente nada mudou.
É muito reducionista dizer que os americanos sairam atirando em mulheres e crianças por dois, ou três, motivos: i) na hora do tiroteiro, na hora que você teme por sua vida, são poucos os indivíduos que conseguem agir racionalmente; ii) os próprios somalis não estavam se importando nem um pouco em abrir fogo contra um exército, que sem a menor dúvida iria revidar, com civis no meio do fogo cruzado; iii) antes dos americanos/ONU chegar, quantas mulheres e crianças os somalis mataram?
O documentário é genial por isso, ele contrapõe os dois lados e, eu acho que pesaram a mão para os americanos por isso: deixa subentendido que os americanos saiam atirando descriminadamente e gratuitamente nos civis o que não foi verdade, eles não deveriam estar ali (isso é fato) mas abriram fogo contra eles, eles abriram fogo contra os somalis.
Os depoimentos mais tocantes, pra mim, foi o do careca na lanchonete, o guitarrista e do lado somali, do cinegrafista, da moça que a filha ficou cega e do casal que teve a casa invadida.
A guerra é horrível e esse é um dos poucos projetos que consegue evidenciar esse conflito e essa brutalidade que existe em qualquer conflito.
"Deciding what is true and what isn't now seems to me...a lack of modesty"
Essa frase é, sem a menor sombra de dúvidas, uma das mais impactantes que lembro de ter visto em algum filme, principalmente nos dias atuais.
Apesar de eu manter o segundo filme (A igualdade é branca) como meu preferido da trilogia, a estória/roteiro deste é o melhor dos três. O final, inclusive, é um dos melhores que já vi, sem contar os "easter eggs" que acabam aparecendo aqui e acolá.
A fotografia, apesar de momentos sensacionais, no pacote completo do filme, não impressiona tanto quanto dos outros dois, porém as atuações se mantém em uma linha boa e possibilita identificação com o público em vários momentos, é uma pena que demorei tanto tempo para assistir essa trilogia, me falaram dela em meados de 2010, porém só fui parar para assistir agora, uma pena. Mas valeu a pena.
Para quem gosta de cinema, realmente é uma trilogia imperdível.
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oi fernando, já assisti faz tempo haha nem lembro como
mas de qualquer jeito, obrigado pelo link <3
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Acho que você desativou o negócio pra te adicionarem, né? rs Me adiciona lá então: http://www.facebook.com/mariana.lourenco.1441
O livro é muito bom, uma das melhores sagas/franquias que já li, mas o filme, deixa muito a desejar. Geralmente não sou o tipo de pessoa que fica "ah, mas o livro é melhor" porque entendo que são necessários sacrifícios e adaptações para transformar uma linguagem em escrita em visual.
O bom, é que mantém o humor dos livros mas peca demais no restante, como por exemplo no destaque dos protagonistas: Ford e Dent são os principais, porém no filme Zaphod é quem rouba a cena, muitas coisas importantes dos livros foram cortadas e, ao meu ver, isso aconteceu porque inicialmente o projeto seria para uma franquia de filmes, apesar de não ter pesquisado ou lido fontes sobre isso.
É um filme que passa o tempo, divertido, bem feito e, ainda atual com algumas exceções pontuais. Porém, neste caso, definitivamente, os livros são melhores.