Gabriel
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Últimas opiniões enviadas

Gabriel
½
2 semanas atrás

Cai em algumas armadilhas de gênero, como sustos gratuitos e sequências que parecem esquetes macabras feitas pra extrapolar a premissa, sem progredir a história. O som desse filme também é meio irritante. A trilha sonora é cacofônica e escandalosa de um jeito ruim.

Ainda assim, o argumento é bom, o elenco é excelente e o final é ótimo.

Leve spoiler: pra mim, a coisa mais assustadora foi a dúvida sobre onde a "verdadeira" Nikki estava. Ela dizendo que não gosta dos próprios sonhos, a ligação do Bear ao SAC do Salgueiro (ele ligou pro inferno e ouviu a Nikki gritar de lá?) e a súplica da garota pra ser morta antes que "ela" acorde. Tudo isso foi mais perturbador que a escatologia. Infelizmente exploraram superficialmente esse mistério, mas já valeu a pena.

Bom filme. Destaque do ano ao lado de Undertone.

Gabriel
2 semanas atrás

Bom filme, mas com tom de curta universitário.

A premissa é boa e a execução é eficiente, mas a história progride sem muita variação e fica aquém do potencial.

O suposto medo que esse filme causa tá mais pra receio; a gente tá tão acostumados a tomar jumpscare barato que a mera sugestão de que isso vai acontecer já causa apreensão. Fora isso, não tem nada de particularmente assustador aqui. Nada substancial, que perdure.

O tom me lembrou Portrait of God, um curta de 7 minutos lançado em 2022. E pra quem quer atmosfera de verdade, recomendo O Segredo do Lago Mungo, de 2008. Aquele sim é um filme impossível de esquecer.

Ouvi alguém dizer que o final parece uma casa assombrada de parque de diversão e não consigo mais pensar outra coisa kkkkkk

Esse diretor tem potencial. Talvez com mais atores e locações ele entregue um filme mais memorável. Com certeza vou ver o Atividade Paranormal que ele vai dirigir.

editado
Gabriel
½
3 meses atrás

Três irmãos materialistas performam rituais em busca de uma conexão comprada e insicera. Supostamente enlutados, eles ignoram a espiritualidade que se apresenta em cada esquina durante a viagem e condicionam a relação uns com os outros a objetos. Toda interação com o mundo é transacional, ao ponto de um deles agradecer por ser "usado" a uma mulher por quem, provavelmente, está apaixonado. Eles também reduzem a memória do pai ao que ele possuía (os óculos, o barbeador, as moedas que se espalharam no atropelamento e o carro) e se sentem roubados da presença dele quando alguém se aproria dessas posses. Depois de muitas tentativas, no fim, com o sumiço da mãe e a chegada de um novo membro, se rendem ao significado do amor, da família e da ancoragem no presente. Dão as costas ao materialismo quando se negam a voltar pra casa e precisam abandonar a bagagem luxuosa pra seguir viagem.

Os acontecimentos em si são desinteressantes e não justificam a extravagância da direção. Os diálogos também são apáticos e pouco cativantes, então tudo sobre esse filme chega muito perto de encher o saco. Ainda assim, o subtexto dele é bem construído e merece reconhecimento.

editado
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